{"id":98553,"date":"2020-01-17T17:30:47","date_gmt":"2020-01-17T20:30:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=98553"},"modified":"2020-01-17T14:25:23","modified_gmt":"2020-01-17T17:25:23","slug":"projeto-de-extensao-da-ufsb-leva-conhecimento-de-fabricacao-de-fitoprodutos-para-diversificar-renda-na-area-rural","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2020\/01\/17\/projeto-de-extensao-da-ufsb-leva-conhecimento-de-fabricacao-de-fitoprodutos-para-diversificar-renda-na-area-rural\/","title":{"rendered":"Projeto de extens\u00e3o da UFSB leva conhecimento de fabrica\u00e7\u00e3o de fitoprodutos para diversificar renda na \u00e1rea rural"},"content":{"rendered":"<div><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-98556\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Produtor.jpg\" alt=\"Produtor\" width=\"348\" height=\"270\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Produtor.jpg 900w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Produtor-300x233.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 348px) 100vw, 348px\" \/><\/div>\n<div>A cada vez que se ouvir falar da biodiversidade brasileira e do respectivo potencial de desenvolvimento a partir do uso sustent\u00e1vel, \u00e9 um bom exerc\u00edcio se perguntar de onde vem a ess\u00eancia vegetal do cosm\u00e9tico ou fitoter\u00e1pico que se tem em casa, quem a coletou e processou e em que territ\u00f3rio esse trabalho rendeu dinheiro. \u00c9 de produ\u00e7\u00e3o relevante para o Brasil e de renda circulando na regi\u00e3o que trata o programa federal Rota da Biodiversidade, gerido pelo Minist\u00e9rio do Desenvolvimento Regional (MDR) em parceria com a RedesFito da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz). Desde 2019 o programa conta com o Polo Aroeirinha, designado para se tornar um espa\u00e7o especializado em fitoprodutos da Mata Atl\u00e2ntica na Bahia. E um projeto de extens\u00e3o da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) faz parte desse esfor\u00e7o, capacitando trabalhadoras rurais para aproveitar conhecimentos tradicionais e com eles fabricar produtos naturais com qualidade de forma sustent\u00e1vel.<\/div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-98554\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Workshop___Alunos_2-1024x768.jpg\" alt=\"Workshop___Alunos_2\" width=\"345\" height=\"259\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Workshop___Alunos_2-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Workshop___Alunos_2-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Workshop___Alunos_2.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 345px) 100vw, 345px\" \/><\/div>\n<div>Batizado em homenagem a uma planta medicinal nativa da regi\u00e3o (<em>Schinus terebinthifolius<\/em>),\u00a0o\u00a0polo\u00a0<wbr><\/wbr>Aroeirinha \u00e9 formado por 19 munic\u00edpios do Rec\u00f4ncavo Baiano ao Litoral Sul da Bahia e est\u00e1 focado em mapear os produtores de plantas medicinais nessa \u00e1rea e auxili\u00e1-los a estruturar\u00a0uma cadeia produtiva de plantas medicinais, insumos farmac\u00eauticos, fitoter\u00e1picos e fitomedicamentos. A professora Jannaina Velasques, do Campus Jorge Amado (Itabuna) da UFSB, \u00e9 a representante institucional na coordena\u00e7\u00e3o do\u00a0Comit\u00ea Gestor do Polo Aroeirinha, dividida entre a UFRB e UFSB. A pesquisadora coordena as atividades no Litoral Sul, que \u00e9 a \u00e1rea de abrang\u00eancia do projeto de extens\u00e3o que lidera, intitulado\u00a0<em>Fitoprodutos na Valora\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica da Cabruca\u00a0<\/em>(confira um v\u00eddeo sobre o projeto\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ufsb.edu.br\/extensao\/noticias\/1987-fitoprodutos-da-cabruca-valorizando-os-recursos-geneticos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/www.ufsb.edu.br\/extensao\/noticias\/1987-fitoprodutos-da-cabruca-valorizando-os-recursos-geneticos&amp;source=gmail&amp;ust=1579352773631000&amp;usg=AFQjCNEHxFAg20t3N1DVeWhUqwTZB4Z7PA\"><strong>neste link<\/strong><\/a>)<em>.<\/em><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><!