{"id":90543,"date":"2022-03-05T09:30:17","date_gmt":"2022-03-05T12:30:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=90543"},"modified":"2022-03-04T19:36:45","modified_gmt":"2022-03-04T22:36:45","slug":"as-mulheres-nas-academias-de-letras-uma-presenca-iniciada-na-brasileira-da-bahia-e-de-ilheus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2022\/03\/05\/as-mulheres-nas-academias-de-letras-uma-presenca-iniciada-na-brasileira-da-bahia-e-de-ilheus\/","title":{"rendered":"As mulheres nas Academias de Letras: uma presen\u00e7a iniciada na Brasileira, da Bahia e de Ilh\u00e9us"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Efson Lima<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignright  wp-image-87051\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/efson-300x227.jpg\" alt=\"efson\" width=\"244\" height=\"185\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/efson-300x227.jpg 300w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/efson.jpg 450w\" sizes=\"(max-width: 244px) 100vw, 244px\" \/>Poucos sabem, mas a Academia Brasileira de Letras teve a participa\u00e7\u00e3o de uma mulher na sua concep\u00e7\u00e3o, contribuindo para o nascimento do sodal\u00edcio. Trata-se de J\u00falia Lopes de Almeida (1862-1934), ela foi indicada por L\u00facio de Mendon\u00e7a, um dos idealizadores da Academia Brasileira de Letras, para compor o quadro de fundadores. Entretanto, a sugest\u00e3o n\u00e3o se confirmou. Era mulher e como mulher, entendia-se que n\u00e3o podia fazer parte do clube liter\u00e1rio, ent\u00e3o, decidiu-se pela participa\u00e7\u00e3o do esposo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A invisibilidade feminina parecia ser regra. Mas, em 06 de agosto de 1977, pela primeira vez, uma mulher foi eleita para pertencer ao quadro da Academia Brasileira de Letras, Rachel de Queiroz, projetando-a ainda mais no cen\u00e1rio nacional e possibilitando seus textos alcan\u00e7arem um maior n\u00famero de leitores.\u00a0 Outras mulheres foram eleitas para o pante\u00e3o da imortalidade liter\u00e1ria brasileira: Dinah de Silveira de Queiroz; N\u00e9lida Pi\u00f1on, que se tornou a primeira mulher a presidir a ABL, coincidentemente, no per\u00edodo do centen\u00e1rio; Lygia Fagundes Telles; Z\u00e9lia Gattai; Ana Maria Machado; <strong>Cleonice Berardinelli; e<\/strong> a \u00faltima a ser eleita para fazer parte do silogeu foi <strong>Rosiska Darcy de Oliveira em 2012. Portanto, at\u00e9 ent\u00e3o, tivemos somente oito mulheres na ABL.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-90544\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/jane-300x169.png\" alt=\"jane\" width=\"300\" height=\"169\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/jane-300x169.png 300w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/jane.png 500w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Na Bahia, a presen\u00e7a feminina foi registrada vinte um ano depois de fundada a Academia de Letras da Bahia, em 1938, com Edith Mendes da Gama Abreu. Muito tempo depois, marcando novo momento, a imortal Evelina Hoisel tomava posse, em 09 de abril de 2015, como primeira mulher presidente da Academia de Letras da Bahia, coincidentemente, como na Brasileira, na gest\u00e3o de Hoisel foi comemorado o centen\u00e1rio da Casa de Arlindo Fragoso. \u00a0Em 2015, a Academia registrava oito mulheres. A presid\u00eancia de Evelina chegou ao fim em mar\u00e7o de 2019, quando a presid\u00eancia do clube liter\u00e1rio foi passada ao imortal Joaci G\u00f3es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No interior da Bahia, precisamente, na Academia de Letras de Ilh\u00e9us, a presen\u00e7a feminina foi registrada pela primeira vez em 1984, naquele ano, Janete Badar\u00f3\u00a0 (foto) foi eleita para a cadeira n.