Mônica Gutmann

Mônica Gutmann

Realizo um verdadeiro garimpo pelas redes sociais e sempre encontro grandes tesouros artísticos, são talentos espalhados pelo Brasil que só vem a fortalecer o título por mim atribuído a nossa nação como um  “Celeiro da Arte”. Só tenho a agradecer por aqueles que têm apoiado a arte na divulgação desses grandes artistas. Agradeço em especial ao Daniel Thame que cedeu esse espaço para promover a Arte.

Eu sou Luciane Yahweh, artista plástica, curadora e produtora cultural, amante da arte por seus benefícios trazidos a quem faz, admira e benefícios adquiridos no espaço ocupado por ela.

 

Nessa semana apresento a artista plástica Mônica Gutmann de Curitiba, Paraná

  1. Mônica, fale-nos um pouco de você:

 Nasci em 1961, em Carazinho-RS. Meu pai, europeu, e minha mãe, descendente, sempre deram muita importância para educação e sempre tive acesso vasto a todo tipo de informação. Na infância e adolescência estudei piano e ballet. Meus país valorizavam muito a leitura e os trabalhos manuais, assim, também tenho estas habilidades. Quando criança, gostava muito de desenhar, aos 10 anos frequentei, uns meses, um atelier de pintura, mas não foi uma experiência agradável, embora assinei 2 ou 3 obras. Nunca mais fiz aulas de pintura, mas autodidata, a cada 10 anos, ousava realizar algumas obras. Com 12 anos, durante uma feira do livro, comprei um livro de psicologia, que tinha umas 800 páginas, e li. Em 1974 mudei para Ponta Grossa-PR e em 1977 vim para Curitiba estudar e me formei psicóloga.

Trabalhei com clínica, mas por circunstâncias financeiras, me tornei funcionária pública. Inadequada inicialmente, porquê nunca me adaptei as rotinas burocráticas, mas me dei bem trabalhando na área de planejamento e informações, elaborando projetos e acompanhando sua execução. Elaborar projetos me oportunizava sempre estudar novos assuntos e ideias. Nos relatórios, apresentações e outras formas de comunicação, podia dar vazão a criatividade, incluindo a linguagem das imagens. Casei, tive dois filhos incríveis. Me divorciei. Ganhei 3 netos maravilhosos. Com a pandemia, trabalhando home office, morando sozinha, sem nenhum contato físico com outros nos primeiros 3 meses, retomei a pintura. Voltei ao trabalho, de forma híbrida, no segundo semestre de 2020 e em março de 2021 me aposentei. De lá para cá, assumi meu lado artístico.

“BUSCAR-SE”

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  1. Qual sua maior inspiração ao iniciar um trabalho?

 Sou um pouco como Picasso que dizia: “ outros virão e perguntaram por quê. Eu vi o que poderia ser e perguntei: por que não? “ O comportamento humano sempre foi minha inspiração. Sua complexidade, forma, conteúdo e contexto. Na formação em psicologia somos treinados à observar. Sempre gostei de explorar todos os ângulos, sou contestadora, muito curiosa e sempre pesquisei muito. A partir dos anos 90, com a Internet, isso ganhou novos contornos e com a chegada da Internet no celular tudo ficou, ainda, mais fácil. A partir daí, tudo pode inspirar…

Aqui vemos uma influência do minimalismo em duas obras de Mõnica Gutmann, técnica muito em alta na arquitetura moderna e designer de ambiente, retratando um mínimo de recursos e elementos. A pintura minimalista usa um número limitado de cores e privilegia formas geométricas simples, repetidas simetricamente. Os minimalistas  produzem objetos simples em sinônimo de sofisticação.

“SINGRAR NOTURNO”

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“REGRESSO”

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“TRANQUILIDADE”

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Complete essa frase: ARTE É…

       Se soubesse esta definição…

        Há inúmeras tentativas teóricas e filosóficas para defini-la.

        Entretanto, nenhuma, verdadeiramente a define, apenas explicita um ângulo de sua complexidade.

        Por um lado tudo pode ser arte, por outro, me parece que há muito sofismo definido como arte.

       Acho que antes da definição, a provocação da arte, que num mundo cada dia mais fugaz e descartável,

       se contrapõe lindamente e nos impõe o cuidado e a reflexão.

“DESAPEGAR-SE”

“REVERENCIAR-SE”  monica 6

“REVERENCIAR-SE”

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“QUESTIONAR-SE”

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Você trabalha muito o cubismo abstrato, usando algumas outras formas geométricas também. E nesse trabalho apresenta a série “MULHERES ENQUADRADAS…OU NÃO”! Qual a mensagem ou melhor dizendo, qual a poética dessa série tão linda?

Inicialmente, quando ficamos isolados pela pandemia, pintei algumas marinas, sentia que “ navegar é preciso.

 Com o passar do tempo, observando os acontecimentos, os comportamentos, a radicalização dicotômica que vivenciamos no país, nos isolando ainda mais, foi inevitável um mergulho mais profundo. Assim, as mulheres chegaram em diferentes técnicas e versões. Sou filha de uma feminista, não em retórica ou bandeira, mas em atitudes que nortearam seu estilo de vida, e de um sueco liberal. Assim aprendi que todos podem tudo!

Está é a mais linda poética da vida: SER!

 É possibilidade de ser tudo! A liberdade de ser o que quiser. A mulher não é só feminino e o feminino não é só mulher. As mulheres podem ser enquadradas… ou não!

 Todos podem! Apenas precisamos atentar a coerência, integridade e responsabilidade. O cubismo sempre me cativou. Fui comprar tintas e acabei comprando réguas, compasso e esquadro. Na volta, tinha brinquedos novos. Obviamente, os inúmeros cubista e outros tantos grandes mestres, já impregnados em mim, se manifestaram.

“DESPRENDER-SE”

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“FLUIR AO SOL”

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“LÁ QUE SABE”

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Como vc escolhe as paletas de cores, que por sinal é de um sintonia magnífica?

 Cores sempre chamaram minha atenção. Elas sempre gritaram.

 Eu geralmente falo baixo e gosto do silêncio, se grito sai do prumo, não gosto de perder o controle sobre mim. Acho que isso fez com que desde sempre a harmonia das cores fosse essencial para mim.

Ainda criança, lembro que meu pai, certa vez, trouxe lápis aquarelados e observando a caixa com 48 cores,  percebi que a harmonia estava na transição de uma cor para outra, depois estudando vários pintores confirmei esta percepção.

Na faculdade estudamos cores de outra forma e acredito que isso também interfere quando as escolho.

 Outra questão que influencia é a minha paixão por luz e sombra. Muitas vezes é uma batalha estas escolhas. Faço e refaço o trabalho até chegar na harmonia que quero.

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