--more--><\/p>\n<div>\n<p>&#8220;O projeto de extens\u00e3o prop\u00f5e a valoriza\u00e7\u00e3o do conhecimento tradicional de mulheres assentadas para o uso e manipula\u00e7\u00e3o de plantas medicinais nativas e\/ou adaptadas da regi\u00e3o, incentivando-as e capacitando-as para o emprego de boas pr\u00e1ticas de cultivo e manejo, pr\u00e9-beneficiamento e processamento das plantas, visando sobretudo uma alternativa de renda para os per\u00edodos de entre-safra da cacau (principal atividade econ\u00f4mica dos assentamentos da regi\u00e3o)&#8221;, explica a professora e pesquisadora. O projeto j\u00e1 conquistou apoio financeiro do programa Rota da Biodiversidade, no valor de R$ 225 mil que ser\u00e3o investidos na compra de equipamentos para as unidades beneficiadoras nos assentamentos-modelo do Polo, e mais R$ 283 mil pelo edital Bahia Produtiva, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Rural da Bahia, em parceria com a Associa\u00e7\u00e3o Jabuticaba do Assentamento Terra de Santa Cruz.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-98555\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Workshop___Alunos_e_Prof_2.jpg\" alt=\"Workshop___Alunos_e_Prof_2\" width=\"330\" height=\"228\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Workshop___Alunos_e_Prof_2.jpg 800w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Workshop___Alunos_e_Prof_2-300x207.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 330px) 100vw, 330px\" \/><\/p>\n<p>A professora Jannaina comenta que a equipe do projeto conta com um time multidisciplinar de docentes, nove alunos de gradua\u00e7\u00e3o e uma aluna de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. Os estudantes atuam na linha de frente, recebendo treinamento intensivo sobre normas de biosseguran\u00e7a, boas pr\u00e1ticas de manipula\u00e7\u00e3o e formula\u00e7\u00e3o de fitoprodutos e levando esses saberes para as comunidades rurais, aldeias ind\u00edgenas e associa\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias. Desde sua cria\u00e7\u00e3o em junho de 2019, o projeto j\u00e1 ofereceu cinco oficinas e levou amostras do que se produziu junto com as comunidades na exposi\u00e7\u00e3o de profiss\u00f5es do IEL e da Gincana de Ci\u00eancias no munic\u00edpio de Coaraci.\u00a0Ela aponta o ano de 2019 como proveitoso para as atividades do projeto no contato interinstitucional, com o convite para participar do Workshop de Cadeias Produtivas de Fitoter\u00e1picos e colaborar na constru\u00e7\u00e3o de metas do projeto GEF-BRA\/18\/G31, que \u00e9 &#8220;uma iniciativa do Fundo para o Meio Ambiente Global (GEF) junto ao Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e Minist\u00e9rio do Meio Ambiente (MMA) que incentiva o uso sustent\u00e1vel, acess\u00edvel e inovador dos recursos da biodiversidade e do conhecimento tradicional associado em cadeias promissoras de valor para fitoter\u00e1picos no Brasil&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A agenda para o primeiro semestre de 2020 j\u00e1 conta com tr\u00eas oficinas previstas. A segunda edi\u00e7\u00e3o do Workshop de Plantas Medicinais e Fitoprodutos da Mata Atl\u00e2ntica deve ocorrer em outubro. A primeira edi\u00e7\u00e3o do workshop foi realizada como evento integrado \u00e0 SNCT [<em>Semana Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia<\/em>]e sediada no Assentamento Terra de Santa Cruz, com o apoio do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento Regional, RedesFito\/FioCruz, Secretaria do Desenvolvimento Rural da Bahia, Ceplac e das empresas Ayapuana e \u00c1s d\u2019Lil\u00e1s, recebendo cerca de 60 mulheres agricultoras de diferentes assentamentos e 30 alunos inscritos como participantes\/ouvintes. \u201cA expectativa para 2020 \u00e9 ampliar o n\u00famero de inscritos, aproximando ainda mais o p\u00fablico t\u00e9cnico-cient\u00edfico do conhecimento tradicional, possibilitando maior integra\u00e7\u00e3o e atividades de extens\u00e3o que contribuam para a estrutura\u00e7\u00e3o do setor produtivo de plantas medicinais na regi\u00e3o\u201d, disse a professora Janna\u00edna, que tamb\u00e9m comp\u00f5e a coordena\u00e7\u00e3o nacional do Grupo de Plantas Medicinais da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Horticultura (ABH). Ela fala mais a respeito do projeto e das perspectivas para os fitoprodutos na regi\u00e3o:<\/p>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Existe alguma estimativa do valor de mercado potencial dos fitoprodutos no Brasil?