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livros do thame




Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

abril 2026
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:: ‘Notícias’

O MACACO TÁ CERTO


A novela “Caras & Bocas” da Rede Globo, em que o macaco Chico vai se revelar um excepcional artista plástico, nos leva a três conclusões, de fundamental importância para os destinos da humanidade:

– O macaco pinta melhor do que muito artista plástico por aí.

– Representa melhor do que a maioria dos atores e atrizes da própria novela em que atua.

– Possui mais neurônios do que todos os Big Brothers. Juntos!

O que, convenhamos, não é lá grande coisa…

LIÇÃO DE CASA

“Eu havia passado uma redação para a turma e estava corrigindo as provas, quando dois alunos começaram a discutir. Daí partiram para xingamentos pesados.
De repente, um dos alunos tirou uma faca da bolsa e avançou para cima do colega. Imediatamente, fui até eles e impedi que a agressão se consumasse, embora os palavrões continuassem.

Pedi que os dois alunos deixassem a sala de aula e disse que comunicaria o fato à direção da escola.

Eles se recusaram a sair e continuaram se xingando.

Insisti que eles se retirassem e um deles, ao sair, bateu a porta da sala de aula com força.

Fui atrás do menino, fiz com que ele voltasse e se desculpasse.

Aí aconteceu o inesperado. Em vez de se desculpar, o menino virou-se para mim e disse com arrogância

-Eu sei onde a senhora mora, onde os pais da senhora moram e que horas a senhora chega em casa de noite. Não dê mole comigo que eu te acerto…

Pelo tom de voz, percebi que o menino não estava brincando.

Fui à direção da escola, comuniquei o fato e disse que aquilo era caso para punição rigorosa. A diretora procurou contemporizar e falou que iria suspender por três dias os alunos que haviam brigado. Nada mais do que isso.

O pior é que, pouco tempo depois, a mãe do aluno que me ameaçou, que nunca havia participado de nenhuma atividade na escola, me procurou para dizer que eu havia sido grosseira com o filho dela, que ele ainda era uma criança e que iria me denunciar na justiça..

Tentei explicar que o filho dela havia puxado a faca para um aluno e ameaçado a mim e à minha família, mas nada adiantou. O filho estava certo e eu errada. Ponto final.

Não houve punição alguma para os alunos que brigaram na sala de aula e o menino que me ameaçou tornou-se ainda mais arrogante, como se fosse uma espécie de herói numa turma formada basicamente por filhos de famílias carentes da periferia, onde na ausência do poder público, a violência é regra.

Depois daquele fato lamentável, minha situação diante dos alunos se tornou tão insustentável que decidi solicitar afastamento da escola.

Não sou de desistir fácil, acredito na força transformadora da educação, mas esse tipo de situação, que é quase regra, dá uma sensação de impotência, como se a escola não significasse para aqueles meninos e meninas uma oportunidade de inclusão social.

Na prática, parece que não significa mesmo.

Vou continuar sendo professora, porque essa é minha vocação, mas entendo que precisamos repensar não apenas a escola, mas a sociedade como um todo.

O que esperar de uma sociedade em que uma criança, por força da conjuntura social do meio em que vive, torna-se um marginal em potencial?”
o-o-o-o-o-

O depoimento acima foi prestado por uma professora da rede pública em Itabuna.

Deve servir de reflexão para o modelo de cidade, de estado e de país que estamos construindo.

Ou desconstruindo…

UM CRAQUE DA PESADA

Esse blogueiro, sãopaulino até a raiz dos cabelos que ainda restam, reconhece:

-Se em terra de cego quem tem um olho é rei, em futebol de cego quem tem Ronaldo é campeão.

O Paulistão já é do Curintia!

BAR DAS PUTAS


Ano de 1981. O Diário de Osasco finalmente trocava as velhas impressoras e linotipos e passava a ser impresso em off-set. Era como pular da Idade da Pedra para o futuro, sem escalas.

O Diário deixava de ser temporariamente diário para se tornar semanal, embora continuasse ostentando o título Diário.