\u00ba 6. \u201cElas est\u00e3o chegando\u201d, Francolino Neto, um dos membros ativos da vida da Academia, assim prenunciava. \u00a0Foi essa advogada que mudou o curso da hist\u00f3ria do sodal\u00edcio, tornando-se a primeira mulher a ingressar na ALI, demarcando novo momento no panorama liter\u00e1rio da na\u00e7\u00e3o grapi\u00fana. Em outro momento, tive a oportunidade de afirmar que Janete Badar\u00f3 foi a nossa Rachel de Queiroz nas terras grapi\u00fanas. Dois livros de sua autoria denotam a caminhada liter\u00e1ria da mulher que ousou a ingressar em um espa\u00e7o ocupado por homens. \u00a0\u00a0\u00c9 importante registrar a ativa atua\u00e7\u00e3o dela na funda\u00e7\u00e3o da \u201cIlh\u00e9us Revista\u201d e os trabalhos desenvolvidos nesse peri\u00f3dico, consolidando assim a atua\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria da primeira imortal mulher na ALI.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-90545\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/academia-de-letras-de-ilheus.png\" alt=\"academia de letras de ilheus\" width=\"265\" height=\"190\" \/>A acad\u00eamica Maria Schaun, de forma esquematizada, tem registrada a seguinte ordem e datas dos respectivos\u00a0 ingressos das mulheres na Academia de Letras de Ilh\u00e9us na condi\u00e7\u00e3o de efetiva do sodal\u00edcio: Janete Mendon\u00e7a Badar\u00f3 &#8211; 14.03.1984; Neuza Maria Kerner &#8211; 28.12.1989; Maria Luiza Figueiredo Heine &#8211; 21.12.2000; Maria Luiza Nora &#8211; 29.06.2001; Z\u00e9lia Gattai Amado &#8211; 14.03.2002;\u00a0 Maria Schaun &#8211; 05.04.2002;\u00a0 Eliane Oliveira Sab\u00f3ia Ribeiro &#8211; 30.11.2006;\u00a0 Neide Silveira de souza &#8211; 30.04.2010; Neuza de Oliveira Nascimento &#8211; 05.11.2012; Anarleide Cruz Menezes &#8211; 26.05.2017; \u00a0Jane Hilda Mendon\u00e7a Badar\u00f3 &#8211; 22.09.2017;\u00a0 e Luh Oliveira &#8211; 30.11.2018.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, hoje, a imortal feminina com mais tempo de casa na ALI, \u00e9 a professora e escritora Neuzamaria Kerner. Ela \u00e9 autora de diversos livros, entre eles: \u201cFragmentos de Cristal\u201d, \u201cEu Bebi a Lua\u201d, \u201cA Presen\u00e7a do Mar em Grapi\u00fana\u201d. \u00a0Em \u201cPe\u00a0\u00a0\u00a0 quena Sabatina ao Artista\u201d constante nas \u201cLevas\u201d da Revista Diversos Afins, cujo peri\u00f3dico \u00e9 liderada pelo jovem editor Fabr\u00edcio Brand\u00e3o,\u00a0 a entrevistada Neuzamaria Kerner nos oferece um tra\u00e7ado da sua produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria.\u00a0 Por sinal, percebe-se que \u00e9 pujante. \u00c9 uma entrevista peculiar, pois, a imortal discute o papel da mulher na sociedade. Em seu livro \u201c<em>O Livro-arb\u00edtrio das Evas \u2013 dentro e fora do Jardim\u201d\u00a0<\/em><em>(<\/em>Editus \u2013 2014) \u00e9 oportunidade para repensar o lugar dos sujeitos.<\/p>\n<h2><\/h2>\n<p>Em \u201cAcademia de Letras de Ilh\u00e9us\u00a0<strong> &#8211; <\/strong><br \/>\nA chegada das Mulheres\u201d, Maria Luiza Heine registra a participa\u00e7\u00e3o feminina nos quadros liter\u00e1rios das academias. A senhora Heine pertence ao quadro da Academia de Letras de Ilh\u00e9us, ocupando a cadeira n.\u00ba 20, foi morar em Ilh\u00e9us nos anos 70. Graduou em Filosofia pela Fespi, atual UESC, posteriormente, cursou Especializa\u00e7\u00e3o em Hist\u00f3ria Regional e Mestrado em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente. \u00c9 doutora em Educa\u00e7\u00e3o pela UNEB. Tem uma vasta obra de pesquisa sobre a hist\u00f3ria regional, meio ambiente e tem atuado fortemente com pesquisa e extens\u00e3o universit\u00e1ria. Foi professora da Faculdade de Ilh\u00e9us, do IME e presidiu a Funda\u00e7\u00e3o Cultural de Ilh\u00e9us.