<\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Existe um levantamento do CNS sobre o mercado brasileiro de produtos farmac\u00eauticos em 2015 que estimou uma movimenta\u00e7\u00e3o do setor de R$ 65,7bi, desses 7% (~R$ 4,6 bi) equivalentes a produtos fitoter\u00e1picos. Nesse mesmo per\u00edodo, o CNS fez uma pesquisa para estimar o interesse dos consumidores em substituir medicamentos convencionalmente sint\u00e9ticos pelos de a\u00e7\u00e3o similar e correspondente de origem fitoter\u00e1pica e, como resultado, 10% dos consumidores brasileiros demonstraram essa predisposi\u00e7\u00e3o \u00e0 substitui\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u00c9 importante considerar que o potencial de mercado \u00e9 ainda mais interessante quando se estuda os n\u00fameros internacionais: o mercado de fitoter\u00e1picos nessa mesma \u00e9poca movimentava na Europa algo em torno de U$ 20 bi e a mesma pesquisa realizada l\u00e1 demonstrava um interesse de 80% dos consumidores a realizarem essa substitui\u00e7\u00e3o pelos fitoter\u00e1picos.\u00a0Esses dados j\u00e1 eram alarmantes naquela \u00e9poca e nos levam a questionar: por que, no pa\u00eds de maior biodiversidade flor\u00edstica do planeta e detentor de tanto conhecimento tradicional no uso de plantas medicinais, ainda apresentamos tantas restri\u00e7\u00f5es ao seu uso?<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Que possibilidades se pode vislumbrar com o est\u00edmulo a essa atividade em paralelo com a cacauicultura aqui na regi\u00e3o?<\/strong><\/div>\n<div>O intuito do projeto e do pr\u00f3prio Programa do Governo (Rota da Biodiversidade) \u00e9 estimular a produ\u00e7\u00e3o de fitoprodutos em geral, o que pode abranger desde fitocosm\u00e9ticos, suplementos, fitoter\u00e1picos at\u00e9 simplesmente o fornecimento de insumos (mat\u00e9ria-prima padronizada) para a ind\u00fastria especializada. A atividade exercida vai depender muito do perfil da comunidade. Por exemplo, as agricultoras do Assentamento Terra de Santa Cruz nos procuraram atrav\u00e9s da DSIS [Diretoria de Sustentabilidade e Integra\u00e7\u00e3o Social da UFSB] para auxili\u00e1-las a elaborar um projeto e submeter ao edital da SDR-BA em 2019. Esse projeto foi contemplado com R$ 283 mil para equipamentos e capacita\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, nossa primeira a\u00e7\u00e3o foi realizar o I Workshop de Plantas Medicinais e Fitoprodutos da Mata Atl\u00e2ntica no assentamento para viabilizar ao m\u00e1ximo a participa\u00e7\u00e3o das agricultoras envolvidas no projeto. Durante as oficinas, elas manifestaram o interesse pela elabora\u00e7\u00e3o de fitocosm\u00e9ticos; agora, vamos iniciar o planejamento para produ\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria-prima necess\u00e1ria em sistema consorciado ao cacau, prevendo que essa mat\u00e9ria-prima ser\u00e1 toda manipulada dentro da comunidade para produ\u00e7\u00e3o dos fitocosm\u00e9ticos que ser\u00e3o comercializados diretamente por elas, foi uma op\u00e7\u00e3o delas. Nada impede que outra comunidade opte por produzir apenas a mat\u00e9ria-prima, preparar os extratos e\/ou \u00f3leos essenciais e comercializar diretamente com uma ind\u00fastria farmac\u00eautica ou de cosm\u00e9ticos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Ao todo, quantas pessoas participaram das oficinas realizadas em 2019?<\/strong><\/p>\n<div>Por praticidade, efici\u00eancia e biosseguran\u00e7a, as oficinas n\u00e3o devem ultrapassar 20 inscritos. As duas primeiras oficinas envolveram apenas a forma\u00e7\u00e3o de alunos multiplicadores do projeto. A campo, podemos estimar que pelo menos 30 agricultoras v\u00eam participando assiduamente das oficinas. As oficinas n\u00e3o podem ser muito longas, ent\u00e3o dividimos em t\u00f3picos e focamos em, no m\u00e1ximo, dois produtos por encontro. Mas existem exce\u00e7\u00f5es, no Workshop mulheres de outras comunidades rurais compareceram e tivemos a participa\u00e7\u00e3o de 60 mulheres na oficina, a din\u00e2mica precisou ser adaptada para atender a um p\u00fablico t\u00e3o grande, mas n\u00e3o \u00e9 o ideal.<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Qual o tamanho do potencial p\u00fablico produtor que o projeto quer apoiar na \u00e1rea do Polo Aroeirinha?