{"id":90192,"date":"2019-05-20T16:58:19","date_gmt":"2019-05-20T19:58:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=90192"},"modified":"2019-05-20T16:58:19","modified_gmt":"2019-05-20T19:58:19","slug":"mais-de-20-artistas-baianos-selecionados-para-exposicao-que-estimula-reflexao-sobre-o-nordeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2019\/05\/20\/mais-de-20-artistas-baianos-selecionados-para-exposicao-que-estimula-reflexao-sobre-o-nordeste\/","title":{"rendered":"Mais de 20 artistas baianos selecionados para exposi\u00e7\u00e3o que estimula reflex\u00e3o sobre o Nordeste"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-90195\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/nord-1.jpg\" alt=\"nord 1\" width=\"250\" height=\"167\" \/><\/p>\n<p>\u201cA Nordeste de que?\u201d, a provoca\u00e7\u00e3o do artista cearense Yuri Firmeza foi o que motivou a exposi\u00e7\u00e3o \u00c0 Nordeste, que o Sesc 24 de Maio, em S\u00e3o Paulo, recebe entre 15 de maio e 25 de agosto. Com curadoria de Bitu Cassund\u00e9, Clarissa Diniz e Marcelo Campos, \u00c0 Nordeste re\u00fane um conjunto de 343 trabalhos, de diversas linguagens e suportes, do barro aos memes, cria\u00e7\u00f5es singulares de 160 artistas, quase todos nordestinos, mas n\u00e3o exclusivamente. Artistas de contextos e linguagens diversas, mas com um ponto em comum: uma produ\u00e7\u00e3o pulsante, que problematiza os imagin\u00e1rios que se tem acerca do Nordeste. A crase em \u00c0 Nordeste surge como elemento desafiador do estere\u00f3tipo regionalista, pois evita o artigo definido \u2014 e, com ele, uma identidade un\u00edvoca \u2014 de \u201co Nordeste\u201d.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-90193\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/nord-2.jpg\" alt=\"nord 2\" width=\"321\" height=\"221\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/nord-2.jpg 1364w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/nord-2-300x207.jpg 300w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/nord-2-1024x706.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 321px) 100vw, 321px\" \/><\/p>\n<p>\u201cCom esse conjunto riqu\u00edssimo, diverso e heterog\u00eaneo de obras e artistas, n\u00e3o temos qualquer pretens\u00e3o em apresentar ao p\u00fablico o que \u00e9 o Nordeste hoje, mas, sim, o que \u00e9 estar \u00e0 Nordeste. Sob essa perspectiva, lan\u00e7amos luz sobre jogos pol\u00edticos e est\u00e9ticos, marcados por contraposi\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00f5es \u00e0s hegemonias, centralidades e, inclusive, outras periferias\u201d, afirma Clarissa Diniz. Os curadores revisitaram as nove capitais nordestinas e v\u00e1rias cidades do interior. \u201cIniciamos essas viagens e visitas a campo no segundo semestre do \u00faltimo ano, em pleno processo eleitoral. Neste per\u00edodo, o Nordeste vivenciou um momento um tanto quanto singular, revigorante, de contraposi\u00e7\u00e3o a uma ideia de Brasil que acabou prevalecendo naquele contexto\u201d, pontua Diniz. \u201cPudemos ver um Brasil em transforma\u00e7\u00e3o, a partir de um Nordeste de muitas lutas, mobiliza\u00e7\u00f5es e reivindica\u00e7\u00f5es em torno de suas quest\u00f5es\u201d, completa Bitu Cassund\u00e9.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Entre os artistas, mais de 20 baianos<br \/>\nPara se ter uma ideia da diversidade de artistas que integram a exposi\u00e7\u00e3o, nomes como Abraham Palatinik, Almandrade, Ant\u00f4nio Bandeira, Ayrson Her\u00e1clito, B\u00e1rbara Wagner e Benjamin de Burca, Bispo do Ros\u00e1rio, Cristiano Lenhardt, Gilberto Freyre, Glauber Rocha, Jean-Pierre Chabloz, Jonathas de Andrade, Juliana Notari, Leonilson, Marepe, Mestre Vitalino, Romero Britto, o coletivo Saquinho de Lixo, P\u00eadra Costa, Tadeu dos Bonecos, V\u00e9io, Zahy Guajajara e muitos outros. \u201cTemos justapostos artistas renomados e criadores culturais que sequer est\u00e3o inseridos no circuito que hoje entende-se como o circuito da arte contempor\u00e2nea. N\u00e3o hierarquizamos aqui as diversas formas de produ\u00e7\u00e3o de cultura, como outrora se fez entre \u2018cultura erudita\u2019 e \u2018cultura de massa\u2019. Esse conjunto cumpre um desejo que \u00e9 dizer o que \u00e9 a regi\u00e3o hoje e quais s\u00e3o as quest\u00f5es ali em voga\u201d, afirma Marcelo Campos.