Tudo que você precisa saber sobre Conjuntivite
Dra. Caroline França
Conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva e da superfície interior da pálpebra. A conjuntiva é a camada exterior da parte branca do olho. O sintoma mais evidente é a vermelhidão do olho, sendo também comum a ocorrência de dor, ardor e prurido. O olho afetado pode também lacrimejar ou custar a abrir durante a manhã. A parte branca do olho pode-se apresentar inchada. O prurido é mais comum nos casos de alergias. A conjuntivite pode afetar apenas um ou ambos os olhos. Existem basicamente três tipos de conjuntivite: Conjuntivite viral, Conjuntivite bacteriana e Conjuntivite alérgica.
Existem também outras formas de conjuntivites, mas neste artigo vamos nos ater às formas bacteriana, viral e alérg ica.
Conjuntivite viral
É a forma mais comum de conjuntivite. Pode vir acompanhada por outros sintomas de virose, tais como febre, dor de garganta e sinais de infecção respiratória, semelhantes a um resfriado. A conjuntivite viral é extremamente contagiosa, sendo transmitida através de mãos contaminadas por secreções oculares. O quadro de conjuntivite viral normalmente começa em um dos olhos, transmitindo-se para o outro 24 a 48 horas depois. A conjuntivite viral é auto-limitada, curando-se sozinha após 7 a 10 dias, sem necessidade de tratamento específico. O período de contágio costuma durar todo o tempo em que o olho permanece vermelho.
Conjuntivite bacteriana
A conjuntivite bacteriana é bem menos comum que a conjuntivite viral, sendo normalmente causada por uma destas cinco bactérias: Staphylococcus aureus (leia: STAPHYLOCOCCUS AUREUS), Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae, Moraxella catarrhalis ou Pseudomonas aeruginosa.
A transmissão da conjuntivite bacteriana se dá da mesma maneira que a conjuntivite viral, ou seja, através do contato com secreções contaminadas. Partilhar toalhas e dividir a mesma cama são situações de elevado risco. É bom salientar que apesar dos sintomas da conjuntivite serem quase que exclusivamente oculares, a bactéria ou vírus podem estar por toda a pele, sendo possível a contaminação das suas mãos com um simples contato com a roupa da pessoa infectada.
Conjuntivite alérgica
A conjuntivite alérgica ocorre quando os olhos entram em contato com alguma substância presente no ar que cause irritação. A inflamação da conjuntiva ocorre por uma reação alérgica a uma destas substâncias, que podem ser, por exemplo, pólen, poeira, pelos de animal, mofo, etc.. A conjuntivite alérgica não é transmissível. Quem tem conjuntivite alérgica não precisa se ausentar da escola ou do trabalho. Também não é necessário separar toalhas, talheres ou roupas de cama. A forma alérgica se difere da bacteriana e viral pela intensa coceira ocular que causa. Muitas vezes, outros sintomas alérgicos também estão presentes.
Sintomas da conjuntivite
Os primeiros sintomas da conjuntivite costumam ser ardência, lacrimejamento, sensação de areia nos olhos e “colamento” das pálpebras ao acordar. Em pouco tempo, os olhos tornam-se vermelhos e uma secreção purulenta pode surgir, principalmente na forma bacteriana.
Outros sintomas comuns são a coceira nos olhos, dor, inchaço nas pálpebras e fotofobia (intolerância à luz forte). Em geral, exceto pela fotofobia, não há outras alterações na capacidade visual. O paciente sente muito incômodo nos olhos, mas continua enxergando bem.
A conjuntivite costuma iniciar-se em um dos olhos, sendo comum a contaminação do outro após alguns dias.
Prevenção
Lavar as mãos frequentemente, as mãos não devem entrar em contato com locais sujos e depois em contato com os olhos, evitar aglomerações ou frequentar piscinas de academias ou clubes e praias, lavar com frequência o rosto e as mãos, uma vez que estas são veículos importantes para a transmissão de microrganismos patogénicos, não coçar os olhos, aumentar a frequência com que troca as toalhas do banheiro e sabonete ou use toalhas de papel para enxugar o rosto e as mãos, trocar as fronhas dos travesseiros diariamente enquanto perdurar a crise, não compartilhar o uso de esponjas, rímel, delineadores ou de qualquer outro produto de beleza, evitar contato direto com outras pessoas, não ficar em ambientes onde há bebês, não usar lentes de contato durante esse período.
Tratamento
Para melhor diagnosticar a causa da conjuntivite, é de todo aconselhável a ida a um serviço de urgência oftalmológico. A prescrição de antibióticos para conjuntivites virais não tem qualquer eficácia e é incorreta, visto que vírus não podem ser mortos pela ação destes tipos de medicamentos.
Não deve ser tocado com a superfície das embalagens no olho ou pálpebra quando da aplicação, para evitar a contaminação das soluções (colírios e pomadas).
A Dra Caroline França é Oftalmologista Hospital de Olhos Beira Rio