<\/p>\n<h2><\/h2>\n<p>Na ordem de mulheres empossadas na Academia de Letras de Ilh\u00e9us, Maria Luiza Nora, Ba\u00edsa, como \u00e9 carinhosamente chamada, foi \u00e0 \u00a0quarta. Durante bom tempo na Editus, colaborou permanentemente para a difus\u00e3o intelectual regional, especialmente, desde 2006 quando foi criada a editora universit\u00e1ria da UESC. As in\u00fameras obras publicadas de escritores da regi\u00e3o asseveram o comprometimento dessa intelectual com a cultura. \u00c9 a autora de a \u201c\u00c9tica da Paix\u00e3o\u201d (2010), Margarida Fahel, na apresenta\u00e7\u00e3o do livro, indica que a poesia da escriba revela o poder essencial da forma e da palavra e avan\u00e7a considerando que a escritora \u201cconsegue momentos de pura express\u00e3o, em que a palavra se faz forma e gesto inscritos no ar.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A imortal Maria Schaun faz parte desse celeiro regional das letras. Comunic\u00f3loga de forma\u00e7\u00e3o pela UFBA, tem um trabalho voltado para a preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria regional, como anteriormente registrado, ela teve o trabalho de sistematizar a data de posse das imortais. Tem pelo menos dois livros escritos, um batizado de \u201cElo perdido\u201d, que possibilita verificar as origens das fam\u00edlias em Ilh\u00e9us, consequentemente, no sul da Bahia e \u201cNelson Schaun \u2013 merece um livro\u201d, que apresenta para n\u00f3s parte da forma\u00e7\u00e3o da intelectualidade sul baiana. Livros que merecem estar em nossas refer\u00eancias toda vez que tratarmos da regi\u00e3o do cacau. A confreira tem um papel de relevo na organiza\u00e7\u00e3o, envolvendo-se positivamente nas atividades da Academia e contribuindo com o sucesso das atividades.<\/p>\n<p>A ALI contata tamb\u00e9m com a presen\u00e7a da professora Eliane Sab\u00f3ia, que estudou sobre a literatura do cacau entre 1950\/75; foi professora da Universidade Federal Fluminense desempenhando um significativo papel nos estudos da literatura lecionando no Instituto de Arte e Comunica\u00e7\u00e3o Social. Ela integra o Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico de Ilh\u00e9us.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os imortais elegeram Neide Silveira para fazer parte do seleto clube regional, pois, perceberam na professora a oportunidade de reconhecer a preocupa\u00e7\u00e3o da mesma com a educa\u00e7\u00e3o sulbaiana, assim como os esfor\u00e7os da educadora na implementa\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o patrimonial. A imortal Eliane Sab\u00f3ia, quando da elabora\u00e7\u00e3o do parecer para recomendar a elei\u00e7\u00e3o da indicada, registrou como um curr\u00edculo vitorioso com uma vasta forma\u00e7\u00e3o, indicando-a como uma \u201cPersonalidade que ocupa na Hist\u00f3ria da Educa\u00e7\u00e3o, Arte e Cultura de Ilh\u00e9us, um papel relevante.\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A ju\u00edza Neusa Nascimento tomou posse na Academia em 05 de novembro de 2012. De tradi\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, colaborou ativamente para o funcionamento da Academia, quando dos encontros dos membros na casa do doutor Ariston Cardoso, ela era que providenciava os ch\u00e1s. O professor Josevandro Nascimento foi quem fez a sauda\u00e7\u00e3o a nova imortal, naquela oportunidade, ressaltou a trajet\u00f3ria da carreira jur\u00eddica ao ela servir ao direito e \u00e0 justi\u00e7a em Ilh\u00e9us por quase 20 anos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A acad\u00eamica Anarleide Menezes tomou posse em 26 de maio de 2017, h\u00e1 dois anos, vem da tradi\u00e7\u00e3o da preserva\u00e7\u00e3o patrimonial. Foi saudada pelo acad\u00eamico Geraldo Lavigne. Ela tem conduzido com maestria a preserva\u00e7\u00e3o do Museu do Instituto Nossa Senhora da Piedade e n\u00e3o s\u00f3 isto, a sua atua\u00e7\u00e3o nesta \u00e1rea tem disseminado uma nova perspectiva na regi\u00e3o com semin\u00e1rios, palestras.<\/p>\n<p>A advogada Jane Hilda assumiu a cadeira n.