{"id":92745,"date":"2019-07-24T11:47:09","date_gmt":"2019-07-24T14:47:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=92745"},"modified":"2019-07-24T12:04:53","modified_gmt":"2019-07-24T15:04:53","slug":"diario-de-ilheus-20-anos-de-efetiva-comunicacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2019\/07\/24\/diario-de-ilheus-20-anos-de-efetiva-comunicacao\/","title":{"rendered":"Di\u00e1rio de Ilh\u00e9us: 20 anos de efetiva comunica\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><img loading=\"lazy\" class=\" size-full wp-image-92746 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/diario-ilheus.jpg\" alt=\"diario ilheus\" width=\"189\" height=\"267\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Efson Lima<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignright  wp-image-87051\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/efson-300x227.jpg\" alt=\"efson\" width=\"267\" height=\"202\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/efson-300x227.jpg 300w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/efson.jpg 450w\" sizes=\"(max-width: 267px) 100vw, 267px\" \/>O Di\u00e1rio de Ilh\u00e9us alcan\u00e7a 20 anos de publica\u00e7\u00e3o constante, precisamente, neste 24 de julho de 2019, com 3.357 edi\u00e7\u00f5es.\u00a0 A funda\u00e7\u00e3o ocorreu em 1999 e surge ap\u00f3s a extin\u00e7\u00e3o do Di\u00e1rio da Tarde, que funcionava desde 1928 na Princesa do Sul.\u00a0\u00a0 O professor Arl\u00e9o Barbosa considera o \u201cDI\u00c1RIO DE ILH\u00c9US \u2013 Um s\u00edmbolo da resist\u00eancia da imprensa escrita da nossa cidade.\u201d<\/p>\n<p>Nesse per\u00edodo as mudan\u00e7as foram enormes. Tornamo-nos uma sociedade mais conectada, os computadores chegaram as nossas casas, a internet alcan\u00e7ou um maior n\u00famero de resid\u00eancias e estabelecimentos. Os celulares se tornaram instrumento de trabalho e comunicacional. Certamente, o Di\u00e1rio de Ilh\u00e9us sofreria esses impactos.<\/p>\n<p>O Di\u00e1rio de Ilh\u00e9us foi das p\u00e1ginas pretas e brancas \u00e0s coloridas. Diversas foram \u00e0s altera\u00e7\u00f5es no n\u00famero de p\u00e1ginas: quatro, oito, doze&#8230; Teve per\u00edodo que s\u00f3 havia um caderno, ap\u00f3s, alcan\u00e7ou dois cadernos aos s\u00e1bados, com um deles assumindo a fei\u00e7\u00e3o\u00a0 da \u00e1rea cultural. O Di\u00e1rio de Ilh\u00e9us foi da era tipogr\u00e1fica, confeccionado quase que artesanalmente. Da confec\u00e7\u00e3o artesanal passou para offset, alterando o aspecto completamente e avan\u00e7ou com a aquisi\u00e7\u00e3o maquin\u00e1rio moderno, que possibilitou maior dinamismo. Os desafios s\u00e3o enormes manter uma reda\u00e7\u00e3o e a circula\u00e7\u00e3o. Infelizmente voltou a ter um caderno. Bom mesmo foi acompanhar o auge do jornal e ser um leitor permanente.<\/p>\n<p>Tive o prazer de fazer a leitura das colunas da professora Maria Luisa Heine, do professor Josevandro Nascimento, assim como os artigos publicados na p\u00e1gina dois do DI, como carinhosamente \u00e9 chamado e tantos outros textos de colaboradores diversos. Como gosto de apreci\u00e1-los. A escrita oferece sentido. A interpreta\u00e7\u00e3o outra possibilidade.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>O Di\u00e1rio de Ilh\u00e9us registrou fatos marcantes da regi\u00e3o. O afastamento do prefeito Valderico Reis pela justi\u00e7a em 30 de julho e publicado na edi\u00e7\u00e3o do dia 31 de julho de 2007.\u00a0 O campeonato baiano de 2006 quando o Colo Colo foi campe\u00e3o. A morte do cidad\u00e3o do mundo, Jorge Amado. O assassinato de Pedro Farias, no bairro do Bas\u00edlio \u2013 ao perdemos um pai, como estampava a manchete e a multid\u00e3o que seguiu o cortejo quando do sepultamento.<\/p>\n<p>A equipe do jornal caprichava nos cadernos especiais de comemora\u00e7\u00e3o do anivers\u00e1rio de Ilh\u00e9us, do Natal. Quem n\u00e3o se recorda do caderno especial que registrava os nomes dos aprovados no vestibular da UESC? Era motivo de orgulho. Guardava-se como se guarda o convite de formatura.