{"id":96450,"date":"2019-11-15T09:00:59","date_gmt":"2019-11-15T12:00:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=96450"},"modified":"2019-11-20T17:12:38","modified_gmt":"2019-11-20T20:12:38","slug":"saber-quem-e-traz-cura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2019\/11\/15\/saber-quem-e-traz-cura\/","title":{"rendered":"Saber quem \u00e9 traz cura"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Basia Piechocinska<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A pergunta milen\u00e1ria \u201cQuem sou?\u201d remete a fil\u00f3sofos antigos e a seres iluminados. De fato, alguns deles atribuem sua ilumina\u00e7\u00e3o \u00e0 contempla\u00e7\u00e3o dessa pergunta. Mas o que esta pergunta realmente pode trazer para a nossa vida cotidiana? Como ela pode n\u00f3s afetar? Realmente tem algum poder transformador?<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignright  wp-image-95505\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/basia-pier-6-foto-Ana-Lee-274x300.jpg\" alt=\"basia pier 6 (foto Ana Lee)\" width=\"218\" height=\"238\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/basia-pier-6-foto-Ana-Lee-274x300.jpg 274w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/basia-pier-6-foto-Ana-Lee.jpg 493w\" sizes=\"(max-width: 218px) 100vw, 218px\" \/>Tem. O poder transformador dela \u00e9 ao mesmo tempo sutil e poderoso, suavemente mudando como experimentamos o mundo. Ela \u00e9 capaz de pouco a pouco nos conectar com uma real paz interior, trazendo cura.<\/p>\n<p>Est\u00e1 a fim de fazer um experimento? Vamos l\u00e1 ent\u00e3o. Quem \u00e9 voc\u00ea? Voc\u00ea \u00e9 seu corpo? N\u00e3o, porque seu corpo \u00e9 seu. Ele \u00e9 uma coisa que voc\u00ea tem. E se tiver alguma d\u00favida pergunte quem experimenta quem? \u00c9 voc\u00ea quem experimenta seu corpo ou \u00e9 ele que experimenta voc\u00ea? Ent\u00e3o, voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 seu corpo.<br \/>\nVoc\u00ea tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 seu nome, seu sexo, nem sua idade. Essas s\u00e3o qualifica\u00e7\u00f5es, descri\u00e7\u00f5es, mas n\u00e3o a sua ess\u00eancia.<br \/>\nSer\u00e1 que voc\u00ea \u00e9 seus pensamentos, suas emo\u00e7\u00f5es, seus sentimentos? De novo vamos ter que dizer que n\u00e3o. Os pensamentos, as emo\u00e7\u00f5es e os sentimentos aparecem e desaparecem em voc\u00ea, e \u00e9 voc\u00ea quem os experimenta. Eles chegam e v\u00e3o, mas voc\u00ea continua.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-96585\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/cura-300x150.jpg\" alt=\"cura\" width=\"300\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/cura-300x150.jpg 300w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/cura.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>No \u00faltima coluna, duas semanas atras, falamos que somos a defesa contra a perda de amor. As nossas formas particulares de agir surgem dessa defesa que foi criada h\u00e1 tempo. Mas essas formas de agir tamb\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o aquele quem voc\u00ea realmente \u00e9. Elas s\u00e3o condicionamentos, n\u00e3o voc\u00ea.<\/p>\n<p>Voc\u00ea tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 nem as mem\u00f3rias nem as expectativas. Seu ser \u00e9 agora. Seu ser, a sua exist\u00eancia \u00e9 a parte mais real do que tem. Voc\u00ea sabe que voc\u00ea \u00e9. Nisso n\u00e3o tem d\u00favida. Ent\u00e3o, voc\u00ea \u00e9. E al\u00e9m de ser, voc\u00ea sabe que \u00e9. Isso chamamos de consci\u00eancia. Voc\u00ea \u00e9 a consci\u00eancia que parece experimentar o mundo.<\/p>\n<p>\u00c9 quando come\u00e7amos realmente enxergar que n\u00e3o somos corpos, nem pessoas, nem os condicionamentos mas aquela pura consci\u00eancia que \u00e9 e sabe que \u00e9, que podemos come\u00e7ar deixar muitos dos dramas atras. Os dramas das nossas vidas, os sofrimentos, e as feridas parecem reais quando nos identificamos com eles. Quando n\u00f3s identificamos com a ferida, a carregamos, sustentamos, criamos defesas para n\u00e3o mexer nela. Entramos nas batalhas para defende-nos.<\/p>\n<p>E quando esse discernimento que n\u00e3o somos a personagem, s\u00f3 jogamos o papel da personagem, surge, de repente podemos nos abrir e come\u00e7ar desfrutar do que acontece. De repente podemos viver plenamente, sem o feche que o medo imp\u00f5e. A nossa vis\u00e3o fica mais ampla, o nossa capacidade de resolver os problemas aumenta junto, e a nossa capacidade de desfrutar plenamente se estabelece.<\/p>\n<p>Tudo bem, pode at\u00e9 ser. Mas como chegar a esse ponto de se identificar com a ampla consci\u00eancia, com aquele amor aberto, com a sensa\u00e7\u00e3o de beleza? O primeiro passo j\u00e1 est\u00e1 feito. Esse \u00e9 o passo de logicamente entender quem somos. Agora trata-se de pr\u00e1tica e costume. Quanto mais vamos praticar essa vis\u00e3o, mais natural ela vai ficar. Uma das melhores formas de pratica-la \u00e9 se afastar das distra\u00e7\u00f5es e em vez de usar a mente para enfocar nos acontecimentos usa-la para des-enfocar, abrir. Sentados, com o corpo relaxado, os olhos suavemente fechados, deixando todos os sons entrar sem enfoque ou prefer\u00eancia, mergulhamos na sensa\u00e7\u00e3o de abrir, relaxar, e simplesmente ser. Mesmo se for s\u00f3 para uns poucos minutos cada dia, esse treino vai pouco a pouco come\u00e7ar mexer com toda sua forma de perceber o mundo, te convidando a ter uma experi\u00eancia mais plena e satisfat\u00f3ria, com uma paz real e cada vez mais percept\u00edvel no fundo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Basia Piechocinska &nbsp; &nbsp; A pergunta milen\u00e1ria \u201cQuem sou?\u201d remete a fil\u00f3sofos antigos e a seres iluminados. De fato, alguns deles atribuem sua ilumina\u00e7\u00e3o \u00e0 contempla\u00e7\u00e3o dessa pergunta. 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