NÃO TÔ NEM AI PRA ESSE TIMINHO
A partida Brasil X Paraguai pela Copa América registrou 30 pontos de audiência na Rede Globo no domingo à tarde. Apesar da importância da partida, que valia vaga nas semifinais, a média foi dois pontos menor que a da estréia da seleção, no dia 3.
O confronto Brasil X Venezuela, que também ocorreu em um domingo, alcançou média de 32 pontos. Cada ponto equivale a 58 mil domicílios na Grande SP.
Em Itabuna, era jogo de seleção e nem parecia. Os bares estavam cheios e a vida seguia enquanto o time da CBF dava seu vexame diante dos paraguaios.
MOBILIZAÇÃO PARA MANTER A AZALÉIA
Será realizada hoje a tarde em Itapetinga uma reunião para evitar novas demissões e um possível fechamento da Azaléia, que emprega cerca de 15 mil pessoas na região sudoeste da Bahia.
A Azaléia já demitiu cerca de tres mil trabalhadores e ameaçar desativar suas unidades em Itapetinga, Potiraguá, Itororó e Firmino Alves, transferindo a produção para a China.
O deputado federal Geraldo Simões e o deputado estadual Rosemberg Pinto participam da reunião, que reúne lideranças políticas, empresariais e sindicatos das cidades que podem ser atingidas pelo fechamento da Azaléia.
Para evitar um grave problema social, o governo da Bahia, através do Banco do Nordeste (BNB), conseguiu um financiamento de R$ 64 milhões para ampliar a escala de produção da empresa e reduzir custos.
QUANDO O AMOR FALA MAIS ALTO
O escritor Gilberto Abraão acaba de lançar o livro “”O muçulmano e a judia”. O livro conta a história é de duas famílias judias que fogem da violência em seus respectivos países e mais uma família palestina que foge da ocupação e tomada dos territórios palestinos pelos Israelenses sionistas. Todos vêm ao Brasil, o país da convivência pacífica entre as várias etnias e religiões.
Uma das famílias judias foge da Áustria que é anexada pela Alemanha nazista; outra família judia sai do Egito após a revolução nasserista. Paralelamente, um jovem palestino sai do que tinha sido a Palestina, depois de passar um tempo em um acampamento de refugiados. Todas as famílias se estabelecem no Rio Grande do Sul. Geram filhos brasileiros, cujas vidas haverão de se entrelaçar. Há um fundo político, há o debate sobre a questão palestina-israelense e há, naturalmente, a história de amor que tem como pano de fundo esse grande conflito.
O livro está à venda em livrarias como Saraiva, Cultura, Fnac e Siciliano.
SOAM AS TROMBETAS
Venezuela nas semifinais da Copa América, com a melhor campanha da competição.
Japão campeão do mundo de futebol feminino, após bater a ultra-favorita seleção dos EUA.
Se aparecer por aí um político, desses graúdos, disposto a devolver, por livre a espontânea vontade, o dinheiro que surrupiou dos cofres públicos ei de concluir que chegamos mesmo ao final dos tempos.
NUNCA ANTES NA HISTÓRIA DESTE PAIS…
Nunca antes na história desse país uma seleção comemorou um gol perdido como Neymar, Robinho e Ganso fizeram, depois que o “novo Pelé” chutou para a defesa do goleiro paraguaio.
Nunca antes na história desse país uma Seleção Brasileira perdeu quatro cobranças de pênaltis, todos batidos bisonhamente.
A Argentina pelo menos caiu com dignidade diante do Uruguai.
O Brasil nem isso…
Morremos abraços com “nuestros hermanos”.
Adeus, Copa América.
Cobras e vagalumes, escuridão e luz
“Era uma vez uma cobra que começou a perseguir um vagalume. Ele fugia rápido com medo da feroz predadora..
O vagalume fugiu um dia, mas a cobra não desistia. Dois dias e nada…
No terceiro dia, já sem forças, o vagalume parou e disse à cobra:
– Antes de me devorar, posso fazer três perguntas?
– Bom, não costumo abrir precedentes para ninguém, mas já que vou te comer mesmo, pode perguntar…
– Primeira: pertenço a sua cadeia alimentar?
– Não.
– Segunda: te fiz alguma coisa?
– Não.
– Então, por que você quer me devorar?
– Porque não suporto ver você brilhar!”
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Historietas como a relatada acima, cairiam melhor nesses manuais de auto-ajuda tão em voga ultimamente. Mas, ela é atualíssima numa região como a nossa que enfrenta uma crise que já dura duas décadas e nem assim consegue se unir para atuar em torno de um projeto comum de desenvolvimento e de bem estar social.
Não aprendemos, apesar de todas as lições (e todas as decepções), que o individualismo é uma praga infinitamente mais danosa do que a vassoura-de-bruxa.
Continuamos, em todas as esferas, colocando o interesse individual acima do interesse coletivo. Confundindo política, que é uma prática saudável e indispensável à democracia, com politicagem, onde o que vale é o golpe baixo e a total falta de compromisso com a verdade.
Vibramos mais com o fracasso alheio do que com os nossos próprios êxitos.
Temos medo de ousar, de sonhar, de correr riscos e combatemos aqueles que desconhecem a palavra impossível, que acreditam que pequenos fracassos valem menos do que um grande êxito. Que não apenas sonham grande, mas transformam sonhos em realidade.
Um conhecido empresário de Itabuna, que já viveu o céu e o inferno da gangorra prosperidade/crise e que conseguiu se recuperar ao trabalhar duro costuma dizer que “no Sul da Bahia, o sujeito gasta dois reais para que o outro não ganhe um real”.
A conta parece absurda, mas é o que acontece com freqüência nessas plagas grapiunas.