\u00ba 6. \u00c9 artista pl\u00e1stica de m\u00e3o cheia de tinta e pincel equilibrados, professora universit\u00e1ria, jornalista, escritora. Exerc\u00edcios que a qualificaram para fazer parte da ALI e, certamente, colaborar\u00e1 para o empoderamento feminino e enriquecimento do ambiente acad\u00eamico liter\u00e1rio. \u00c9 atualmente a Secret\u00e1ria &#8211; geral da institui\u00e7\u00e3o, respons\u00e1vel por registrar a vida da organiza\u00e7\u00e3o. Fun\u00e7\u00e3o que permite outras pessoas no futuro conhecerem melhor o funcionamento da Academia e que outras an\u00e1lises possam ser feitas.<\/p>\n<p>A mais nova imortal a tomar posse na Academia, L\u00fa Oliveira, chegou ao fim de 2018. Lendo seu livro \u201cLhuminosidades\u201d, ali\u00e1s, ela vai escrevendo tudo com\u201d h\u201d, brincando e nos convencendo do po\u00e9tico como instrumento do viver bem, do se atentar para os fatos da vida. A escritora vai construindo uma vasta carreira liter\u00e1ria. Ela tamb\u00e9m foi a \u00faltima a ser empossada entre todos os membros efetivos.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, neste momento, a Academia de Letras de Ilh\u00e9us possui atualmente dez mulheres como acad\u00eamicas efetivas, totalizando 25% das cadeiras, do geral de quarenta vagas.\u00a0 Sendo que este n\u00famero ganhou uma maior dimens\u00e3o ap\u00f3s os anos 2000, quando efetivamente, elas ingressaram nos espa\u00e7os. No total, doze mulheres fazem parte da hist\u00f3ria desse ambiente acad\u00eamico ao levar em considera\u00e7\u00e3o as passagens de Janete Badar\u00f3 e de Z\u00e9lia Gattai j\u00e1 falecidas. \u00c9 \u00f3bvio que a demora esteve muito mais associada a outros aspectos que compet\u00eancia feminina, pois, elas sempre brilharam no sul da Bahia na produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria, cient\u00edfica, nas \u00e1reas do ensino, do direito e da sa\u00fade entre outros campos. Elas brilham no Brasil e em qualquer parte do mundo. Afinal, o lugar da mulher \u00e9 onde ela quiser. Assim seja! Que as imortais sulbaianas continuem a nos oferecer poesias, cr\u00f4nicas, romances, contos&#8230;<\/p>\n<p>A presen\u00e7a feminina nesses espa\u00e7os significa a afirma\u00e7\u00e3o da diversidade intelectual sob a \u00f3tica da inclus\u00e3o, do respeito e acolhimento ao pensamento feminino nas diferentes \u00e1reas, seja no fazer liter\u00e1rio, seja no fazer cient\u00edfico, seja no gerenciamento educacional&#8230; As mulheres t\u00eam buscado ocupar os diversos lugares e continuar\u00e3o a ocupar, basta que as n\u00e3o atrapalhemos. Certamente, esperamos que as mulheres continuem a frequentar n\u00e3o s\u00f3 esses espa\u00e7os, mas tamb\u00e9m os diversos outros. \u00a0Contei aqui parte de suas hist\u00f3rias, mas estou c\u00f4nscio de que elas mesmas n\u00e3o precisam de ningu\u00e9m para contar, pois, bravamente resistem e nos ensinam outro caminhar como poss\u00edvel. De fato, Francolino Neto, elas chegaram com brilho, compet\u00eancia e glamour. Bom que o senhor j\u00e1 nos advertia e alertava para os novos tempos. Certamente, a sabedoria e a toler\u00e2ncia s\u00e3o caminhos para nos afastar dos tempos sombrios de ontem e de hoje.<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<\/p>\n<p><strong>Efson Lima<\/strong>\u00a0 &#8211;\u00a0\u00a0\u00a0Doutor e mestre em Direito\/UFBA.Professor universit\u00e1rio e advogado. Membro da Academia Grapi\u00fana de Letras e membro -eleito para Academia de Letras de Ilh\u00e9us.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Efson Lima &nbsp; Poucos sabem, mas a Academia Brasileira de Letras teve a participa\u00e7\u00e3o de uma mulher na sua concep\u00e7\u00e3o, contribuindo para o nascimento do sodal\u00edcio. Trata-se de J\u00falia Lopes de Almeida (1862-1934), ela foi indicada por L\u00facio de Mendon\u00e7a, um dos idealizadores da Academia Brasileira de Letras, para compor o quadro de fundadores. 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