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livros do thame




Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

abril 2026
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:: ‘Sérgio Merli’

O prazer da leitura até debaixo d’água

Pelos livros de Sérgio Merli, jovens leitores ficam imersos no mundo da água e nos seus significados ambientais, culturais e políticos

A questão da água ou da seca no País tem gerado muitos clássicos na literatura brasileira ao longo de mais de um século. Atento à questão da água e suas relações com os seres humanos, o escritor Sergio Merli também elaborou livros para crianças e adolescentes sobre esse líquido cristalino e às vezes a falta dele em alguns lugares.


A falta d’água tem sido sempre um paradoxo no Brasil, porque é um dos países que possui algumas das maiores bacias hidrográficas do mundo e, portanto, um estupendo volume d´água no seu território. Isso sem falar na costa brasileira que é muito longa, com 7.491 quilômetros de extensão. Contraditoriamente, há milhares de brasileiros que ainda sofrem devido à escassez de água.

E por causa do cenário que gera terríveis desdobramentos sociais e políticos, a água tem sido uma âncora da narrativa quando explica e exemplifica a cultura da seca e regionalismos, segundo opinião de alguns especialistas. Nas questões ambientais ela também tem estado em evidência, com alertas frequentes para se evitar desperdício, reduzir o uso e combater as perdas.

No binômio ‘água e seca’ há romances, contos e ensaios emblemáticos que tratam do assunto como, por exemplo, o clássico “*Vidas Secas*” de Graciliano Ramos (publicado em 1938). Possivelmente ele ainda seja o mais famoso romance sobre a estiagem crônica no Nordeste. Em “*Os Sertões*”, de Euclides da Cunha, publicado em 1902, ainda que o foco principal seja a Guerra de Canudos, também aborda a seca e suas consequências na vida dos habitantes da região. No livro “*O Sertanejo*”, de José de Alencar, editado em 1875, o texto trata da vida dos sertanejos, incluindo a seca e seus efeitos sobre a vida rural e a cultura nordestina. Já a obra “*Seara Vermelha*” de 1956, elaborado por Ariano Suassuna, expõe o dia a dia no sertão, incluindo aspectos relacionados às condições climáticas e suas implicações para a vida dos personagens.

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