A chegada do verão e o aumento  do calor fazem aumentar o alerta com relação à conjuntivite, um problema que apesar de  comum e de fácil tratamento, causa grande desconforto pela irritação ocular. Ambientes como piscinas, saunas, com aglomeração de pessoas e o próprio local de trabalho, com o ar-condicionado ligado sem interrupção, facilitam a proliferação do vírus. A causa é uma inflamação na conjuntiva, a camada mais externa do olho.

Dra. Larissa Andrade

“As conjuntivites que levam aos surtos são, na maioria das vezes, causadas por vírus e, por isso, de fácil contágio, mas pode ocorrer também por bactérias e outros agentes. Os sintomas mais comuns são desconforto ocular, ardor, sensação de corpo estranho nos olhos e lacrimejamento. Cuidados simples, como lavar as mãos e não compartilhar toalhas e roupa de cama,  e, principalmente, não coçar os olhos,  podem evitar o contágio”, explica a Dra. Larissa Andrade, especialista em córnea e doenças externas oculares pela Escola Paulista de Medicina- Unifesp,  médica do Hospital de Olhos Beira Rio, em Itabuna.

A infecção acomete pessoas de qualquer idade, e pode haver reinfecção ou recaída. O período de incubação ( tempo que vai do contato com o vírus até o surgimento dos primeiros sintomas) varia de 20 horas a três dias e a transmissão normalmente acontece em uma semana. Vale lembrar, que o vírus pode permanecer vivo por cerca de duas semanas em superfícies como maçanetas de portas, balcões, etc.

Óculos escuros e compressas frias sobre as pálpebras e colírios umidificadores  ajudam a aliviar o incômodo. Se as pálpebras estiverem aderidas pela manhã, deve-se usar água filtrada ou soro fisiológico para a limpeza, mas jamais usar outros colírios que não tenham sido prescritos por um oftalmologista.

Além da conjuntivite, também é comum durante o verão o surgimento de lesões na córnea, causadas principalmente por exposição aos raios ultravioletas e excesso de uso de ar condicionado e ventiladores levando ao chamado olho seco por exposição que pode causar desconforto semelhante.

EXPOSIÇÃO AO SOL

Estudos recentes relatam que 97% da radiação UV é absorvida pela porção anterior do olho e pequena parte pode alcançar a retina, daí a necessidade de usar óculos que absorvam os raios UVA e UVB, chapéus de abas largas e bonés. A  longo prazo, essa exposição pode  aumentar o risco de aparecimento precoce de doenças oculares como catarata, degeneração macular e pterígio”, alerta a Dra. Larissa Andrade.

Ela  destaca  que “nunca se deve olhar diretamente para o sol, pois pode haver queimadura da mácula responsável pela visão central. Mesmo de olhos fechados  evite a exposição direta ao sol, pois a radiação atravessa as pálpebras atingindo o cristalino que se localiza sobre a mácula”. É aconselhável evitar exposição entre as 10 e 16 horas, tempo em que a radiação UV é mais intensa. Com relação aos óculos de sol, que são extremamente importantes, é preciso evitar os produtos piratas e/ou de má qualidade, que inclusive podem causar danos, e usar aqueles que são certificados pelo Inmetro.

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