Para o Vrejhi Sanazar, dono do jornal, era um salto de qualidade e a oportunidade de atrair anunciantes. Fazer dinheiro, enfim.

Para mim e para o Giovanni Palma, que tocávamos a redação, era o passaporte para a modernidade, poder ousar nos textos, nas fotos, no formato da primeira página.

Mais do que isso: como o jornal seria diagramado e impresso no prédio do Estadão (O Estado de São Paulo) na marginal Pinheiros, era a chance de viver o clima de grande imprensa, cruzar com o pessoal que fazia aquele que na época era o mais influente jornal brasileiro, até ser ultrapassado pela Folha de São Paulo.

Era também uma oportunidade para manter contato com grandes jornalistas, não apenas do Estadão, mas também de outros veículos, já que após o fechamento das edições (naquele tempo os jornais fechavam de madrugada e não eram essa coisa pasteurizada e insossa de hoje), o pessoal se dirigia a um ´pé sujo´ na avenida da Consolação, onde um churrasquinho ou uma batata frita honestos eram oferecidos a preço justo. Obviamente acompanhados de uma cervejinha, uma batidinha, uma cachacinha.

Ou tudo junto!

O local era chamado de Bar das Putas, porque além dos companheiros jornalistas, as companheiras operárias do amor também batiam ponto lá, fechando a noite de trabalho duro (ops!). Uma convivência harmoniosa, num local que marcou época numa São Paulo ainda sem crack e sem tanta violência.

Foi no Bar das Putas, enquanto entornava uma dose tamanho família de batida de limão e comemorava com o Palma mais uma bela edição do nosso “Diário semanal”, que ouvi a seguinte frase de uma das distintas freqüentadoras:

-O cara quando quer uma puta só pra ele, tem que pagar bem. Se não pagar, vai ter que dividir com os outros e se contentar com as sobras.

Num país onde, diz a lenda, cafetão se apaixona, puta goza, traficante cheira e político honesto é mais raro do que bispo paraguaio sem filhos, a moçoila perpetrou um comentário de antologia.

Os intocáveis

Enquanto o escândalo das passagens aéreas na Câmara dos Deputados estava mandando para os ares apenas integrantes do chamado “baixo clero” ou mesmo figuras conhecidas que repetidamente estão associadas à traquinagens, reforçava-se a impressão, quase um senso comum, de a maioria dos nossos legisladores se especializou em legislar em causa própria.

Mas eis que em meio a esse sui generis programa de milhagens começam a surgir, entre seus beneficiários figuras tidas como vestais, paladinos da ética, oráculos da moralidade.

É o caso do deputado federal Fernando Gabeira, flagrado distribuindo passagens aéreas para familiares. É o mesmo tipo de irregularidade cometida por um obscuro deputado do Rio Grande do Norte, metido a conquistador, que usou sua cota de passagens para, entre outras coisas, pagou passagens para que a apresentadora (?) Adriane Galisteu e a mãe dela fossem passear nos Estados Unidos.

Gabeira, dono de uma biografia extraordinária e de uma postura que o difere (ou diferia) do político-padrão, é uma espécie de referencial quando a mídia quer fazer um contraponto aos “podres poderes”. É o sujeito que, com as câmaras e microfones providencialmente ligados, desanca colegas em público e cobra moralidade e transparência.

É mais ou menos assim: “se todos fossem como Gabeira, a política não seria a sujeira que é”.

Ficou mais ou menos assim: “todos são iguais, mais um são mais iguais do que os outros”.

Enquanto boa parte dos envolvidos no escândalo é queimada na fogueira da inquisição, a Gabeira é dado o beneplácito da biografia, como se fosse apenas um pequeno deslize. O deputado reconheceu o erro, pediu desculpas publicamente e -rápido no gatilho- se dispôs a liderar uma cruzada moralizadora contra (o que mais poderia ser?) o abuso no uso de passagens aéreas.

