{"id":96811,"date":"2019-11-15T09:40:54","date_gmt":"2019-11-15T12:40:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=96811"},"modified":"2019-11-14T09:44:58","modified_gmt":"2019-11-14T12:44:58","slug":"meu-deus-quem-e-voce","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2019\/11\/15\/meu-deus-quem-e-voce\/","title":{"rendered":"Meu Deus , quem \u00e9 voc\u00ea?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Eulina Lavigne<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignright  wp-image-73856\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/eulina-lavigne-230x300.jpg\" alt=\"eulina lavigne\" width=\"202\" height=\"263\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/eulina-lavigne-230x300.jpg 230w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/eulina-lavigne.jpg 616w\" sizes=\"(max-width: 202px) 100vw, 202px\" \/>Hoje quero compartilhar com voc\u00eas um poema pouco conhecido do nosso querido Pierre Weil, educador e psic\u00f3logo franc\u00eas, fundador da Universidade da Paz em Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Meu Deus, quem \u00e9 voc\u00ea?<\/p>\n<p>As duas quest\u00f5es essenciais.<\/p>\n<p>Meu Deus, mas afinal de contas quem \u00e9 voc\u00ea? Eu, me fala eu ti suplico. Quem sou eu?<\/p>\n<p>Na verdade a resposta a estas duas perguntas se encontra em ti mesmo. Elas n\u00e3o podem se expressar em palavras. Trata-se de uma experi\u00eancia vivida por ningu\u00e9m. Somente tu a podes encontrar.<\/p>\n<p>Se tu encontras quem tu \u00e9s, tu saber\u00e1s quem eu sou. Uma maravilhosa surpresa ti encontra no final desta busca. Uma busca onde n\u00e3o h\u00e1 nada a procurar, pois tudo est\u00e1 a\u00ed mais perto do que a ponta do teu nariz, mais \u00edntimo do que o mais \u00edntimo dos teus pensamentos.<\/p>\n<p>Que as palavras que seguem catalisem a resposta sem palavras em ti mesmo. A resposta do sem nome. N\u00e3o sou nada de tudo que tu pensa que sou. Nem algu\u00e9m, nem ningu\u00e9m, nem algo, nem nada. Sou muito mais do que tudo isto e ao mesmo tempo eu sou tudo isso.<\/p>\n<p>Enquanto tu me pensas em n\u00e3o sou. Quando tu paras de me pensar ent\u00e3o eu sou e ent\u00e3o tu n\u00e3o \u00e9 mais. Eu penso logo eu n\u00e3o sou. Eis o teu novo postulado. Ent\u00e3o, tu n\u00e3o podes mais ser o que tu jamais \u00a0fostes, Tu. Pois tu sou eu, relativo e absoluto. Eu transcendo todos os teus conceitos. Eu te falo sem palavras quando estamos em un\u00edssono, tu e eu. Mas, nos nossos tempos t\u00e3o perturbados este un\u00edssono \u00e9 t\u00e3o raro que eu preciso usar da tua linguagem: eu sou, tu \u00e9s, tu eu. Ent\u00e3o ou\u00e7a os nomes dos sem nomes. Eu n\u00e3o tenho nome. Pois todo nome me limita. No entanto, s\u00e3o infinitos os nomes que me deram. Sou Brahma, sou Alah, sou Buda, sou Cristo, com ou sem barba sou o Pai. Sou o logos, sou o verbo, sou Alfa e \u00d4mega, o come\u00e7o sem in\u00edcio e o fim sem o t\u00e9rmino. Sou Jav\u00e9h o \u00fanico e no entanto como pai sou o mundo absoluto da unidade. Como filho, sou o mundo relativo da pluralidade das formas da mat\u00e9ria. Como Espirito Santo, sou a energia matriz como a minha pr\u00f3pria transforma\u00e7\u00e3o incessante do todo e tudo e de tudo do todo. Sou sempre Brahman e no entanto quando emano de mim mesmo sou Brahman, quando quero me manter tal qual sou Vishnan, quando me dissolvo em mim mesmo sou Shiva. Sou Shit, Ananda, Ser, Consci\u00eancia, Felicidade. Sou o campo unificado de Buda. Como tal, sou n\u00e3o dual. E no entanto, sou Dharmakaya o corpo absoluta. Sou Sambugakaya o corpo glorioso, sou Niermanakaya o corpo de apari\u00e7\u00e3o. Sou o tal. O \u00fanico e no entanto sou Yin e Yang. Receptivo e ativo.