<\/p>\n<p>Mais de 20 baianos participam de \u00c0 Nordeste. Al\u00e9m de Almandrade, Ayrson Her\u00e1clito &amp; Iure Passos e Glauber Rocha, nomes t\u00e3o diversos quanto Doid\u00e3o Bahia, Emanoel Ara\u00fajo, Fernando Rodrigues, Goya Lopez, Ieda Oliveira, Jayme Fygura, Juraci D\u00f3rea, Louco Filho, Mario Cravo Jr, Mestre Didi, Mestre Guarany, Pedro Marighella, Tiago Santana, Tom Z\u00e9 e Virg\u00ednia de Medeiros, entre muitos outros. Veja lista completa:<\/p>\n<p>Adenor Gondim<br \/>\nAlmandrade<br \/>\nAyrson Her\u00e1clito &amp; Iure Passos<br \/>\nCaetano Dias<br \/>\nDoid\u00e3o Bahia<br \/>\nEmanoel Ara\u00fajo<br \/>\nFernando Rodrigues<br \/>\nGlauber Rocha<br \/>\nGoya Lopez<br \/>\nIeda Oliveira<br \/>\nJ. Cunha<br \/>\nJayme Fygura<br \/>\nJuraci D\u00f3rea<br \/>\nLet\u00edcia Parente<br \/>\nLouco Filho<br \/>\nMario Cravo Jr<br \/>\nMestre Didi<br \/>\nMestre Guarany<br \/>\nMichelle Musa Mattiuzzi<br \/>\nPedro Marighella<br \/>\nPierre Verger<br \/>\nTiago Satanna<br \/>\nTom Z\u00e9<br \/>\nVirg\u00ednia de Medeiros<br \/>\nWG (Mucambo Nuspano)<\/p>\n<p>Para facilitar a navega\u00e7\u00e3o do p\u00fablico em meio \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o, que pelo volume de artistas e obras assemelha-se a uma Bienal, os trabalhos foram divididos em oito n\u00facleos distintos, que se ramificam e contaminam uns aos outros: Futuro, Insurg\u00eancia, (De)colonialidade, Trabalho, Natureza, Cidade, Desejo e Linguagem. Neles, obras j\u00e1 existentes se articulam a 12 cria\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas, especialmente comissionadas pelo Sesc 24 de Maio para esta exposi\u00e7\u00e3o, dos seguintes artistas: Daniel Santiago (PE), Arhur Doomer (PI), G\u00ea Vianna e M\u00e1rcia Ribeiro (MA), Ton Bezerra (MA), Isabela Stampanoni (PE), P\u00eadra Costa (RN), Jota Momba\u00e7a (RN), Ayrson Her\u00e1clito, Iuri Passos e Kabo Duka (BA), SaraElton Panamby e Nara Albuquerque (MA), Marie Carangi (PE) e Alcione Alves (PE), Luis Matheus Brito (SE) e Marcelo Evelin &amp; Matheo di Blasio (PI \/ It\u00e1lia).<\/p>\n<p>Sob estas oito chaves de leitura diversas, a exposi\u00e7\u00e3o \u00c0 Nordeste prop\u00f5e um mergulho em quest\u00f5es e perspectivas n\u00e3o-hegem\u00f4nicas em torno do imagin\u00e1rio que se tem dessa regi\u00e3o. O Nordeste emerge ent\u00e3o n\u00e3o como um lugar, mas como uma posi\u00e7\u00e3o, uma situa\u00e7\u00e3o em meio a um pensamento pautado por centralidades impositivas, colonialistas, extrativistas, que posicionam o centro-sul do Pa\u00eds como caixa de resson\u00e2ncia e inst\u00e2ncia normativa para comportamentos est\u00e9tico-formais.<\/p>\n<p>Algumas obras ser\u00e3o expostas em sala especial, com visita\u00e7\u00e3o apenas para maiores de 18 anos. A exposi\u00e7\u00e3o contar\u00e1, tamb\u00e9m, com uma s\u00e9rie de recursos acess\u00edveis, como videolibras, audiodescri\u00e7\u00e3o, maquetes e reprodu\u00e7\u00f5es t\u00e1teis de alguns trabalhos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cA Nordeste de que?\u201d, a provoca\u00e7\u00e3o do artista cearense Yuri Firmeza foi o que motivou a exposi\u00e7\u00e3o \u00c0 Nordeste, que o Sesc 24 de Maio, em S\u00e3o Paulo, recebe entre 15 de maio e 25 de agosto. 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