A Assembléia Legislativa Itinerante em Itabuna reviveu a velha disputa entre geraldistas e fernandistas, agora com roupagem de azevedistas, estes bem orquestrados e aptos a vaiar tudo o que soasse a PT, do deputado federal Geraldo Simões ao governador Jaques Wagner e incluindo até o presidente da AL, Marcelo Nilo, que é do PDT.

Nilo, por sinal, ameaçou por diversas vezes suspender a sessão, e chegou a chamar os deputados Augusto Castro e Coronel Santana, dizendo que o que estava acontecendo ali era uma falta de respeito com o Legislativo e  com os convidados.

Em meio à vaias, a sessão se limitou a discursos para a torcida (os aliados mostrando os avanços do governo Wagner e a oposição batendo abaixo da linha da cintura) e homenagens aos deputado federal Geraldo Simões, a suplente de senadora Juçara Feitosa, os vereadores Wenceslau Junior e Vane do Renascer, o apresentador Tom Ribeiro, o empresário Helenilson Chaves e o médico oftalmologista Rafael Andrade.

Temas relevantes como o Porto Sul, a Ferrovia Oeste-Leste, a Universidade Federal do Sul da Bahia foram citados de forma superficial.

Enfim, nesse jogo, perdemos a grande chance de  abordar o que efetivamente interessava para a população. Sem contar que a civilidade perdeu de goleada.