{"id":91593,"date":"2019-06-29T09:06:48","date_gmt":"2019-06-29T12:06:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=91593"},"modified":"2019-06-25T11:09:36","modified_gmt":"2019-06-25T14:09:36","slug":"a-cultura-a-saude-e-o-turismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2019\/06\/29\/a-cultura-a-saude-e-o-turismo\/","title":{"rendered":"A cultura, a sa\u00fade e o turismo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Eulina Lavigne<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignright  wp-image-73856\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/eulina-lavigne-230x300.jpg\" alt=\"eulina lavigne\" width=\"149\" height=\"195\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/eulina-lavigne-230x300.jpg 230w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/eulina-lavigne.jpg 616w\" sizes=\"(max-width: 149px) 100vw, 149px\" \/>A semana passada li o artigo em que a querida comunic\u00f3loga, conselheira municipal de Cultura de Ilh\u00e9us e gerente de comunica\u00e7\u00e3o do Instituto Nossa Ilh\u00e9us, Tacila Mendes, perguntava Quanto custa economizar na cultura?<\/p>\n<p>Toda esta reflex\u00e3o surgiu em fun\u00e7\u00e3o da \u00faltima reforma administrativa do governo municipal que para reduzir custos integrou a Secretaria de Cultura com a de Turismo, rebaixando a gest\u00e3o da cultura a uma Superintend\u00eancia.<\/p>\n<p>E fiquei a pensar qual resposta poderia dar a esta pergunta. Sendo terapeuta cl\u00ednica e tamb\u00e9m agricultora comecei a pensar a partir de mim e me veio aquelas tr\u00eas perguntinhas b\u00e1sicas: o que \u00e9 que eu sou? Onde estou? E para onde vou?<\/p>\n<p>A partir do reconhecimento de mim eu posso ver o outro e este reconhecimento passa por toda a minha hist\u00f3ria. O local onde nasci, os seus costumes, a sua comida, \u00a0o que incorporei deste lugar, e o quanto estas mem\u00f3rias corporais contribuem na forma como eu me expresso e me relaciono com as pessoas. Toda esta energia vivenciada vai me dizer quem eu sou e de onde sou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 a cultura local que vai, a todo momento, evidenciar a minha hist\u00f3ria, lembrando para mim o quanto ela interfere no meu modo de ser. Me conta a hist\u00f3ria dos meus ancestrais e o que preciso fazer para manter esta cultura, alter\u00e1-la e aperfei\u00e7o\u00e1-la. \u00c9 a cultura que vai me dar o norte.<\/p>\n<p>Para onde eu vou e onde quer que eu v\u00e1 vou lev\u00e1-la comigo. Vou contar a minha hist\u00f3ria para quem chega, a hist\u00f3ria do meu lugar e assim me sentir pertencente a ele.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Se eu perco as minhas refer\u00eancias, se n\u00e3o sei a minha hist\u00f3ria, n\u00e3o me sentirei pertencente. Pertencente a mim. Uma das ordens do amor, que o criador da Constela\u00e7\u00e3o Familiar, Bert Hellinger, nos ensina \u00e9 o Pertencimento.\u00a0 Necessidade de pertencimento.<\/p>\n<p>Pertencer n\u00e3o diz respeito apenas a fam\u00edlia. Diz respeito, tamb\u00e9m, ao lugar de origem, onde nascemos e onde vivemos. \u00a0Preciso alimentar este senso de pertencimento para que eu honre, conhe\u00e7a cada vez mais, cuide e dissemine este lugar. Esta alimenta\u00e7\u00e3o deve vir por meio dos gestores p\u00fablicos, \u00a0das escolas, faculdades e universidades locais que devem associar o aprendizado \u00e0s nossas voca\u00e7\u00f5es. \u00a0Precisam trabalhar em prol desta cultura, para que cada Ser sinta-se honrado em pertencer ao lugar onde vive.<\/p>\n<p>E voc\u00ea deve estar me perguntando. Sim, e o que isto tem a ver com a sa\u00fade? E com o turismo?<\/p>\n<p>Tudo. Se n\u00e3o nos vinculamos ao lugar em que vivemos adoecemos aos poucos pois \u00a0nos distanciamos de n\u00f3s. Reclamamos, entramos na queixa, deixamos de nos responsabilizar e as coisas acontecem e os nossos representantes fazem com a nossa cidade o que desejamos e o que n\u00e3o desejamos, a exemplo de reduzirem os investimentos com a cultura e ningu\u00e9m se pronunciar. As praias da cidade se tornam um verdadeiro dep\u00f3sito de lixo, as ruas esburacadas, os hospitais sem atendimento digno, e por a\u00ed vai e lhe pergunto: quem ser\u00e1 que vai adoecer?<\/p>\n<p>Se voc\u00ea n\u00e3o se vincula voc\u00ea vai embora. E quem vem para esta cidade? O turista? Quem vai contar a nossa hist\u00f3ria? Jorge Amado?<\/p>\n<p>A cultura \u00e9 tudo isto. Eu n\u00e3o nasci em Ilh\u00e9us e tenho uma vincula\u00e7\u00e3o forte com a cidade por conta dos meus ancestrais. Meu av\u00f4 foi prefeito de Ilh\u00e9us, meu pai passou a sua inf\u00e2ncia aqui e eu uma parte da minha. Meu tatarav\u00f4, Fran\u00e7ois Gaston Lavigne, um dos membros da embaixada francesa trazido por D. Jo\u00e3o VI foi um dos pioneiros na cultura do cacau. Como sei disso? Hist\u00f3rias que ou\u00e7o e registros em livros que leio. Pura cultura.<\/p>\n<p>E quando se reduz investimentos na cultura o efeito \u00e9 domin\u00f3. Cidade sem eventos culturais, mem\u00f3rias esquecidas, pessoas ap\u00e1ticas, enfraquecimento do turismo, decad\u00eancia econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>E quanto custa mesmo economizar na cultura? Sinto que \u00e9 um custo alt\u00edssimo! De repercuss\u00e3o imensur\u00e1vel!<\/p>\n<p>E espero que quem esteja a frente desta Superintend\u00eancia, que deve ser Super, \u00a0tenha compet\u00eancia suficiente para assobiar e chupar cana. Pois o que sei \u00e9 que a Cultura merece um lugar especial na gest\u00e3o do nosso munic\u00edpio. Merece Pol\u00edticas P\u00fablicas bem tra\u00e7adas e executadas!<\/p>\n<p>E voc\u00ea? J\u00e1 fez as contas do quanto custa?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eulina Lavigne &nbsp; A semana passada li o artigo em que a querida comunic\u00f3loga, conselheira municipal de Cultura de Ilh\u00e9us e gerente de comunica\u00e7\u00e3o do Instituto Nossa Ilh\u00e9us, Tacila Mendes, perguntava Quanto custa economizar na cultura? 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