Mais duas vidas recomeçam com cirurgias bariátricas viabilizadas pela ABIR
O último final de semana foi marcado pela renovação de esperanças para mais dois pacientes assistidos pela ABIR (Associação Bariátrica de Ilhéus e Região), que passaram por suas aguardadas cirurgias bariátricas em Itabuna. Os procedimentos foram realizados pelo médico Dr. Fabrício Nogueira e já representam um novo capítulo na vida de Rita de Cássia Conceição de Oliveira Santos e Loriane da Cruz, que seguem em recuperação. A agenda de atendimentos segue ativa, com uma nova cirurgia já confirmada para o dia 1º de maio, quando a paciente Marineis Silva Gonçalves Santos também passará pelo procedimento.
À frente desse movimento, a presidenta da ABIR e sua fundadora, Laudicéa Carvalho, traduz em números e histórias uma trajetória de impacto social construída a partir da própria experiência. “A bariátrica não é apenas uma cirurgia, é um renascimento. Para muitos pacientes, é a única possibilidade real de retomar a saúde e reconstruir a própria vida”, afirma. Ao longo dos anos, a entidade já viabilizou o atendimento de 283 pessoas, entre cirurgias bariátricas dos tipos sleeve e bypass, além da colocação do balão gástrico Allurion, consolidando-se como referência regional no cuidado com pacientes obesos.

Outro ponto relevante é a segurança dos procedimentos realizados. Todas as cirurgias são feitas por videolaparoscopia, técnica minimamente invasiva que reduz significativamente os riscos cirúrgicos e o tempo de recuperação, além de não deixar marcas expressivas no corpo. Conhecida popularmente como cirurgia “por furinhos”, a abordagem utiliza de quatro a seis pequenas incisões, entre 0,5 e 1,2 centímetro, por onde são inseridos câmera e instrumentos cirúrgicos, garantindo mais precisão e menos impacto ao paciente.
A atuação da ABIR extrapola o campo da saúde individual e alcança um papel relevante na dinâmica social de Ilhéus e região. “Em um cenário onde o acesso a esse tipo de procedimento ainda é limitado, a entidade atua como ponte entre pacientes e a possibilidade concreta de tratamento, muitas vezes enfrentando barreiras estruturais e financeiras. Esse trabalho, no entanto, depende de continuidade, apoio institucional e reconhecimento público”, finaliza Laudicéa.













