{"id":90680,"date":"2019-06-01T10:40:52","date_gmt":"2019-06-01T13:40:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=90680"},"modified":"2019-06-01T11:16:26","modified_gmt":"2019-06-01T14:16:26","slug":"maternaidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2019\/06\/01\/maternaidade\/","title":{"rendered":"MATERNaIDADE"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Eulina Lavigne<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignright  wp-image-73321\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/eulina-lavigne1-230x300.jpg\" alt=\"eulina lavigne\" width=\"149\" height=\"195\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/eulina-lavigne1-230x300.jpg 230w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/eulina-lavigne1.jpg 616w\" sizes=\"(max-width: 149px) 100vw, 149px\" \/>Me tornei m\u00e3e aos 28 anos e tive mais tr\u00eas gesta\u00e7\u00f5es, sendo a \u00faltima quase aos quarenta anos. \u00a0E, para mim, n\u00e3o h\u00e1 \u00e9poca melhor na vida da mulher do que cuidar de uma crian\u00e7a, seja ela gestada da barriga ou do cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Me via completamente envolvida. Eram dias de muita ternura onde aprendi a cuidar , a lidar com a fragilidade no tocar, no falar, a escutar, a dar limites, a dar colo, enfim uma d\u00e1diva.<\/p>\n<p>A liga\u00e7\u00e3o materna por meio da amamenta\u00e7\u00e3o, do o olho no olho, para mim era algo de que eu n\u00e3o abria m\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 na maternidade que compreendemos a nossa m\u00e3e e percebemos quantas cobran\u00e7as fazemos a ela, pelas aus\u00eancias, por n\u00e3o fazer do jeito que gostar\u00edamos, por dar limites, por dizer n\u00e3o na hora necess\u00e1ria. \u00c9 quando percebemos o quanto desej\u00e1vamos t\u00ea-la por perto e a realidade da vida a impedia de assim proceder.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft  wp-image-90683\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/mater-300x209.jpg\" alt=\"mater\" width=\"254\" height=\"177\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/mater-300x209.jpg 300w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/mater.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 254px) 100vw, 254px\" \/>\u00c9 na maternidade que intensificamos as nossas culpas e nos cobramos demais. E \u00e9 na maturidade que compreendemos que fizemos e fazemos o que podemos pelos nossos filhos e que somos a m\u00e3e necess\u00e1ria para eles.<\/p>\n<p>\u00c9 na maternidade que aprendemos a negociar. Comigo pelo menos foi assim. Lembro de um fato muito interessante que aconteceu comigo e a minha filha mais velha. Eu estava chupando manga a noite. E ela, com os seus 4 anos de idade, veio me pedir para chupar manga. E eu com as minhas cren\u00e7as limitantes e com um excesso de cuidado, disse que n\u00e3o daria pois a manga era muito indigesta.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Curiosa que \u00e9, me perguntou o que era indigesta, e expliquei que um alimento \u00e9 indigesto \u00a0quando a nossa barriguinha n\u00e3o d\u00e1 conta de dissolver o que comemos. \u00a0Ela me mediu dos p\u00e9s \u00e0 cabe\u00e7a e perguntou se era indigesta s\u00f3 para ela. Confesso que quase engoli a manga inteira.<\/p>\n<p>Quase engasgada, disse que ela estava certa, e que daria apenas um peda\u00e7o pequenininho e menor do que a sua barriguinha. E tudo se resolveu. Ainda bem que eles s\u00e3o questionadores e nos ensinam a sair da nossa rigidez.e<\/p>\n<p>A maternidade nos faz leoa, apresentar o nosso lado mais primitivo se uma das nossas crias for atacada. Somos capazes de levantar um carro ou abrir a boca de um urso se for necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>A maternidade nos torna fortes e resilientes ao mesmo tempo que nos fragiliza, pois quando acontece algo com os nossos filhos, qualquer coisa que seja, j\u00e1 \u00e9 o suficiente para a nossa mobiliza\u00e7\u00e3o interna.<\/p>\n<p>A materna idade \u00e9 uma idade eterna que n\u00e3o finda nunca, pois, mesmo aquelas mulheres que n\u00e3o podem ter filhos e que adotam os seus sobrinhos ou tomam um filho de outrem como seu, cultivam este amor para sempre. Isto diz respeito ao nosso feminino, aos horm\u00f4nios e principalmente a ocitocina que \u00e9 o horm\u00f4nio do relacionamento. Uma m\u00e3e pode estar em sono profundo e quando o seu beb\u00ea chora ela acorda, pois \u00e9 na maternidade que este horm\u00f4nio est\u00e1 mais ativo do que nunca.<\/p>\n<p>A maternidade diz respeito ao cuidado, a responsabilidade de dar a vida a um ser que necessita de for\u00e7a para tom\u00e1-la e seguir.<\/p>\n<p>\u00c9 a maternidade que abre caminho para o exerc\u00edcio da paternidade e \u00e9 muito importante para os filhos que o pai seja reconhecido neles.<\/p>\n<p>Maternar \u00e9 o exerc\u00edcio da ternura que precisa ser oferecida a toda crian\u00e7a para que ela aprenda o seu significado e perpetue isto. N\u00f3s reproduzimos aquilo que aprendemos.<\/p>\n<p>E se a sua m\u00e3e deixou de lhe maternar, por algum motivo, que tal experimentar fazer isto com ela para que \u00a0sinta e perceba que, apesar de tudo, ela lhe ofertou um grande presente que foi a sua vida?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eulina Lavigne &nbsp; Me tornei m\u00e3e aos 28 anos e tive mais tr\u00eas gesta\u00e7\u00f5es, sendo a \u00faltima quase aos quarenta anos. \u00a0E, para mim, n\u00e3o h\u00e1 \u00e9poca melhor na vida da mulher do que cuidar de uma crian\u00e7a, seja ela gestada da barriga ou do cora\u00e7\u00e3o. Me via completamente envolvida. 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