{"id":97122,"date":"2019-11-23T06:42:32","date_gmt":"2019-11-23T09:42:32","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=97122"},"modified":"2019-11-22T12:48:12","modified_gmt":"2019-11-22T15:48:12","slug":"capitulo-de-livro-estimula-o-conhecimento-sobre-as-plantas-alimenticias-nao-convencionais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2019\/11\/23\/capitulo-de-livro-estimula-o-conhecimento-sobre-as-plantas-alimenticias-nao-convencionais\/","title":{"rendered":"Cap\u00edtulo de livro estimula o conhecimento sobre as Plantas Aliment\u00edcias N\u00e3o-convencionais"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Heleno Naz\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft  wp-image-97123\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/plantas-2.png\" alt=\"plantas 2\" width=\"351\" height=\"390\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/plantas-2.png 688w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/plantas-2-269x300.png 269w\" sizes=\"(max-width: 351px) 100vw, 351px\" \/>Talvez o fato das Plantas Aliment\u00edcias N\u00e3o-Convencionais (PANC) serem em geral desconhecidas pela popula\u00e7\u00e3o brasileira seja um bom exemplo de riqueza n\u00e3o aproveitada. O consumo predominante de alimentos industrializados e o efeito disso na sa\u00fade humana, a grande quantidade de pessoas em situa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a alimentar e a imensa diversidade de flora no pa\u00eds, dentre outros fatores, podem ajudar a explicar a import\u00e2ncia de fazer renascer o interesse em cultivar e consumir essas plantas que s\u00e3o t\u00e3o nutritivas e ao mesmo tempo t\u00e3o ausentes das nossas mesas.<\/p>\n<p>Quando os dados cient\u00edficos v\u00eam alinhados com experi\u00eancias de cultivo e de consumo desses alimentos, a aten\u00e7\u00e3o para com aqueles motivos se faz acompanhar da \u00e1gua na boca. \u00c9 o efeito do cap\u00edtulo\u00a0<em>Plantas Aliment\u00edcias N\u00e3o Convencionais (PANC) associadas ao agrossistema cacau-cabruca no sul da Bahia<\/em>, publicado no livro\u00a0<a href=\"https:\/\/cabruca.org.br\/assets\/publico\/download.php?i=313\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/cabruca.org.br\/assets\/publico\/download.php?i%3D313&amp;source=gmail&amp;ust=1574520095471000&amp;usg=AFQjCNEkSPxOABp13fmNsxhxMAqV-t2HSw\"><strong>Guia de Manejo do Agroecossistema Cacau Cabruca vol.2<\/strong><\/a>, editado pelo\u00a0<a href=\"https:\/\/cabruca.org.br\/Publicacoes\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/cabruca.org.br\/Publicacoes&amp;source=gmail&amp;ust=1574520095471000&amp;usg=AFQjCNHg46iakiAkG21uI-Q0rkvhPDtNug\"><strong>Instituto Cabruca<\/strong><\/a>\u00a0e assinado pelos pesquisadores Alessandra Quirino Bertoso dos Santos Jardim, Jomar Gomes Jardim, Jos\u00e9 Lima Paix\u00e3o e Larissa Corr\u00eaa do Bomfim Costa.\u00a0O cap\u00edtulo apresenta uma pequena amostra de esp\u00e9cies aliment\u00edcias pouco conhecidas, como o cansan\u00e7\u00e3o-vermelho, e de partes em geral descartadas de alimentos bem presentes, como a banana e o aipim, e completa o texto com uma s\u00e9rie de receitas com as PANC.<\/p>\n<p>Outro ponto relevante \u00e9 que o cap\u00edtulo descreve como o agrossistema cacau-cabruca favorece o cultivo desses alimentos pouco usuais, ampliando os argumentos a favor de ecossistemas agroflorestais como provedores de esp\u00e9cies vegetais aliment\u00edcias e medicinais. \u00c9 o ciclo completo da sustentabilidade, abrindo possibilidade de conseguir lucro econ\u00f4mico sem prejudicar o ambiente e de aumentar a oferta de alimento saud\u00e1vel e acess\u00edvel para a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><strong>Comer o que tem<\/strong><\/p>\n<p>O cap\u00edtulo tamb\u00e9m menciona duas atividades de