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Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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:: 27/fev/2009 . 16:23

DO OUTRO LADO DO RIO


Canavieiras teve esse ano Carnaval para todos os gostos. Na praia e na avenida principal, o típico carnaval baiano, com trios elétricos, blocos e bandas que tocam a mesma porcaria, perdão, mesma música, imitações sem fim do Chiclete com Banana, Asa de Águia, etc.

No sitio histórico, à beira do cais, o Carnaval Cultural, que resgata a folia de antigamente, com marchinhas memoráveis e até, acreditem!, confete e serpentina.

Pode parecer coisa da Terceira Idade, mas tinha muita gente jovem por lá. Sinal de que bom gosto não tem idade.

A atração do Carnaval Cultural foi a banda “Cartão Postal”, que este ano teve a participação de Deraldo Campos, uma lenda canavieirense. Homenageado em vida, como dever ser!

Canavieiras não é sé carnaval.

Vale a pena fazer um passeio de lancha até Belmonte. São duas horas e meia de viagem na maré baixa e uma hora na maré alta. A navegação pelos rios Pardo e Jequitinhonha e seus afluentes permite o contato com uma natureza exuberante, em meio a manguezais, vôos rasantes de garças e uma paradinha na famosa lama negra.

A estadia em Belmonte (quatro a cinco horas a depender da maré) poderia ser descartada. A área do cais é um abandono só, as praias tomam um banho das Ilhéus e a única atração, um Farol da Marinha, não é devidamente valorizado. É como se fosse um trambolho encravado no coração da cidade.

Mas, a viagem de barco (40 reais por pessoa, ida e volta, com direito a abatimento na formação de grupos) compensa.

Como se dizia nos carnavais de antanho, “se a canoa não virar, eu chego lá”.

Ainda não virou.





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