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É hora de chamar o Pajé

Depois de praticamente implorar, sem sucesso, para que o mineiro Aécio Neves trocasse uma eleição líquida e certa para o Senado em nome de uma chapa supostamente imbatível juntando São Paulo e Minas (os dois maiores colégios eleitorais do país); e de optar pelo senador paranaense Álvaro Dias, de olho no ainda relativamente fiel eleitorado do Sul e ver o parceiro DEM se rebelar ameaçando saltar do barco, o candidato a presidência da República pelo PSDB finalmente encontrou o seu candidato a vice.
Trata-se do deputado federal Índio da Costa, do Rio de Janeiro.
Quem?
A pergunta é inevitável. Fora do Rio de Janeiro e dos círculos políticos de Brasília, pouca gente tinha ouvido falar de Índio da Costa, até que o DEM o ungisse como o vice de Serra e selasse a paz com o candidato tucano, debelando chamas que já se alastravam feito fogo em palheiro.
Se com Aécio Neves imperava a intenção de cativar o eleitorado mineiro e com Álvaro Dias fisgar o eleitorado do Paraná e ainda ganhar de lambuja o apoio de Osmar Dias, do PDT, que está com Dilma, mas não poderia ficar contra o próprio irmão; com Índio da Costa prevaleceu o apenas desejo do DEM, ao qual os tucanos tiveram que se curvar docemente.
A barafunda na escolha do vice, que se tornou uma polêmica indesejável e fora de hora, justamente quando a candidatura de Serra, tida e havida como favoritíssima até algum tempo atrás, começa a perder fôlego diante do avanço da candidata do PT, Dilma Roussef, amparada por seu mentor, o presidente Lula, que desfruta junto à população de um prestígio nunca visto na história deste país.
As últimas pesquisas de intenção de voto, divulgadas pelo Ibope e pelo Census, apontam uma vantagem de cinco pontos percentuais de Dilma em relação à Serra. E apontam também que a petista bateria o tucano num eventual segundo turno. Nada mal para uma pessoa em que poucos apostavam suas fichas e que só aos poucos o eleitorado começa a assimilar como ´a candidata do Lula´.
Desnecessário dizer que pesquise é a fotografia do momento, que as coisas começarão a se definir mesmo após a Copa do Mundo e com o início do horário eleitoral gratuito.
O momento mostra Dilma bem na foto e Serra, agora que lhe pespegaram um Índio como vice, pode aproveitar e solicitar os bons serviços de um Pajé.
Precisar ainda não precisa, mas…
ESPREME, ESPREME

Amanhã é dia de um suco de laranja holandesa. O Brasil passa pela Holanda e aí vai esperar Uruguai ou Gana pra traçar nas semifinais.
Mas, que é duro ficar discutindo ficar discutindo se Elano joga ou não joga isso é.
Dá pra ver o nível de uma Copa (e de uma Seleção) em que a escalação ou não de Elano é motivo de preocupação.
Faltam três jogos pro hexa.
A dor de mãe, o filho morto e o cachorro que não pensa

Se uma imagem vale mais do que mil palavras, como diz o chavão, ainda que uma palavra possa também valer mais do que mil imagens, só há uma palavra que talvez traduza a foto de Oziel Aragão: dor.
A dor de uma mãe impotente diante da morte brutal do filho único, um jovem de apenas 18 anos, executado com 20 tiros, na porta de casa.
Quase um tiro para cada ano da breve vida do rapaz.
Como têm sido breves as vidas dos nossos adolescentes e dos nossos jovens, abatidos em pleno vôo pela brutalidade, empurrados pela falta de oportunidades para a estrada invariavelmente de mão única das drogas e da marginalidade.
Sim, o jovem assassinado tinha envolvimento com o tráfico de drogas e sua morte, pela forma como ocorreu, tem todas as características de vingança.
Mas, o que chama a atenção e nos remete a uma reflexão não é necessariamente o corpo ensangüentado e sem vida, estendido no chão.
É o desespero, indescritível, da mãe diante do filho que se foi precocemente.
Ela, na sua dor que dói em todos nós, reflete um pouco da dor de tantos pais e tantas mães que vêem, impotentes, seus filhos queridos se desviarem para o caminho errado, não raramente por falta de oportunidades de seguirem o caminho certo.
Reflete a dor de todos os que não caem na armadilha simplista de que se trata de um marginal a menos, porque poderia haver sim um marginal a menos se esse e tantos jovens não tivessem, primeiro no consumo de drogas e depois no tráfico e seus sub-produtos, a saída para a exclusão em que quase sempre vivem.
A dor da mãe, que a foto faz doer ainda mais, é daquelas coisas que desmontam qualquer teoria simplista, porque não se trata de um simples caso de polícia (ou da falta de polícia) e sim de algo mais amplo.
Que passa, necessariamente, pelo comprometimento das autoridades e de toda a sociedade, para que habitemos uma cidade, um estado, um país e um planeta onde a desigualdade não empurre tantos jovens para a carnificina.
Nem produza cenas como a dessa mãe diante do filho morto, em que um jovem tenta amparar a mulher e um cachorro, se inteligência tivesse, certamente estaria a conjeturar quem são os verdadeiros animais.
AH, MOLEZA!!!

