{"id":970,"date":"2011-01-04T08:36:00","date_gmt":"2011-01-04T11:36:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2011\/01\/04\/lula\/"},"modified":"2011-01-04T08:36:00","modified_gmt":"2011-01-04T11:36:00","slug":"lula","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2011\/01\/04\/lula\/","title":{"rendered":"LULA"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/_BSCeP9r5uD8\/TSMGo8O3VpI\/AAAAAAAAB1c\/L_onTzNuzJY\/s1600\/lula%2Be%2Bo%2Bpovo%2B1.jpg\"><img style=\"display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;\" src=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/_BSCeP9r5uD8\/TSMGo8O3VpI\/AAAAAAAAB1c\/L_onTzNuzJY\/s320\/lula%2Be%2Bo%2Bpovo%2B1.jpg\" border=\"0\" alt=\"\"id=\"BLOGGER_PHOTO_ID_5558293665538332306\" \/><\/a><br \/>Nunca antes na hist\u00f3ria desse pa\u00eds um presidente que deixou o cargo foi merecedor de tanta (ou mais) aten\u00e7\u00e3o do que a presidente que estava assumindo.<\/p>\n<p>Pois foi justamente o que aconteceu nessa j\u00e1 hist\u00f3rica cerim\u00f4nia de posse em que Luiz In\u00e1cio Lula da Silva passou a faixa para Dilma Rousseff.<\/p>\n<p> Dilma, a primeira mulher a assumir o cargo de presidente do Brasil, foi o centro da programa\u00e7\u00e3o oficial, que incluiu a posse no Congresso Nacional e um desfile em carro aberto, na tr\u00e9gua dada pelo temporal, at\u00e9 o Pal\u00e1cio do Planalto, onde Lula a aguardava para, simbolicamente, entregar-lhe as chaves desse complexo pa\u00eds chamado Brasil.<\/p>\n<p> Fora do mundo oficial, da rigidez do cerimonial, Lula reinou soberano, nos acenos para a multid\u00e3o, nos aplausos e, faixa colocada no peito de Dilma, na descida da rampa do Pal\u00e1cio do Planalto para, literalmente, mergulhar nos bra\u00e7os do povo. <\/p>\n<p> Encerravam-se ali os oito anos de mandato do mais querido de todos os presidentes brasileiros, o ex-metal\u00fargico e ex-l\u00edder sindical, que a despeito do preconceito de uma elite conservadora, fez o que efetivamente se esperava dele: trabalhar para melhorar a vida do povo, tirar milh\u00f5es de pessoas da pobreza e fazer com que o orgulho de ser brasileiro n\u00e3o fosse apenas um slogan disparatado. <\/p>\n<p> Refor\u00e7ava-se, naquele imenso abra\u00e7o coletivo, o mito que transcende ao cargo que ele tanto honrou. <\/p>\n<p> O Brasil de Lula e de milh\u00f5es de brasileiros que se enxergam nele, como exemplo de obstina\u00e7\u00e3o e supera\u00e7\u00e3o, \u00e9 indiscutivelmente um pa\u00eds melhor e menos desigual, a despeito de tantas car\u00eancias e tanto ter a avan\u00e7ar para que atinja o patamar de na\u00e7\u00e3o desenvolvida. <\/p>\n<p> J\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais o pa\u00eds do futuro distante, mas o pa\u00eds ao alcance das m\u00e3os. <\/p>\n<p> Lula, ex-presidente, volta a ser um simples mortal.<\/p>\n<p>N\u00e3o, embora sem a liturgia do cargo, jamais ser\u00e1 um simples mortal, imortal que \u00e9 no cora\u00e7\u00e3o da maioria dos brasileiros. <\/p>\n<p>Dispensado o t\u00edtulo de presidente, voltar\u00e1 a ser o Lula, que ele jamais deixou de ser, na simplicidade e na capacidade de falar a linguagem popular, de entender os anseios desse povo do qual ele brotou das entranhas.<\/p>\n<p>Mais do que o Lula mito, o Lula filho do Brasil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nunca antes na hist\u00f3ria desse pa\u00eds um presidente que deixou o cargo foi merecedor de tanta (ou mais) aten\u00e7\u00e3o do que a presidente que estava assumindo. 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