Escritor e diácono baiano concede entrevista à Rádio França Internacional e destaca o luto como experiência pedagógica em novo livro
O escritor e diácono permanente da Diocese de Ilhéus, Rodrigo Dias Souza, participou nesta semana de uma entrevista especial nos estúdios da RFI Brasil, em Paris, onde apresentou reflexões sobre literatura, espiritualidade, memória e o lançamento do livro O Sabor das Coisas que Ficam.

Rodrigo Dias Souza
A obra, publicada pela Editora NoCego, nasceu das experiências humanas e espirituais atravessadas durante a pandemia da Covid-19. Em entrevista à emissora francesa, Rodrigo destacou como o luto pode se tornar uma experiência pedagógica e transformadora, especialmente em tempos marcados pela impossibilidade dos rituais de despedida.
Natural de Ubatã, no sul da Bahia, e filho da escola pública, o autor vem construindo uma trajetória marcada pelo diálogo entre fé, cultura e escuta das pequenas narrativas do cotidiano. Em O Sabor das Coisas que Ficam, Rodrigo percorre cenários simbólicos — do sertão baiano às ruas de Roma — para falar das perdas, das ausências e das permanências que resistem ao tempo.
Durante a conversa na RFI, o escritor afirmou que sua literatura nasce das “miúdas coisas da vida”, da contemplação dos detalhes e da memória afetiva das pessoas simples. A entrevista também abordou sua atuação junto à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, onde integra a equipe nacional das Campanhas da CNBB e coordena a equipe de subsídios do Regional Nordeste 3.
A participação na rádio internacional marca mais um momento significativo da caminhada literária de Rodrigo Dias Souza, cujas obras já foram traduzidas para o espanhol e o italiano, ampliando o alcance de uma escrita profundamente enraizada na espiritualidade popular e na poesia do cotidiano.
Em tom emocionado, Rodrigo resumiu o significado desse momento internacional: “É a prova de que os sonhos nascidos no interior também podem atravessar oceanos. Nós somos do tamanho dos nossos sonhos.”












