Elizabeth Ribás

Ela aprendeu a caminhar sobre espinhos sem perder a ternura.

Pisou em dores antigas, mas delas brotaram flores.

Cada passo seu é um gesto de renascimento

onde o chão era seco, nasce cor, perfume, esperança.

Há quem ande deixando rastros, ela deixa jardins.

Porque mesmo cansada, ela floresce.

E se perguntam como pode ser tão forte, ela sorri e diz:

“Tenho flor na planta dos pés

a cada queda, broto de novo