De fato, diante do que alguns dos nobres deputados e senadores fazem nos bastidores daquela maravilha arquitetônica projetada por Oscar Niemayer, o que Gabeira fez foi uma bobajota.

Mas, ao se “igualar aos iguais” naquilo que eles têm de pior, o deputado sinaliza que é preciso uma profunda mudança de comportamento na classe política.
Porque, quando se começa dividir entre “bom ladrão” e “mau ladrão” (no sentido bíblico e não policial), é porque a cruz do cidadão de bem, que dá um duro danado para sobreviver e mantém a boa vida dessa turma a custas de impostos e mais impostos, está cada vez mais difícil de carregar.

Pior do que o deslize de Fernando Gabeira é a explicação do Corregedor Geral da Câmara, o deputado federal baiano ACM Neto, para a sucessão de escândalos: “acho que está na hora de a Casa ter coragem de se defender. Estão colocando nomes de pessoas sérias como se fossem bandidos! Acho que a imprensa quer fechar o Congresso”, disse ele do alto de seu prodigioso DNA político.

A culpa, então, é da imprensa!

Alguém aí se lembra da piada do sujeito que encontra a mulher com o amante na cama e toma uma atitude drástica?

Vendeu a cama…

FUTEBUNDA


Só consegui ver, pela ESPN, os melhores, quer dizer, piores, momentos de São Paulo x América de Cali pela Libertadores.

Um horror!

Mesmo enfrentando o time reserva do América, o tricolor paulista ganhou no sufoco e de virada por 2×1, com um gol de bunda do jogador Dagoberto.

Pra se ter uma idéia do atual nível do futebol que se joga nesta América do Sul, mesmo jogando “futebunda” o São Paulo ainda terminou líder de seu grupo.

Brasileiro, argentino, colombiano, uruguaio, paraguaio e até venezuelano que jogue alguma coisa minimamente parecida com futebol vai logo pra Europa ou Japão.

Aqui fica o rebotalho ou quem não deu certo por lá.

LIBERARAM O CAMARÃO


Boa noticia para Canavieiras:

voltou a ser liberado repovoamento de camarões em cativeiro, após mais de oito meses de proibiçao por conta de uma doença chamada “mancha branca”. A atividade camaroneira gera cerca de mil empregos em Canavieiras e a suspensão havia provocado demissões em massa.

A liberação partiu da Secretaria da Agricultura, através da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) em conjunto com o Ministério da agricultura (Mapa) e Bahia Pesca, onde concluíram que o vírus da Mancha Branca e da Necrose Hipodérmica Hepatopoética Infecciosa (NHHI), doenças que acometem esse tipo de crustáceo, já estão sob controle.

Em agosto do ano passado, após o surgimento da doença na região, todas as fazendas de criação de camarões foram interditadas pela agência. A Adab, seguindo orientação do Mapa e normas internacionais, realizou coleta de material para exames, controle do trânsito e orientou o processamento da produção do camarão para comercialização, além de realizar atividades de educação sanitária e reuniões periódicas com os produtores para esclarecimento da situação

Caminho das Índias


A se confirmarem os projetos anunciados pelo Governo Federal e o Governo Estadual, o Sul da Bahia está prestes a viver um novo ciclo de desenvolvimento, com a vantagem de que não dependerá apenas de um único produto, embora o cacau ainda reúna condições de ser um componente importante na economia regional.

Durante a visita a Itabuna, no último final de semana, o governador Jaques Wagner confirmou que, a despeito da crise mundial, estão garantidos os investimentos para a implantação do Porto Sul, da Ferrovia Oeste-Leste, do novo aeroporto de Ilhéus e da Zona de Processamento de Exportações.

Também está prestes se concretizar um sonho de quase duas décadas, a duplicação da rodovia Ilhéus-Itabuna, obra já em fase de estudos técnicos.

Some-se a isso, o PAC do Cacau, que a partir da definição sobre a renegociação das dívidas dos produtores rurais, poderá sair do papel e deslanchar de vez, possibilitando a liberação de novos recursos para a retomada da produção de cacau em níveis competitivos e a execução de projetos de diversificação, como agroindústria, fundamentais para agregar valor e fazer com que deixemos de ser apenas geradores de matéria-prima.