<\/p>\n<p>Sou o eterno o que \u00e9. Do meu sopro inspirei Abra\u00e3o, Krishna, Brahma, Jac\u00f3, Mois\u00e9s, David, Salom\u00e3o, Gautama, Elias, Padmasambhava, Ananda, Maim, Mohamed, Sri Aurobindo, Hari Krishna, Tereza D\u00b4\u00e1vila, Jo\u00e3o da Cruz, Krishnamurti, S\u00e3o Francisco e muitos outros ainda. Sou Deus.<\/p>\n<p>Sou o Ser. Sou. Sou. Sou.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Na realidade tudo \u00e9 vazio de eu e de mim. E no entanto, cosmos de todos os Universos sou o autor, sou o ator, sou o papel, sou a pe\u00e7a, sou a cena, sou o expectador. Sou entrada, sou o caminho, sou o retorno. Sou a consci\u00eancia e a sabedoria do Universo. Sou o Universo da consci\u00eancia e da sabedoria.<\/p>\n<p>Sou a vida que me oferece a eternidade. Sou a morte que transforma a minha vida. Sou a perman\u00eancia da eterna mudan\u00e7a.<\/p>\n<p>Sou o silencio de onde emana o som do verbo. Sou o som vibrando no meu pr\u00f3prio silencio. Sou a ci\u00eancia que destrona a ignor\u00e2ncia. Sou a ignor\u00e2ncia \u00e1vida por ci\u00eancia. Sou sujeito, sou objeto, sou espa\u00e7o entre os dois.<\/p>\n<p>Em pouco tempo eu me dissolvo do eterno, embora eterno eu aproveito do tempo.<\/p>\n<p>Embora finito, sou sempre infinito. Embora infinito eu gozo do finito pois, sou transfinito. Im\u00f3vel n\u00e3o paro de me mover na incessante fantasmagoria dos meus fen\u00f4menos.<\/p>\n<p>Sou ponto, sou forma, sou sem forma. Sou zero, som um, som a passagem de um ao outro. Sou o Todo que tudo contem. Sou Tudo que me d\u00e1 plenitude. Sou a vacuidade que tudo comp\u00f5em. Sou o potencial de tudo que preenche a minha vacuidade.<\/p>\n<p>Sou o nada de tudo. Um nada que n\u00e3o \u00e9 nada. Ser eu componho a minha vacuidade com a minha pr\u00f3pria luminosidade. Divina \u00e9 a energia da natureza. Sou a natureza da energia. Sou a luz que me ilumina. Sou a escurid\u00e3o que me sustenta enquanto luz.<\/p>\n<p>Sou a for\u00e7a que atrai e repele as part\u00edculas da minha luz, a fim de que eu possa existir como mat\u00e9ria. Espa\u00e7o me preencho a mim mesmo, da minha pr\u00f3pria mat\u00e9ria. Ent\u00e3o me limito embora ilimitado.<\/p>\n<p>O jogo dos astros e das part\u00edculas \u00e9 a express\u00e3o da minha dan\u00e7a c\u00f3smica. Masculino sou a for\u00e7a ativa e ofuscante do solo. Feminino sou a for\u00e7a atrativa e receptiva da |Lua. E entre os astros sou tamb\u00e9m a Terra tua m\u00e3e.<\/p>\n<p>Terra, divina e a Terra M\u00e3e dos viventes. Sou a Terra dos teus alimentos. A rocha do teu abrigo. A argila que tu moldas. O calc\u00e1rio dos teus ossos. A poeira da tua cova. Sou a montanha que me oferece o repouso do teu vale. Sou a \u00e1gua da seiva, das nuvens, das chuvas, das geleiras, dos rios, dos oceanos, dos teus humores, do teu sangue, das tuas l\u00e1grimas. Fogo do Sol eu ti banho do meu calor e da minha luz. Sou ar da brisa, do vento, da tempestade, do furac\u00e3o, do teu primeiro respiro, do teu ultimo suspiro.<\/p>\n<p>Sou o ar da minha pr\u00f3pria vida. Sou a flor que como um radar explora o meu Universo e me conta. Sou alegria do voo do p\u00e1ssaro e da borboleta. Sou o tigre que me devora enquanto carneiro. Assim, me conservo enquanto mat\u00e9ria. Sou a semente e a \u00e1rvore que ainda n\u00e3o existe nela.