<\/p>\n<p>Teve um per\u00edodo em que passei a trabalhar na feira do Malhado e, aos s\u00e1bados, fazer a leitura do Agora (quando semanal) e o Di\u00e1rio de Ilh\u00e9us era uma devo\u00e7\u00e3o de f\u00e9. Eu era um mero estudante de ensino m\u00e9dio. Antes, eu j\u00e1 havia iniciado com as leituras dos jornais descartados, aqueles que serviam para embalar o dend\u00ea vendido em litro de vidro. Ambos os jornais foram meus professores. Ofereceram-me forma\u00e7\u00e3o de mundo, permitiram-me sair do morro e alcan\u00e7ar o mundo. Somaram-se a outras vari\u00e1veis para possibilitar meu gosto pela leitura e escrita. Gratid\u00e3o!<\/p>\n<p>O Di\u00e1rio de Ilh\u00e9us deu mat\u00e9ria, not\u00edcia, Sinal Fechado, Faixa Livre a quem precisa. Foi voz dos oprimidos e dos desalentados. \u00c9 voz. \u00a0\u00c9 lugar dos escribas regionais, das colunas sociais, da opini\u00e3o. Registra os fatos, os eventos, o tecido social e o cultural, as a\u00e7\u00f5es educacionais das institui\u00e7\u00f5es de ensino superior, das escolas e dos col\u00e9gios e as campanhas do com\u00e9rcio. Exemplos para evidenciar a import\u00e2ncia desse peri\u00f3dico que n\u00e3o pode passar despercebido. Talvez, sim, esquecemos ou buscamos esquecer rapidamente. O registro ajuda.\u00a0 O DI oferece sentido a \u00a0grupo social. Mant\u00e9m viva a nossa chama de cidadania. \u00c9 ar que respiramos. Possibilita-nos oxigenar nossas vidas. Permite-nos deixar acesa a chama da democracia. \u00c9 o ver coletivo. A p\u00e1gina policial envergonha-nos. N\u00e3o \u00e9 o jornal, mas a viol\u00eancia que mata homem, mulher, crian\u00e7a e sepulta a esperan\u00e7a de melhores dias.<\/p>\n<p>Falar do Di\u00e1rio de Ilh\u00e9us e n\u00e3o registrar seus criadores e negar a criatura. Portanto, celebramos a mem\u00f3ria de Marcos Correia, que nos deixou neste ano e registramos com todo entusiasmo o esfor\u00e7o dos demais s\u00f3cio fundadores do Di\u00e1rio de Ilh\u00e9us, Damiana Gomes, Get\u00falio Pinto e Carlos Moura Makal\u00e9. Incorporou-se a equipe, pelo que se observa no expediente, Juliana de Moura, Ivo Coelho, Alberto Carlos, Gutemberg Pires Maciel, Ana Virginia Santiago, Maria Luiza Heine, Alberto Carlos, Heckel Janu\u00e1rio, Gustavo Kruschewsky e Ader Oliveira articulados, agora, com a editoria de Jonildo Gloria formando o conjunto de s\u00f3cio fundadores, colaboradores e funcion\u00e1rios.<\/p>\n<p>Poderia ser uma data qualquer, mas a imprensa escrita e, inclusive, a televisiva vivem dias desafiadores. Certamente, desafio que \u00e9 enfrentado diariamente pela equipe dos fundadores do Di\u00e1rio de Ilh\u00e9us e colaboradores. A comunica\u00e7\u00e3o tem mudado \u00e9 verdade. Pode at\u00e9 bater a saudade, mas s\u00e3o mudan\u00e7as que seguir\u00e3o o curso. Mas, manter vivo o Di\u00e1rio de Ilh\u00e9us \u00e9 contribuir para a afirma\u00e7\u00e3o da cidadania e da na\u00e7\u00e3o grapi\u00fana. \u00c9 insistir no campo da comunica\u00e7\u00e3o como meio necess\u00e1rio \u00e0 democracia. \u00c9 um dever coletivo. \u00c9 nosso!<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">\u00a0<em>Efson Lima\u00a0 &#8211; coordenador-geral da P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, Pesquisa e Extens\u00e3o da Faculdade 2 de Julho, coordena o Laborat\u00f3rio de Empreendedorismo, Criatividade e Inova\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de ser doutorando, mestre e bacharel em Direito pela UFBA. Advogado. Organizador de seis livros no Projeto Conviver\/UFBA e autor do livro \u201cTextos Particulares\u201d.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Efson Lima O Di\u00e1rio de Ilh\u00e9us alcan\u00e7a 20 anos de publica\u00e7\u00e3o constante, precisamente, neste 24 de julho de 2019, com 3.357 edi\u00e7\u00f5es.\u00a0 A funda\u00e7\u00e3o ocorreu em 1999 e surge ap\u00f3s a extin\u00e7\u00e3o do Di\u00e1rio da Tarde, que funcionava desde 1928 na Princesa do Sul.\u00a0\u00a0 O professor Arl\u00e9o Barbosa considera o \u201cDI\u00c1RIO DE ILH\u00c9US \u2013 Um [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[24992,23720],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92745"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=92745"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92745\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":92748,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92745\/revisions\/92748"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=92745"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=92745"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=92745"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}