Esses investimentos darão um novo impulso a uma região que tanto deu à Bahia e que há mais de duas décadas atravessa uma crise sem precedentes em sua história. Uma região que vinha sendo solenemente ignorada por governantes que aqui só apareciam em busca de votos e que passou a receber uma atenção especial com Lula e Wagner.

O Porto Sul e a Ferrovia Oeste-Leste criarão oportunidades para a criação de um pólo industrial, não apenas no setor de siderurgia, com os minérios, como no setor têxtil, com o beneficiamento de algodão. Itabuna tem estrutura e reúne condições de abrigar o pólo têxtil. A ferrovia poderá fazer também com que a soja, hoje exportada pelo terminal privado de Cotegipe, na Bahia de Aratu, volte a ser movimenta por Ilhéus.

A duplicação da rodovia Ilhéus-Itabuna não terá impacto apenas regional, mas poderá significar uma “ponte” ao Norte/Noroeste de Minas Gerais, para escoar sua produção através do Sul da Bahia. Haverá, também, um incremento do turismo, atividade cujo potencial ainda não foi devidamente explorado.

Trata-se, portanto, de uma oportunidade histórica, daquela que não pode ser desperdiçada, sob pena de comprometer as futuras gerações de sul-baianos. Além do indispensável apoio governamental, há que prevalecer o espírito empreendedor, fazendo que esses projetos, a partir de sua concretização, gerem emprego, renda, desenvolvimento, qualidade de vida para a população.

Em tempo: Jaques Wagner realiza essa semana uma viagem à Índia, país que hoje é exemplo de solidez em meio à crise mundial e que, a exemplo do Brasil, está conseguindo reduzir sensivelmente a exclusão social.

Wagner se reúne com cerca de 60 empresários dos setores de mineração, têxtil e tecnologia da informação. Vai apresentar a eles justamente projetos que envolvem o Sul da Bahia, como a Ferrovia Oeste-Leste e o Porto Sul, além do potencial representado pelas reservas minerais, especialmente o minério de ferro do sudoeste baiano.

Ao fazer o “Caminho das Índias”, Wagner pode estar dando um passo decisivo para ajudar o Sul da Bahia a refazer seus caminhos.

ESSE BISPO É F… (LITERALMENTE)

Depois de ter assumido a paternidade de um menino, concebido enquanto ainda era bispo da Igreja Católica, o atual presidente do Paraguai, Fernando Lugo, pode ver sua prole aumentada.

Em entrevista ao jornal Ultima Hora, de Assuncion, Benigna Leguizamón revelou que Fernando Lugo é pai de seu filho, de seis anos de idade e disse que está disposta a submeter a criança a um exame de DNA. Benigna tinha 17 anos e já era mãe de duas crianças quando começou a manter um relacionamento íntimo com o bispo.

Esse Lugo deve ter uma certa fixação naquela parte da Bíblia que diz “crescei-vos e multiplicai-vos”.

Que o Senhor Deus nos perdoe pela blasfêmia, mas a piada é inevitável: parece que no Paraguai até os bispos são falsificados…

QUANTA ENERGIA!


Na hora de tratar o cliente a pontapés quando alguém tem alguma reclamação a fazer, incluindo uma espera de até três horas na fila, a Coelba age como empresa privada.

Mas, sempre há uma recaidazinha dos tempos empresa pública. No pior sentido da expressão.

E não é que os postos de atendimento não funcionaram hoje, por causa do feriado de amanhã, dia 21.

Quem procurou a empresa nesta segunda-feira deu com a porta na cara e o aviso: “Só voltaremos a abrir na quarta-feira”.

Em tempo: nem o Governo Federal, nem o Governo do Estado, pródigos em “enforcamentos” quando os feriados caem na terça ou na quinta-feira, deixaram de ter expediente normal hoje.





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