<\/p>\n<p>Sou a guerra que se transforma em paz. Sou a paz que impede a guerra. Sou excremento que me alimenta quando sou uma Rosa. Rosa o meu perfume me embriaga at\u00e9 o \u00eaxtase.<\/p>\n<p>Sou o mesmo mar cujas ondas mudam sem cessar. Sou a onda que esquece que ela \u00e9 o mar. E quando sou onda, a onda \u00e9s tu que dan\u00e7a sobre a minha superf\u00edcie.<\/p>\n<p>Pois tu tamb\u00e9m \u00e9s profundamente divino.<\/p>\n<p>Homem, quando eu sou tu eu me esque\u00e7o, ent\u00e3o tu pensas que tu \u00e9s tu. O teu corpo que tu pensas Ser. Sou eu que me contenho em mim mesmo. Quando tu percebes sou eu que me envolvo sobre o meu pr\u00f3prio estado. A minha intelig\u00eancia \u00e9 o teu discernimento. A minha sabedoria \u00e9 a tua intui\u00e7\u00e3o e a tua raz\u00e3o. A minha harmonia \u00e9 a tua comunh\u00e3o. O teu amor e a tua compaix\u00e3o s\u00e3o o cimento da minha unidade. O teu ego\u00edsmo \u00e9 o reflexo obnubilado do amor com o qual eu me amo. A tua raiva \u00e9 a defesa da minha integridade. A convic\u00e7\u00e3o da tua import\u00e2ncia e o espelho do meu car\u00e1ter absoluto.<\/p>\n<p>O teu orgulho \u00e9 o sentimento difuso da minha import\u00e2ncia. O teu instinto de defesa \u00e9 o reflexo da minha eternidade. A tua instabilidade faz parte da eterna mudan\u00e7a do meu ser imut\u00e1vel.<\/p>\n<p>Quando eu me quero inteiro tornaste totalmente \u00e1vido. A minha verdade \u00e9 o teu silencio. Sou a tua espontaneidade recoberta e bloqueada pelas m\u00e1scaras dos teus papeis. A tua propriedade sou eu que me possuo a mim mesmo. Sou o meu pr\u00f3prio alimento quando tu pensas que \u00e9s tu que comes. Sou o prazer que enxuga as tuas l\u00e1grimas. Sou o teu sofrimento que ti faz apreciar o meu prazer.<\/p>\n<p>Tal qual um gatinho eu brinco com a minha pr\u00f3pria calda. A tua alegria \u00e9 a pulsa\u00e7\u00e3o do meu \u00eaxtase. Sou o cora\u00e7\u00e3o que bate em un\u00edssono com o mundo. Sou o teu passado, sou o teu presente, sou o teu futuro. Mas, n\u00e3o ti enganes. O teu tempo \u00e9 apenas a minha mem\u00f3ria. O teu pensamento sou eu que me contemplo a mim mesmo, mas tamb\u00e9m entre dois pensamento. Sou tu. Sou o espa\u00e7o que emana os teus pensamentos. A tua inspira\u00e7\u00e3o \u00e9 o meu respiro. Os teus escritos s\u00e3o as minhas ideias. Os teus poemas s\u00e3o os meus suspiros. O teu saber \u00e9 uma parcela da minha onisci\u00eancia. A tua for\u00e7a \u00e9 uma fa\u00edsca da minha onipot\u00eancia. O teu Ser \u00e9 uma express\u00e3o da minha onipresen\u00e7a.<\/p>\n<p>Sou homem, sou mulher, sou o amor que ti transforma em minha plenitude. Fazes do teu \u00eaxtase a dois meu puro orgasmo c\u00f3smico pois, \u00e9 por ti que desfruto da imensa felicidade de ser consciente da minha pr\u00f3pria plenitude.<\/p>\n<p>Quer tu estejas sonhando, quere tu estejas dormindo, quer tu estejas acordado eu sou essa luminosa e permanente presen\u00e7a de ti.