:: ‘Centro de Formação em Ciências Ambientais da Universidade Federal do Sul da Bahia (CFCAM/UFSB)’
Pesquisa na UFSB estuda a presença e o efeito de microplásticos na cadeia alimentar de insetos aquáticos

Heleno Nazário
A quantidade de micro e nanoplásticos no ambiente altera o crescimento, a alimentação e a contaminação de insetos. Mais: isso aponta para uma forma dos microplásticos seguirem dentro de cadeias tróficas, ou cadeias alimentares. É o que informa o artigo científico Microplastic bioaccumulation in odonata larvae: Integrating evidence from experimental studies in freshwater microcosm, publicado na revista Chemosphere e assinado pela Luana Oliveira Drummond, Alana Carmo de Oliveira, Sophia De Grande e o professor Felipe Micali Nuvoloni, do Centro de Formação em Ciências Ambientais da Universidade Federal do Sul da Bahia (CFCAM/UFSB). O estudo relata os experimentos de exposição de larvas de insetos como libélulas e donzelinhas (espécies da ordem Odonata) a microplásticos.

Conforme o professor Felipe Nuvoloni, os experimentos foram conduzidos entre 2023 e 2024, em duas etapas complementares. A primeira etapa foi relacionada ao mestrado da discente Alana do Carmo (PPGCTA) e avaliou a ingestão e transferência trófica de microplásticos em microcosmos de bromélias em curto prazo (veja a notícia na UFSB Ciência). A segunda etapa é descrita no artigo e se liga ao projeto de Iniciação Científica (IC) da discente Luana Drummond. Luana investigou ao longo de dez dias as diferentes vias de exposição e concentrações de microplásticos e a influência desses fatores no desenvolvimento das larvas de Odonata. Essas larvas são predadoras e se alimentam de outras larvas de insetos aquáticos presentes nos fitotelmatas, a água acumulada entre as folhas das bromélias.
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