<\/strong><\/div>\n<div>\u00c9 dif\u00edcil estimar. Territorialmente, o Polo Aroeirinha \u00e9 um dos mais extensos, abrangendo desde o Rec\u00f4ncavo ao Litoral Sul da Bahia. A coordena\u00e7\u00e3o ficou dividida entre a UFRB e a UFSB, os membros do comit\u00ea gestor s\u00e3o predominantemente do Rec\u00f4ncavo e eu sou a \u00fanica representando o Litoral Sul, mas existe uma demanda do pr\u00f3prio MDR para reestrutura\u00e7\u00e3o do comit\u00ea e inser\u00e7\u00e3o de novos membros que espero que seja realizada em breve. A princ\u00edpio, as comunidades do nosso territ\u00f3rio mais diretamente envolvidas com o Polo s\u00e3o o Assentamento Terra Vista e o Assentamento Terra de Santa Cruz porque fazem parte do projeto de extens\u00e3o que coordeno, mas o secret\u00e1rio da Agricultura do munic\u00edpio de Jussari nos procurou no final de 2019 para participar do projeto, ent\u00e3o em breve devemos visitar mais comunidades interessadas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Para dar uma ideia da din\u00e2mica das oficinas: elas s\u00e3o abertas ao p\u00fablico em geral, ou ser\u00e3o em algum momento? O que os participantes aprendem nesses eventos?<\/strong><\/div>\n<div>As oficinas s\u00e3o abertas e realizadas nas comunidades que demonstram interesse, desde que atendam a algumas demandas e recursos\u00a0que costumo combinar com os organizadores. Por exemplo,\u00a0 o n\u00famero m\u00e1ximo de participantes n\u00e3o deve ser superior a vinte pessoas, precisamos de um local limpo, iluminado e arejado, com bancadas, cadeiras, fog\u00e3o ou placas de aquecimento, vidrarias e mat\u00e9rias-primas b\u00e1sicas. Em 2019 contamos com recurso da Pr\u00f3-Reitoria de Pesquisa e P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o (PROPPG) para realizar oficinas, uma vez que temos alguns projetos de pesquisa vinculados, ent\u00e3o pudemos providenciar mat\u00e9ria-prima e as oficinas foram bem sucedidas. A comunidade do Assentamento Terra de Santa Cruz submeteu e aprovou um projeto conosco e logo teremos recurso para oficinas ampliadas naquele lugar. O Instituto Arapya\u00fa nos convidou para uma oficina em fevereiro e deve nos ajudar com a aquisi\u00e7\u00e3o de material. \u00c9 muito din\u00e2mico, cada oficina tem sua caracter\u00edstica pr\u00f3pria.<\/p>\n<div><\/div>\n<div>A primeira etapa das oficinas sempre envolve o conhecimento das normas de biosseguran\u00e7a e boas pr\u00e1ticas de manipula\u00e7\u00e3o. Os participantes aprendem sobre a recep\u00e7\u00e3o, assepsia, secagem, extra\u00e7\u00e3o e padroniza\u00e7\u00e3o. Para isso eu conto com a colabora\u00e7\u00e3o direta dos colegas professores da UFSB, o professor Emerson Carvalho, a professora Khetrin Maciel e a professora T\u00e1cia Veloso. Depois iniciamos a etapa de produ\u00e7\u00e3o de cosm\u00e9ticos, tinturas, pomadas, xaropes, etc. Temos hoje uma equipe de nove alunos da gradua\u00e7\u00e3o (BI Ci\u00eancias e BI Sa\u00fade) e uma aluna de doutorado da UESC que faz o est\u00e1gio de doc\u00eancia comigo e ganhou o projeto Centelha em 2019 com uma empresa de fitocosm\u00e9ticos, a mestra Dalila Fernandes.<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Que fitoprodutos est\u00e3o sendo trabalhados nesse momento?<\/strong><\/p>\n<div>Como nosso p\u00fablico predominante \u00e9 feminino, e queremos que continue assim porque percebemos a necessidade e afinidade delas com o tema, os queridinhos das oficinas s\u00e3o os fitocosm\u00e9ticos, principalmente os sabonetes artesanais, mas elas tamb\u00e9m pedem os hidratantes corporais, protetores labiais pigmentados, xamp\u00fas, etc. O grupo de alunos do BI Sa\u00fade foca muito no atendimento b\u00e1sico, eles sempre abordam como utilizar os \u00f3leos essenciais, como fazer uma tintura equilibrada, repelentes de insetos, xarope expectorante, sabonetes fitoter\u00e1picos, e assim vai.<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cada vez que se ouvir falar da biodiversidade brasileira e do respectivo potencial de desenvolvimento a partir do uso sustent\u00e1vel, \u00e9 um bom exerc\u00edcio se perguntar de onde vem a ess\u00eancia vegetal do cosm\u00e9tico ou fitoter\u00e1pico que se tem em casa, quem a coletou e processou e em que territ\u00f3rio esse trabalho rendeu dinheiro. [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[26364,26365,26366,233],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/98553"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=98553"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/98553\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":98557,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/98553\/revisions\/98557"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=98553"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=98553"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=98553"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}