Instituto Biofábrica da Bahia denuncia acesso não autorizado a área de biossegurança máxima
O Instituto Biofábrica da Bahia divulgou uma nota informando o registro de acesso não autorizado à área de restrição fitossanitária dos Jardins Clonais, espaço que integra o Banco de Germoplasma da instituição, em Itabuna. Segundo o comunicado, o local é classificado como zona de biossegurança máxima e possui controle rigoroso de entrada há 28 anos. O banco abriga material genético considerado estratégico para a cacauicultura baiana, com monitoramento realizado em conformidade com normas do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC) e da Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB).
De acordo com a direção do Instituto, a entrada teria sido realizada por representante de entidade externa à Biofábrica, sem observância dos protocolos de acesso estabelecidos para a área restrita. A nota também relata que manifestações sobre a condição fitossanitária do local teriam sido feitas sem respaldo dos laudos técnicos oficiais da instituição e da Ceplac.
A direção informou que o caso já foi comunicado aos órgãos competentes de fiscalização e defesa sanitária para apuração. O Instituto reforçou que os protocolos seguem critérios técnicos voltados à proteção do patrimônio genético público e à segurança biológica do acervo.
Na nota, a Biofábrica reiterou compromisso com a transparência, a biossegurança e o fortalecimento da cadeia produtiva do cacau, além de repudiar qualquer ação que possa comprometer a integridade do banco genético e a segurança dos colaboradores.
Veja a nota na íntegra, abaixo:
NOTA TÉCNICA Nº 01/2026
O INSTITUTO BIOFÁBRICA DA BAHIA, entidade vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural do Estado da Bahia, vem a público prestar os seguintes esclarecimentos:
DO FATO: Na presente semana, foi registrado o acesso não autorizado à área de restrição fitossanitária dos Jardins Clonais, que compõem o Banco de Germoplasma desta instituição. O local é classificado como zona de biossegurança máxima, com entrada controlada há 28 anos.
DA RELEVÂNCIA TÉCNICA: O Banco de Germoplasma abriga material genético de alta singularidade da cacauicultura baiana. Sua tecnologia é incubada pela CEPLAC e seu monitoramento fitossanitário é realizado em conformidade com as normas do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e da Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB). Qualquer acesso sem observância dos protocolos representa risco potencial à sanidade vegetal e à segurança biológica do acervo.
DA OCORRÊNCIA: Conforme relato da equipe técnica presente, a entrada foi realizada por representante de entidade externa ao Instituto. Foram reportadas abordagem em desacordo com as normas de conduta institucional e manifestações sobre a condição fitossanitária do local que não encontram respaldo nos laudos técnicos oficiais da Biofábrica e da Ceplac.
DAS PROVIDÊNCIAS: A direção do Instituto já comunicou o ocorrido aos órgãos competentes de fiscalização e defesa sanitária para as devidas apurações. Reforça-se que todos os procedimentos de acesso a áreas restritas seguem protocolos estabelecidos pelo MAPA, CEPLAC e ADAB, visando a proteção do patrimônio genético público.
DO POSICIONAMENTO: O Instituto Biofábrica da Bahia reitera seu compromisso com a transparência, a biossegurança e o desenvolvimento da cadeia produtiva do cacau, ao tempo em que repudia qualquer ato que coloque em risco a integridade do seu acervo genético e a segurança de seus colaboradores.
O Instituto permanece à disposição das autoridades para os esclarecimentos necessários e seguirá acompanhando o desdobramento das apurações.
Itabuna-BA, 06 de maio de 2026.
Direção
Instituto Biofábrica da Bahia