<\/p>\n<p>Mais tu n\u00e3o sabes mais isto. Tu esquecestes. Tu est\u00e1s cego. Tu perdestes este para\u00edso jamais perdido. Tu est\u00e1s cego pelo desejo de conservar o nosso \u00eaxtase eterno que tu pensas ser o teu prazer. E o teu desejo ti separa de mim. Pela tua cegueira tu \u00a0ti expulsas a ti mesmo do nosso para\u00edso. E tu crias fronteiras que jamais existiu a n\u00e3o ser na tua mente. Eu, Tu. Ser, n\u00e3o Ser. Sujeito, objeto. Esp\u00edrito, mat\u00e9ria. Eu, Universo, crist\u00e3o, judeu, mu\u00e7ulmano, hindu\u00edsta, budista, tao\u00edsta. Tu disputas a prerrogativa de conhecer a minha verdade. Ent\u00e3o, v\u00ea no medo. Tu tens medo de ti dissolver em mim e de viver a morte de ti. Ent\u00e3o, para manter este sonho da exist\u00eancia de ti mesmo, tu ti agarras a tudo e a todos. E mais tu ti agarras e mais tu tens medo de perder. A tua paranoia te faz procurar bodes expiat\u00f3rios dos teus males, tal como Eva e a serpente. Filho de Ad\u00e3o e Eva, desde o momento que tu pensas em saber discriminar o bem e o mal o certo do errado do pensas ser o meu igual. Tu pensas ser o mestre do Universo sem saber que tu sempre o fostes.<\/p>\n<p>Caim desconfiado da minha natureza s\u00e1bia e pr\u00f3diga tu ti alienaste a tua cultura. Em ti mesmo e a todo instante Tu matas Abel, pastor fiel a minha natureza, sem nenhuma cultura. Ent\u00e3o, tu fazes a guerra a minha natureza para conservar este poder que jamais foi separo de ti.<\/p>\n<p>A tua cultura \u00e9 o tranquilizante do teu medo de descobrir que tu n\u00e3o existes isolado. As m\u00e1scaras dos teus papeis, o teu teatro, a tua m\u00fasica, o teu cinema, os teus livros, a tua tv, as tuas fronteiras, a tua fam\u00edlia, a tua sociedade, os teus amigos, o teu para\u00edso, as tuas conversas, o teu dinheiro, o teu cigarro, a tua ci\u00eancia, os teus card\u00e1pios, as tuas roupas, a tua moda, os teus pal\u00e1cios, os teus esportes, os teus jogos, o teu carro, as tuas conquistas, os teus avi\u00f5es, o teu jardim zool\u00f3gico, refor\u00e7am a cren\u00e7a no teu ego. E tu acabas por destruir a ecologia da minha natureza em torno de ti e em ti mesmo.<\/p>\n<p>Tu tens polu\u00eddo o teu para\u00edso terrestre at\u00e9 os confins da tua Alma. O espirito da tua ci\u00eancia n\u00e3o \u00e9 mais do que uma atrofia do meu espirito em ti. O teu cora\u00e7\u00e3o ficou cego de tanto acreditar apenas nos teus olhos.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, esgotado pelo sofrimento tu me procuras fora de ti. Tu me suplicas para salvar como se estiv\u00e9ssemos separados.<\/p>\n<p>A tua adora\u00e7\u00e3o e a supersti\u00e7\u00e3o desta dualidade. E se o teu semelhante pretende ser eu Tu o crucificas como se fosse um ladr\u00e3o. Adorando-me do exterior tu expulsas-te o divino de ti mesmo. Ent\u00e3o, tu ti sentes s\u00f3 e abandonado. Em tua revolta tu tentas destruir as barreiras que parecem nos separar.<\/p>\n<p>A tua eterna insatisfa\u00e7\u00e3o \u00e9 a sede do meu absoluto. A tua triste nostalgia \u00e9 este para\u00edso que tu pensas ter perdido. Mais o teu desespero \u00e9 o fermento da nossa reuni\u00e3o. A tua prece \u00e9 o impulso da nossa unidade.<\/p>\n<p>Tu vais a procura de lugares sagrados, Shambala, Jerusal\u00e9m, a Meca, o Monte Meru, Roma. Tu procuras o Messias, um Salvador, um Guru. Os que ainda sabe sempre est\u00e3o a\u00ed prontos para ti tirar do teu p\u00e2ntano. E todos te dir\u00e3o a mesma coisa. A Terra prometida e o Messias, Roma e o Cristo. Shambala e o Guru est\u00e3o em ti mesmo.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, procuro-vos a\u00ed. Se tu queres realmente reencontrar este para\u00edso que tu jamais perdeste, ent\u00e3o medita e dance. A medita\u00e7\u00e3o ser\u00e1 o dissolvente da tua catarata. Medita sobre quem tu \u00e9s realmente. Se tu me procuras eu n\u00e3o me encontro em lugar nenhum. E no entanto, Tu vais me encontrar em todos os lugares ao mesmo tempo. Nem fora e nem dentro. \u00c9 em ti que tu podes me encontrar fora e dentro.