{"id":96519,"date":"2019-11-07T15:25:26","date_gmt":"2019-11-07T18:25:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=96519"},"modified":"2019-11-07T15:31:29","modified_gmt":"2019-11-07T18:31:29","slug":"pesquisadores-da-uesc-utilizam-racionalmente-microrganismos-que-degradam-petroleo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2019\/11\/07\/pesquisadores-da-uesc-utilizam-racionalmente-microrganismos-que-degradam-petroleo\/","title":{"rendered":"Pesquisadores da Uesc utilizam  microrganismos que degradam petr\u00f3leo"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-96522\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/microrganismos-degradadores-Foto-J\u00falia-Barreto-2.jpg\" alt=\"microrganismos degradadores- Foto J\u00falia Barreto (2)\" width=\"403\" height=\"268\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/microrganismos-degradadores-Foto-J\u00falia-Barreto-2.jpg 900w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/microrganismos-degradadores-Foto-J\u00falia-Barreto-2-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 403px) 100vw, 403px\" \/><\/p>\n<p>H\u00e1 17 anos, desde 2002, microrganismos degradadores s\u00e3o alimentados com borra oleosa de petr\u00f3leo em um sistema denominado de biorreator de batelada alimentada de escala laboratorial por pesquisadores da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC). As pesquisas se desenvolvem no laborat\u00f3rio de Biotecnologia de Microrganismos da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A pesquisa foi iniciada em 2002 e tinha por objetivo recuperar \u00e1reas degradadas do solo contaminadas por res\u00edduos oleosos, tais como rejeitos de petr\u00f3leo, resultantes principalmente de acidentes.<\/p>\n<div id=\"attachment_96520\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-96520\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-96520\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/microrganismos-degradadores-Profa-Rachel-Rezenda-Foto-J\u00falia-Barreto-300x200.jpg\" alt=\"Professora Rachel Resende\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/microrganismos-degradadores-Profa-Rachel-Rezenda-Foto-J\u00falia-Barreto-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/microrganismos-degradadores-Profa-Rachel-Rezenda-Foto-J\u00falia-Barreto.jpg 960w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-96520\" class=\"wp-caption-text\">Professora Rachel Resende<\/p><\/div>\n<p>Os microrganismos, coletados em uma amostra de solo da Landfarm da Refinaria Landulfo Alves, foram isolados e cultivados em petr\u00f3leo como \u00fanica fonte de carbono. Dos 60 isolados e selecionados para crescimento \u00e0 base de petr\u00f3leo, sete demonstraram atividades de surfactantes pela metodologia de colapso de gotas sobre v\u00e1rios tipos de \u00f3leos. (Surfactantes, tamb\u00e9m chamados de tensoativos ou emulsificantes, s\u00e3o subst\u00e2ncias que atuam diminuindo a tens\u00e3o superficial entre dois l\u00edquidos).<\/p>\n<p>\u201cO monstro\u201d como \u00e9 chamado pelos professores\/pesquisadores Rachel Passos Rezende; Bianca Mendes Maciel, Jo\u00e3o Carlos Dias e Leandro Lopes Loguercio que iniciaram a pesquisa h\u00e1 17 anos, est\u00e1 mantido em um biorreator de batelada alimentada. Hoje as pesquisas continuam, no mesmo laborat\u00f3rio por uma equipe multidisciplinar, formada al\u00e9m dos primeiros, com os professores Carla Cristina Romano, Eric de Lima Silva Marques e Ivon P. Lobo, juntamente como os estudantes: Jo\u00e3o Torquato, Augusto Lazaro e Maria Clara Bessa.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-medium wp-image-96521\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/microrganismos-degradadores-Foto-J\u00falia-Barreto-1-300x200.jpg\" alt=\"microrganismos degradadores- Foto J\u00falia Barreto (1)\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/microrganismos-degradadores-Foto-J\u00falia-Barreto-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/microrganismos-degradadores-Foto-J\u00falia-Barreto-1.jpg 960w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Segundo a professora Rachel Rezende \u201ccomo nenhuma esp\u00e9cie microbiana \u00e9 capaz de degradar sozinha todos os componentes do petr\u00f3leo, neste sistema ocorre a sele\u00e7\u00e3o de um conjunto de diferentes cepas e esp\u00e9cies que trabalham em cons\u00f3rcio no processo de degrada\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de compostos tenso-ativos utilizados na biorremedia\u00e7\u00e3o, com o prop\u00f3sito de eliminar ou minimizar o preju\u00edzo causado pelo petr\u00f3leo e seus derivados no ambiente.\u201d<\/p>\n<p>\u201cDentre os compostos produzidos por esses microrganismos est\u00e3o os biossurfactantes. Estes s\u00e3o utilizados na recupera\u00e7\u00e3o avan\u00e7ada de petr\u00f3leo, na limpeza de tanques, na limpeza de fauna oleada, na dispers\u00e3o de manchas de \u00f3leo, na biorremedia\u00e7\u00e3o de ambientes contaminados com compostos hidrof\u00f3bicos e em diversos outros campos,\u201d afirma Dra Rachel.<\/p>\n<p>\u201cComparativamente aos surfactantes qu\u00edmicos, os biossurfactantes apresentam maior n\u00edvel de aceita\u00e7\u00e3o em decorr\u00eancia de sua maior biodegradabilidade e aus\u00eancia de toxicidade para o ambiente. A biorremedia\u00e7\u00e3o permite recuperar os locais contaminados pelo \u00f3leo, atrav\u00e9s da estimula\u00e7\u00e3o dos microrganismos naturais que possuem capacidade degradativa, transformando o poluente em compostos menos t\u00f3xicos,\u201d explica.<\/p>\n<p>Apesar do esfor\u00e7o, os pesquisadores, ainda n\u00e3o sabem precisar quais a rea\u00e7\u00e3o e conseq\u00fc\u00eancias dos microrganismos em ambiente marinho numa eventual a\u00e7\u00e3o para degradar o \u00f3leo que invade as praias do Nordeste brasileiro.<\/p>\n<p>Mas, para produ\u00e7\u00e3o laboratorial em serie dos microrganimos, s\u00e3o necess\u00e1rios investimentos tai como: um biorreator para batelada alimentada (Quimostato), a manuten\u00e7\u00e3o do Cromat\u00f3grafo (Conserto de v\u00e1lvulas e compra de gases), coluna para GC, sais para meios de cultura, padr\u00f5es para Cromatografia e\u00a0 capela de fluxo laminar.<\/p>\n<p>4\u00a0anexos<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 17 anos, desde 2002, microrganismos degradadores s\u00e3o alimentados com borra oleosa de petr\u00f3leo em um sistema denominado de biorreator de batelada alimentada de escala laboratorial por pesquisadores da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC). 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