{"id":90462,"date":"2019-05-26T13:19:44","date_gmt":"2019-05-26T16:19:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=90462"},"modified":"2019-05-26T10:26:57","modified_gmt":"2019-05-26T13:26:57","slug":"casas-abrigo-recebem-mulheres-em-situacao-de-violencia-domestica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2019\/05\/26\/casas-abrigo-recebem-mulheres-em-situacao-de-violencia-domestica\/","title":{"rendered":"Casas Abrigo recebem mulheres em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia dom\u00e9stica"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-90463\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/casas-abrigo-300x200.jpeg\" alt=\"casas abrigo\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/casas-abrigo-300x200.jpeg 300w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/casas-abrigo.jpeg 514w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Receber prote\u00e7\u00e3o pode ser a diferen\u00e7a entre a vida e a morte de uma mulher. As Casas Abrigo administradas pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Justi\u00e7a, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), representam a possibilidade de deixar para tr\u00e1s uma rotina de viol\u00eancia dom\u00e9stica. Atualmente, as tr\u00eas unidades disp\u00f5em de 60 vagas, sendo 20 em cada uma. Elas ficam em tr\u00eas munic\u00edpios diferentes da Bahia e est\u00e3o \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o de mulheres dos 417 munic\u00edpios baianos.<\/p>\n<p>Durante o acolhimento, a mulher recebe suporte para que n\u00e3o volte para a situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia em que se encontrava, como explica o secret\u00e1rio da SJDHDS, Carlos Martins. \u201cN\u00f3s temos todo um trabalho de prote\u00e7\u00e3o, com equipe de psic\u00f3logos e assessores, que discutem a possibilidade de coloc\u00e1-la em pol\u00edticas de educa\u00e7\u00e3o, profissionaliza\u00e7\u00e3o ou empreendedorismo, a depender do caso. Isso para que elas possam sair do abrigo com uma perspectiva de autonomia\u201d.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>As Casas Abrigo fazem parte do projeto &#8216;Oferta Regionalizada do Servi\u00e7o Institucional de Acolhimento para Mulheres em Situa\u00e7\u00e3o de Viol\u00eancia&#8217;. \u201cAntes, a gente tinha apenas uma Casa Abrigo e, em 2018, n\u00f3s resolvemos regionalizar e ampliar, com a meta de chegar a cinco at\u00e9 2020. Assim, n\u00f3s saltamos de 20 para 100 vagas dispon\u00edveis. J\u00e1 estamos discutindo com os pr\u00f3ximos dois munic\u00edpios que v\u00e3o receber as duas unidades\u201d, acrescenta Martins.<\/p>\n<p>Coordenadora de uma das Casas Abrigo, Geisika Dantas destaca que \u201cmuitas mulheres ficam sujeitas \u00e0 viol\u00eancia dom\u00e9stica pela depend\u00eancia econ\u00f4mica. Ent\u00e3o, quando a mulher chega \u00e0 Casa Abrigo, ela passa por oficinas profissionalizantes. Al\u00e9m das oficinas e cursos que oferecemos, a gente tamb\u00e9m estimula para que, ao se desabrigar, ela fa\u00e7a o Enem, ingresse na Educa\u00e7\u00e3o para Jovens e Adultos [EJA] ou procure uma atividade produtiva remunerada&#8221;.<\/p>\n<p>Abrigada h\u00e1 dois meses em uma unidade, uma das mulheres conta a hist\u00f3ria que viveu e diz que o per\u00edodo de acolhimento ampliou seus horizontes. \u201cEu passei, durante oito meses, por viol\u00eancia f\u00edsica, sexual e psicol\u00f3gica. Fiz a den\u00fancia, fui encaminhada e, aqui na Casa Abrigo, eu tenho refletido bastante sobre o que eu quero na minha vida. Foi aqui que eu conheci a Educa\u00e7\u00e3o para Jovens e Adultos e vou fazer a prova quando sair daqui. Na Casa Abrigo, eu aprendi muitas coisas. Participo de oficinas em \u00e1reas que podem ser at\u00e9 minha sobreviv\u00eancia, sem depender de ningu\u00e9m\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Import\u00e2ncia da den\u00fancia<\/p>\n<p>Psic\u00f3loga da Central Estadual de Atendimento, C\u00edntia Palma orienta que qualquer mulher que sofra viol\u00eancia dom\u00e9stica, seja f\u00edsica, psicol\u00f3gica ou patrimonial, procure uma delegacia especializada da mulher ou uma delegacia comum e fa\u00e7a a den\u00fancia. \u201cO caso ser\u00e1 encaminhado para os \u00f3rg\u00e3os competentes de acompanhamento na Assist\u00eancia Social do munic\u00edpio, que vai entrar em contato com a Central de Acolhimento Estadual. O caso ser\u00e1 analisado e a mulher ser\u00e1 abrigada em uma das unidades. Mas \u00e9 preciso que a mulher denuncie\u201d.<\/p>\n<p>Segundo C\u00edntia, a mulher pode sair da Casa Abrigo no momento em que decidir. \u201cMas enquanto estiver ali, ela n\u00e3o pode ter contato com o exterior. \u00c0 medida em que presta a den\u00fancia, o homem \u00e9 indiciado e \u00e9 iniciada uma Medida Protetiva de Urg\u00eancia [MPU], que vai servir para que o agressor responda um processo criminal e vai garantir que ele n\u00e3o se aproxime mais dela\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Receber prote\u00e7\u00e3o pode ser a diferen\u00e7a entre a vida e a morte de uma mulher. As Casas Abrigo administradas pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Justi\u00e7a, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), representam a possibilidade de deixar para tr\u00e1s uma rotina de viol\u00eancia dom\u00e9stica. 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