:: ‘Repelente tópico de Piper macedoi’
Pesquisa da UFSB resulta em invento de novo repelente contra mosquito da dengue
Mais um invento que resultou de pesquisas conduzidas na Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) teve encaminhamento de proteção intelectual. A Coordenação de Criação e Inovação da Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação (CCI/PROPPG) realizou o depósito de um pedido de patente do Repelente tópico de Piper macedoi contra mosquitos (número do pedido: BR 10 2024 022258 0) junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) no dia 25 de outubro de 2024. O documento se refere a um novo creme repelente que contém extrato da planta Piper macedoi, popularmente conhecida como pimenta-de-macaco, desenvolvido em pesquisa feita no Programa de Pós-Graduação em Saúde, Ambiente e Biodiversidade (PPGSAB) e que atua contra o Aedes aegypti, importante vetor de arboviroses como dengue, zika, chigungunya e febre amarela. A lista de inventores é composta por Gisele Lopes de Oliveira, Ana Paula Oliveira Souza Dias, Yago Soares Fonseca, Ana Luiza Coutinho Matos Santana, Gabriela da Cruz Martins, Thiago Soares Rocha, Victor Neves dos Santos, Luanna Chácara Pires e Sebastião Rodrigo Ferreira.

Pesquisadora Ana Paula Dias
O processo de redação do documento de pedido da patente contou com o apoio do programa de mentoria do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), através da orientação do pesquisador Hélio Santa Rosa. O programa de mentoria na UFSB é desenvolvido por intermédio da CCI .
De acordo com a professora Gisele Lopes Oliveira, que atua no Centro de Formação em Ciências da Saúde (CFCS) da UFSB, “as pesquisas com Piper macedoi iniciaram em 2016 de forma inédita, com os primeiros testes sobre o potencial biológico dessa espécie realizado por nosso grupo de pesquisa (Biodiversidade e Saúde – BIOSA), apresentando interessantes atividades carrapaticida, leishmanicida e larvicida contra Aedes aegypti. Avançamos então nos estudos com o Aedes aegypti, com testes inseticidas contra mosquitos adultos e observamos uma possível ação repelente, pensamos então na ideia de um repelente natural”. De 2018 para 2019 a equipe teve os primeiros resultados preliminares com o repelente proposto, mas ainda era necessário ajustar a formulação e as concentrações. O início do Programa de Pós-graduação em Saúde, Ambiente e Biodiversidade em 2021 permitiu a reoganização da proposta do repelente através da dissertação de mestrado da egressa Ana Paula Dias e a finalização dos experimentos “com resultados excelentes”, afirma a pesquisadora.
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