Não há jeito de dar a volta por cima enquanto continuarmos nos comportando como cobras, a devorar vagalumes que com seu brilho podem apontar a luz no fim do túnel e nos conduzir a novos caminhos.
E a nos ensinar que, numa transformação que exige quebra paradigmas e mudança radical de postura, podemos ter o nosso próprio brilho, gerar a nossa própria luz.
Polícia investiga golpes contra empresários baianos
A Delegacia de Crimes Econômicos e Contra a Administração Pública (Dececap) investiga novas ocorrências de um golpe aplicado por estelionatários, que têm lesado empresários baianos cobrando deles por um suposto acordo para redução do valor de dívidas junto à Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia (Sefaz). Em agosto do ano passado, uma quadrilha especializada no mesmo delito foi desarticulada durante a Operação Máscara, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Grupo de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Estadual (GAECO), com apoio da Polícia Militar, e servidores da Sefaz – Inspetoria de Fiscalização e Pesquisa (Insip).
De acordo com a delegada Pilly de Faria Dantas, titular da Dececap, a polícia busca identificar e capturar os estelionatários que insistem em tentar prejudicar empresários, obtendo informações sobre débitos de empresas junto à Sefaz, para oferecer um acordo e o pagamento de apenas parte da dívida. Acreditando que se livrariam do débito, as vítimas depositam dinheiro nas contas indicadas pelos criminosos, que se fazem passar por advogados.
A delegada orienta os empresários a não realizarem qualquer transferência bancária para contas desconhecidas. Instalada no bairro de Piatã, a Dececap conta com os seguintes telefones: (71) 3116-1412 ou 3116141.
NÃO CHORES POR MESSI, ARGENTINA
Os argentinos, chegados num dramalhão, choram a desclassificação da Copa América, logo nas oitavas de final e jogando em casa.
Poupem lágrimas por Lionel Messi. Depois de quatro jogos a apenas uma exibição digna do melhor do mundo (e contra a pobre Costa Rica), ele volta para sua Catalunya, onde é Rei e Senhor no Barcelona.
Messi, queiram ou não, é mais catalão do que argentino.
RADIO KARDEC
Rádio Difusora Oeste, Osasco (SP), início da década de 80. Nossa briosa equipe estava fazendo a cobertura da festa “Destaques do Esporte”, dessas que acontecem até hoje e que têm troféus pra todo mundo, do “Craque do Ano”, do futebol ao ´cuspe à distância`, até aquele empresário amigo que, coincidência é claro, patrocina o evento ou a equipe de esportes. Ou as duas coisas.
O fato é que naquele dia tinha troféu demais e, pra todo mundo que era anunciado, eu dizia “daqui a pouco vamos ouvir o homenageado”.
E lá ia eu ouvir o homenageado, que invariavelmente dizia chavões do tipo “estou feliz por essa homenagem”, “vou guardar o troféu com carinho”, “não esperava esse prêmio” (se não esperava, aquele cheque de ontem foi o que? Contribuição para alguma obra social?) e outras frases feitas.
Eu estava achando aquilo tudo uma baboseira interminável, ainda mais que como o sujeito da antológica música Trem das Onze (“não posso ficar nem mais um minuto com você…”), tinha que pegar o ônibus das 11, ou encarar a pé o caminho para casa, num bairro distante da periferia. Pobre, pero feliz e cumpridor.
De saco cheio ou preocupado com ônibus das 11, nem me toquei quando (glória a Deus nas alturas!) anunciaram o último homenageado:
-E agora o troféu Destaque do Esporte vai para Jair Ongaro.
Prontamente, eu perpetrei:
-Daqui a pouco vamos ouvir o homenageado…
Antonio Baltazar, o Batata, podia perder o amigo, mas não perderia a piada, dada de bandeja e ao vivo nos microfones da nossa Difusora.
-Ô garoto, só se for ouvi-lo no Centro Espírita. Jair Ongaro morreu há mais de 20 anos.
Era homenagem póstuma e eu não havia prestado atenção.
Desliguei o microfone e sai de fininho. No ônibus lotado e cheio de gente sonolenta, ninguém riu de mim. Aliás, ninguém me notou, “famoso quem?” que eu era. E continuo sendo.
Apesar de minhas esporádicas incursões pelo espiritismo, doutrina que admiro e onde tenho amigos que prezo, nunca me atrevi a seguir o conselho do velho Batata.
Naquele lugar chamado eternidade e sem a necessidade terrena de fazer média, Jair Ongaro, sangue italiano, poderia dar uma resposta que chocasse até os ouvintes da Radio Difusora.
Imagina, então, os da Rádio Kardec.
CAÇA ÀS BOLINHAS
Policiais Rodoviários Federais da Delegacia de Paulo Afonso prenderam um caminhoneiro com 88 comprimidos de anfetaminas. Com essa apreensão, sobe para 12.860 unidades de anfetaminas apreendidas pela PRF/BA este ano.
Nivando Santiago Feitosa, 57 anos, condutor do veículo Iveco, placa KEX 6296/SP, foi abordado às 23:40 horas, no Km 002 da BR 110. Durante a revista, os policiais encontraram 88 comprimidos do anfetamínico Desobesi-M (Cloridrato de Femproporex),no interior do caminhão.
Este medicamento é utilizado como estimulante por motoristas para inibir o sono, aumentando a carga de trabalho, e como consequência, o risco de ocorrências de acidentes nas rodovias.
Tem que fiscalizar e jogar duro, com esses irresponsáveis drogados (porque bolinha é droga) que tantos acidentes provocam, fazendo turnos malucos de 18 e até 24 horas sem descansar.