O Brasil está a três jogos do hexa-campeonato mundial de futebol.
Simples assim?
Simples assim.
Mas, o Brasil está jogando um futebol que justifique tanto favoritismo?
Não está, mas o atalho obtido pela Seleção Brasileira a partir do primeiro lugar em seu grupo tornou mais simples a chegada à decisão do título. E, numa final, a camisa amarela pesa contra os adversários.
Enquanto Inglaterra, Alemanha, Argentina, Espanha e Portugal se engalfinharam e se mataram ou estão se matando no meio do caminho, o Brasil pegou um Chile que apenas confirmou a freguesia, pega a Holanda e terá Uruguai ou Gana nas semifinais, só para então enfrentar alguém que conta.
Ah, então a Holanda não conta?
A Holanda conta sim, será certamente o adversário mais difícil enfrentado até agora. Tem dois craques como Robbin e Schnneider, joga um futebol eficiente e trocou aquele jogo encantador de seus anos dourados pela eficiência e a busca do resultado.
Mas, pragmatismo por pragmatismo, não há nada mais pragmático do que o time de Dunga.
Um time com Kaká decisivo mesmo sem jogar metade do que pode, com Robinho vivendo de lampejos, com Luis Fabiano achando os gols providenciais e com uma defesa super-segura, está fazendo o suficiente para ganhar a Copa e tudo indica que vai ganhar.
Pode até se afirmar, com inteira justiça, que a Argentina de Maradona e de Messi tem mais time. E tem mesmo.
Ou que a Alemanha tem um jogo mais letal. E tem mesmo.
Mas se algum deles chegar à final, chegará carregando o peso de jogos de arrebentar o corpo e alma, enquanto o Brasil, passando pela Holanda, terá uma vidinha mais tranqüila para buscar o hexa.
Portanto, faltam só três jogos para o hexa.
AGATUNADOS

Calma, estamos falando de futebol.
Três dos oito jogos das oitavas de final foram decididos por erros de arbitragem.
O gol da Inglaterra contra a Alemanha que o mundo viu e o bandeirinha não, o gol impedido de Tevez que abriu a porteira do México e, nesta terça, para coroar, um gol em impedimento de Villa, que garantiu a vitória da Espanha.
Os gatos estão soltos.
UM SHOW DE HORROR

Paraguai 0x0 Japão. O futebol passou a milhares de distância dessa pelada de 15ª. categoria. Paraguaios e japoneses fizeram um jogo horroroso, com 0x0 no tempo normal e 0x0 na prorrogação.
Com tanto 0x0, um jogo desses só poderia mesmo merecer nota zero, com louvor.
Como alguém tinha que avançar para as quartas de final, deu Paraguai nos pênaltis.
WAGNER RECEBE “VASSOURA”

Nessa correria de Copa e São João, quase passei batido, mas não posso deixar de registrar a entrega do meu livro, “Vassoura”, ao governador Jaques Wagner, durante as comemorações do Dia Internacional do Cacau.
Fiquei muito feliz quando, em vez de passar o livro ao primeiro assessor que aparecesse, como é praxe, Wagner ficou com o exemplar que lhe entreguei e, enquanto a solenidade rolava, aproveitou para dar uma folheada, com cara de quem estava gostando do que lia.
Wagner é uma pessoa que admiro há muito tempo e que está promovendo grandes transformações nessa Bahia maravilhosa, que durante décadas foi submetida ao coronelismo e a absurda concentração de riquezas nas mãos de poucos.
É inegável que com ele a Bahia avançou e está se tornando uma terra, verdadeiramente, de oportunidades para todos.
Conheço Wagner desde tempos de deputado, de ministro e das campanhas pra governador onde as chances de vitória eram poucas, mas ele sabia que a hora da vitória e mudança chegaria. E chegou.
Desnecessário dizer que não apenas torço como vou batalhar pela sua reeleição.
Quanto à “Vassoura”, as vendas vão bem, obrigado. Quem quiser adquirir seu exemplar, pelo módico preço de 15 reais, pode ligar para (73) 9981 7482 ou (73) 3212 6034.















