:: 16/out/2024 . 6:38
Temadre passa a receber navios maiores
Acelen faz melhorias estruturais e amplia capacidade operacional do terminal
marítimo de Madre de Deus na primeira etapa de requalificação

O Terminal Aquaviário de Madre de Deus (Temadre) é o principal ponto de escoamento da produção da Refinaria de Mataripe, responsável por 42% do abastecimento do Nordeste e 80% da Bahia. A Acelen investiu R$ 70 milhões na primeira etapa da requalificação do Temadre com o objetivo de aumentar a segurança da navegação e das operações para as pessoas e o meio ambiente, além de receber navios SuezMax, com capacidade em torno de um milhão de barris de petróleo, e reduzir as emissões de CO2 logístico.
As obras dessa primeira etapa da requalificação foram concentradas no Temadre – Terminal do Mirim, no município de Madre de Deus-BA. De acordo com o diretor de logística da Acelen, André Quirino, o projeto incluiu inspeções emersas, acima do nível do mar, e submersas, além de recuperação estrutural e aplicação de proteção das superfícies dos dolfins, que são as estruturas de amarração e atracação dos navios.
O desenvolvimento, a execução e conclusão foram realizados em 24 meses. A última fase desta requalificação foi a dragagem de manutenção do canal, que não era realizada há mais de 20 anos, e recuperou a sua profundidade operacional de navegação, de aproximadamente 15,5 metros, possibilitando receber carregamentos maiores de petróleo. Com isso, reduziu a necessidade do processo ship to ship, que é a transferência de cargas de petróleo e derivados de um navio diretamente para outro sem passar por estrutura em terra.
Negociações coms jornais repõem inflação, garantem aumento real e elevação dos pisos salariais
Após cinco meses e meio de reuniões, finalmente foram encerradas as negociações salariais nos quatro jornais de Salvador (Correio, Tribuna da Bahia, A TARDE e Massa). Pelos entendimentos, foi garantida a reposição da inflação dos 12 meses que compreendem nossa data-base (maio/2023 a abril/2024), além de aumento real nos salários. Em todos os casos houve ganho acima da inflação também no piso salarial.
Como é de conhecimento de todos, os jornais não têm um sindicato ou associação que os represente, obrigando-nos a fazer conversas individuais, o que dá um imenso trabalho e nos deixa por meses negociando cada acordo. O presidente do Sindicato, Moacy Neves, lista outro complicador. “As empresas possuem diferentes realidades, o que nos obriga a ter flexibilidade e muita paciência na negociação para sair da ‘mesa’ com resultado positivo”, diz ele.
A última empresa a firmar entendimento em 2024 foi o jornal A TARDE/MASSA, que assinou o acordo coletivo dia 09 de outubro. O Correio já tinha firmado o documento em 29 de agosto. A Tribuna da Bahia, que tem uma situação bem mais complicada, ainda não fechou um acordo, mas já incluiu o reajuste nos salários dos jornalistas desde junho.