<\/p>\n<p>No recolhimento de ti mesmo tu retornar\u00e1s a ser eu. \u00c9 importante a tua presen\u00e7a em tudo o que se passa. Permanece por tr\u00e1s dos teus pensamento, das tuas emo\u00e7\u00f5es e das tuas sensa\u00e7\u00f5es. Essa presen\u00e7a sou eu. Essa consci\u00eancia de tudo sou eu. V\u00ea, tu n\u00e3o \u00e9s tu. Toma consci\u00eancia de que jamais fomos separados. O sentido da tua exist\u00eancia transit\u00f3ria \u00e9 vivenciar isto. N\u00e3o h\u00e1 outro sentido.<\/p>\n<p>E n\u00e3o me perguntas porqu\u00ea. Eis\u00a0 o \u00faltimo porqu\u00ea. N\u00e3o h\u00e1 porque. Porque \u00e9 assim. E s\u00f3.<\/p>\n<p>Abandona todas essas vans separa\u00e7\u00f5es intelectuais da \u00e1rvore do conhecimento. Entre dois pensamentos discriminativos reencontra a \u00e1rvore da vida, pois a arvore da vida \u00e9 a minha natureza de ti. Instrumento dos teus atos positivos e negativos. Os teus pensamentos s\u00e3o o c\u00e2ncer da minha sabedoria nem positiva \u00a0e nem negativa. Ent\u00e3o, deixa-os passar. Eles se dissolvem sozinhos no mesmo espa\u00e7o que eles s\u00e3o tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Dan\u00e7a a harmonia da minha vida a todo instante. Viva a harmonia do meu amor a todo momento. Doa aos outros sem distin\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, n\u00e3o seremos mais dois Tu e Eu. E os meus querubins se afastar\u00e3o para reabrir para ti o caminho do jardim de \u00c9den. E tu reencontrar\u00e1s a \u00e1rvore da vida.<\/p>\n<p>Entre viver e vegetar o que tu preferes? Se tu queres viver a minha vida plenamente \u00e9 preciso morrer a ti mesmo. Ser\u00e1 a morte desta longa morte na qual tu vivias e gozavas da tua pr\u00f3pria cegueira. Ent\u00e3o, a tua pr\u00f3pria morte ser\u00e1 a doce passagem do sonho espor\u00e1dico da tua exist\u00eancia transit\u00f3ria a \u00a0embriaguez est\u00e1tica da minha eterna mudan\u00e7a.<\/p>\n<p>Mas, se tu n\u00e3o fazes nada para dissolver o v\u00e9u que nos separa, nenhuma morte te livrar\u00e1 desta decepcionante ilus\u00e3o. No circulo vicioso do \u00f3dio, do apego, da cegueira, do orgulho e do ci\u00fame, tu errar\u00e1s sem fim. Sob a forma ilus\u00f3ria dos dem\u00f4nios do teu medo eu te provarei at\u00e9 que tu realizes, plenamente, que tu e eu jamais fomos separados.<\/p>\n<p>Pois, o teu dem\u00f4nio sou eu tamb\u00e9m que te lembra que s\u00f3 tu para te tirar do teu pesadelo. Homem, por ti eu me realizo como luz do mundo. Luz do mundo por voc\u00ea realizo que tu sempre foste eu. Entre a esperan\u00e7a que a luz seja e o desespero da perda da luz que foi, vivemos a eterna luz do espa\u00e7o entre dois instantes. Viver a todo o instante o nascimento do instante da morte do instante que passa, eis a verdade, liberdade.<\/p>\n<p>Eis este mundo de luz que n\u00e3o \u00e9 mais nem tu e nem eu. Mas luz do mundo vazia de toda a palavra cheia de todo o Ser. Plenitude da eterna mudan\u00e7a. Fim sem fim.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eulina Lavigne &nbsp; Hoje quero compartilhar com voc\u00eas um poema pouco conhecido do nosso querido Pierre Weil, educador e psic\u00f3logo franc\u00eas, fundador da Universidade da Paz em Bras\u00edlia. &nbsp; Meu Deus, quem \u00e9 voc\u00ea? As duas quest\u00f5es essenciais. Meu Deus, mas afinal de contas quem \u00e9 voc\u00ea? Eu, me fala eu ti suplico. 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