compartilhamento de experi\u00eancias e saberes sobre essas fontes de nutri\u00e7\u00e3o. O professor Jomar Gomes Jardim, Jos\u00e9 Lima Paix\u00e3o e Alessandra Quirino Bertoso dos Santos Jardim atuam no projeto de extens\u00e3o\u00a0<em>Alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel utilizando como base as Plantas Aliment\u00edcias N\u00e3o Convencionais \u2013 PANC<\/em>\u00a0na UFSB. J\u00e1 a professora Larissa Costa ministra a disciplina optativa\u00a0<em>PANC: do mato para o prato<\/em>, acess\u00edvel para os cursos de Biologia e de Agronomia da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Breve identifica\u00e7\u00e3o das PANCs e receitas fazem parte do relato.<\/p>\n<div><\/div>\n<p>O projeto de extens\u00e3o desenvolve as oficinas\u00a0<em>Comer o que tem\u00a0<\/em>desde 2016. A ideia brotou de alguns encontros dos coordenadores em um s\u00edtio de agricultura familiar no come\u00e7o de 2015. As refei\u00e7\u00f5es compartilhadas deram a ideia de um curso no qual as receitas culin\u00e1rias tradicionais que usam PANCs serviriam de ra\u00edzes para o resgate cultural dessa cozinha e \u00e0 promo\u00e7\u00e3o da alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel e a custo reduzido para a popula\u00e7\u00e3o de baixa renda. Os frutos do projeto s\u00e3o um crescente livro de receitas com as plantas n\u00e3o-convencionais na lista de ingredientes e encontros de compartilhamento de saberes que beneficiaram cerca de 500 pessoas, incluindo estudantes do ensino fundamental, m\u00e9dio e superior, professores, agricultores familiares e assentados e povos tradicionais, como os ind\u00edgenas e os quilombolas.<\/p>\n<p>Cada encontro consiste em uma oficina denominada &#8220;comer o que tem&#8221;, na qual os participantes, guiados pelos l\u00edderes do projeto, percorrem um itiner\u00e1rio em propriedades rurais, o que pode incluir \u00e1reas de cabruca, quintais, floresta nativa. A ideia \u00e9 coletar as plantas aliment\u00edcias que forem encontradas e, a partir do que foi recolhido, preparar coletivamente o almo\u00e7o.\u00a0&#8220;Chegamos cedinho na comunidade, e sa\u00edmos com um grupo com ferramentas como fac\u00e3o, pod\u00e3o, cestos, sacos, etc e iniciamos a caminhada nos agrossistemas, por exemplo, o cacau-cabruca, em um fragmento de floresta, se houver, ou nos quintais. Durante a caminhada vamos identificando as poss\u00edveis plantas comest\u00edveis. \u00c0s vezes, as pr\u00f3prias pessoas locais lembram de plantas e nos levam ou indicam o local&#8221;, explica o professor Jomar.<\/p>\n<p>Um<a href=\"http:\/\/revistafitos.far.fiocruz.br\/index.php\/revista-fitos\/article\/view\/755\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=http:\/\/revistafitos.far.fiocruz.br\/index.php\/revista-fitos\/article\/view\/755&amp;source=gmail&amp;ust=1574520095472000&amp;usg=AFQjCNGX5l-_ijOc5iQMOivprZs84-bjjw\"><strong>\u00a0relato breve do projeto de extens\u00e3o foi publicado na revista Fitos, da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) em junho de 2019<\/strong><\/a>. As oficinas, que no come\u00e7o eram para grupos variando entre 15 e 20 participantes, deram aos participantes experi\u00eancia para preparar almo\u00e7o para cerca de 300 pessoas, durante o II Encontro de Mulheres da Teia dos Povos, em maio de 2018. Tanto na coleta quanto no preparo, as oficinas engajam as pessoas com o percurso da coleta \u00e0 degusta\u00e7\u00e3o. \u00c9 a riqueza natural que o Brasil precisa conhecer mais<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Heleno Naz\u00e1rio Talvez o fato das Plantas Aliment\u00edcias N\u00e3o-Convencionais (PANC) serem em geral desconhecidas pela popula\u00e7\u00e3o brasileira seja um bom exemplo de riqueza n\u00e3o aproveitada. 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