:: 9/maio/2009 . 16:55
PIADA PRA BOI DORMIR

O caipira tinha um boizinho que era um exímio reprodutor. Bastava encostar uma vaquinha que ele “crau”.
Fazendeiros da vizinhança, que utilizavam o boi para emprenhar suas vaquinhas, acharam que o caipira estava ganhando muito dinheiro e concluíram que era mais negócio se cotizar e comprar o animal.
O caipira podia ser caipira, mas não era bobo e pediu uma grana alta pelo seu garanhão.
Os fazendeiros foram se queixar ao prefeito, que de olho nas próximas eleições resolveu comprar o boi e incorporá-lo ao patrimônio público.
Claro que aquilo era motivo para foguetório, discursos e show com uma indefectível banda de (argh!) axé music (?).
Os fogos espocaram, os discursos louvaram o prefeito benfeitor, o prefeito louvou sua benfeitoria e a banda tocou seus sucessos, aquelas músicas (?) geniais que rimam mãozinha com bundinha, joelhinho com peitinho e por aí vai…
Quando chegou a hora do ´gran finale´ botaram uma vaquinha jeitosinha ao lado do boi e ele… nada!
Espanto geral. Trouxeram outra vaca, bem gostosona, e o boi… nada de novo!
A oposição já pensava em pedir uma CPI do Não Valeu o Boi, quando um fazendeiro apareceu com uma vaca holandesa, cheirando a leite moça. Agora vai, disseram todos.
Não foi!
O caipira, com medo de que o negócio fosse desfeito, encostou no boi e falou, com todo jeito:
– O que é isso? Você não podia ver nem uma mula manca que já estava traçando e agora fica recusando essas vacas que nem eu dispensaria…
E o boi, na maior displicência:
-Então vai você. Eu agora sou funcionário público…
DECLARAÇÃO DE AMOR A UMA JOVEM CENTENÁRIA
HELENILSON CHAVES
Te conheci pelas mãos de meus pais, o que provocou em meu espírito uma alegria muito grande. Foi uma paixão à primeira vista que, tive certeza, perduraria para toda vida.
Homens audaciosos percorriam suas ruas, onde transbordavam oportunidades e imperava o espírito empreendedor.
Acompanhei o surgimento de uma civilização dinâmica, construída por pessoas que não tinham temor ao risco, por gente laboriosa, solidária e perseverante.
Freqüentei suas escolas, conheci essa gente determinada, que investiu em infra-estrutura e impulsionou o progresso, sem recorrer aos cofres públicos.
Atingistes um estágio tal que fostes, juntamente com as demais cidades em seu entorno, responsável por 70% das receitas que sustentavam essa imensa Bahia, embelezando a capital do estado com obras significativas, como o Centro Administrativo da Bahia e demais obras de modernização em Salvador.
Cresci e continuei com a mesma paixão, procurei te oferecer o meu trabalho, seguindo exemplos que foram tão edificantes, de gerações que ajudaram a te tornar uma metrópole.
Aqui criei e formei meus filhos, transmitindo-lhes e imensa paixão que sinto por você.
Confesso publicamente esse amor, que é para sempre, não apenas por você, Itabuna, mas por toda a região Sul da Bahia.
Sou grato a tudo o que recebi em troca da colaboração que dei para teu desenvolvimento.
É em nome desse amor por você, Itabuna, que me permito fazer alguns questionamentos.
-Porque estás tão triste, sem aquele viço nos olhos? As oportunidades rarearam, o abandono se reflete nas precárias condições de vida de sua gente, não se vê mais aquela força contagiante e renovadora, capaz de superar todas as crises, e por não acreditar, cometes o pecado da autofagia.
O que encontramos nas ruas são homens acuados, expectativas sombrias, vozes emudecidas. Gente incapaz de reagir, de dar a volta por cima, para te recolocar no lugar de destaque que é tua vocação e teu destino.
O que aconteceu? A auto-estima desapareceu?
Não tens mais representação política. Não há políticos interessados em te reerguer.
Parece ter desaparecido a vontade de ousar, de buscar o novo, que só se consegue através de atitudes ousadas, pois a audácia é o caminho certo para a fortuna. Não a fortuna de acumular recursos financeiros, mas sim, distribuindo os frutos dessa audácia para todos.
Tornastes o pasto preferido de políticos que perambulam pelo Estado, à espreita justamente daquelas pessoas que não conservam o amor próprio, nem a confiança no futuro.
São os mercadores do voto, que a cada quatro anos repetem promessas que nunca vão cumprir, porque não tem compromissos com a nossa gente. Será que você, Itabuna, perdeu a memória?
É preciso que tenhas a capacidade de valorizar seus filhos interessados em seu desenvolvimento, de eleger políticos que trabalhem pelo seu progresso.
Não podemos admitir que você continue entregue a esses “vendilhões do templo”, porque conquistados seus preciosos votos, eles desaparecem. Vale também para os seus filhos, a quem entregas com toda esperança e carinho a chave do cofre e os resultados tem sido muito catastróficos.
Itabuna, amada e querida, é preciso trilhar um caminho diferente, desenvolvendo todo o potencial que você tem e construindo uma nova realidade para sua gente.
Não podes mais dar ouvidos e respaldo aos vendedores de ilusões, que tanto tem te prejudicado, ao não te defenderes, nem lutar por melhorias para a tua população.
Precisas coibir a presença dos que não querem contribuir com o seu crescimento, que fazem tudo para ver o fracasso daqueles que te amam.
Continuo apaixonado por ti, Itabuna, declarando que serei sempre um trabalhador ardoroso, procurando colocá-la no lugar que mereces.
Não deixe que direitos adquiridos e garantidos pela nossa Justiça sejam relegados ao esquecimento, confirmando as palavras do grande baiano Ruy Barbosa, que dizia; “quem não defende os seus direitos, não os merece, torna-se um cidadão de segunda classe”.
Apesar de todos os percalços, das dificuldades que momentaneamente enfrentas por conta daqueles que só agem em benefício próprio e não possuem espírito coletivo; acredito na sua capacidade de superação, na força de seu povo.
Acredito em você, Itabuna!
Acredito num futuro melhor, que estou disposto a continuar colaborando com todas as minhas forças para construir.
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