{"id":88631,"date":"2019-04-05T16:30:56","date_gmt":"2019-04-05T19:30:56","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=88631"},"modified":"2019-04-05T15:52:35","modified_gmt":"2019-04-05T18:52:35","slug":"banco-mundial-alerta-para-aumento-da-pobreza-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2019\/04\/05\/banco-mundial-alerta-para-aumento-da-pobreza-no-brasil\/","title":{"rendered":"Banco Mundial alerta para aumento da pobreza no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-medium wp-image-88632\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/pobreza-300x200.jpg\" alt=\"pobreza\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/pobreza-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/pobreza-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/pobreza.jpg 1140w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>(Agencia Brasil)-Relat\u00f3rio do Banco Mundial divulgado nesta quinta-feira (04) afirma que a pobreza aumentou no Brasil entre 2014 e 2017, atingindo 21% da popula\u00e7\u00e3o (43,5 milh\u00f5es de pessoas).<\/p>\n<p>O documento intitulado Efeitos dos ciclos econ\u00f4micos nos indicadores sociais da Am\u00e9rica Latina: quando os sonhos encontram a realidade demonstra que o aumento da pobreza no per\u00edodo foi de 3%, ou seja, um n\u00famero adicional de 7,3 milh\u00f5es de brasileiros passou a viver com at\u00e9 US$ 5,50 por dia.<\/p>\n<p>No ano de 2014, o total de brasileiros que viviam na pobreza era de 36,2 milh\u00f5es (17,9%). O quadro negativo teve in\u00edcio com a forte recess\u00e3o que o pa\u00eds atravessou a partir do segundo semestre daquele ano, que durou at\u00e9 o fim de 2016.<\/p>\n<p>O Banco Mundial avalia que o fraco crescimento da Am\u00e9rica Latina e Caribe, especialmente na Am\u00e9rica do Sul, afetou os indicadores sociais no Brasil, pa\u00eds que possui um ter\u00e7o da popula\u00e7\u00e3o de toda a regi\u00e3o.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Mesmo assim, o Banco Mundial manteve as previs\u00f5es de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, com altas de 2,2% em 2019 e 2,5% em 2020. As proje\u00e7\u00f5es s\u00e3o melhores do que as de outros pa\u00edses, como o M\u00e9xico (1,7%), mas ficam abaixo de na\u00e7\u00f5es como a Col\u00f4mbia (3,3%). Os pa\u00edses com previs\u00e3o de queda no PIB s\u00e3o a Argentina (- 1,3%) e a Venezuela (-25%).<\/p>\n<p>Para a regi\u00e3o da Am\u00e9rica Latina e Caribe, o crescimento deve ser menor do que o do Brasil. As estimativas iniciais eram de 1,7%, mas, no mais recente relat\u00f3rio, elas despencaram para 0,9%, puxadas pelo p\u00e9ssimo desempenho da Venezuela. O crescimento da Am\u00e9rica do Sul tamb\u00e9m dever\u00e1 sentir os efeitos da crise venezuelana, ficando em apenas 0,4%.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio destaca as incertezas quanto \u00e0 reforma da Previd\u00eancia, afirmando que sua aprova\u00e7\u00e3o &#8220;depende da forma\u00e7\u00e3o de coaliz\u00f5es&#8221;, uma vez que o partido governista n\u00e3o tem maioria no Congresso. A institui\u00e7\u00e3o elogia o Brasil por buscar um programa &#8220;ambicioso&#8221; de reformas, mas afirma que o pa\u00eds \u00e9 o caso mais preocupante na regi\u00e3o depois da Venezuela.<\/p>\n<p>O Brasil dever\u00e1 ter um d\u00e9ficit fiscal de 6,9% do PIB em 2019 e um d\u00e9ficit prim\u00e1rio de 1,2% do PIB. A d\u00edvida p\u00fablica deve corresponder a 80% do PIB.<\/p>\n<p>&#8220;As perspectivas de crescimento para este ano n\u00e3o mostram uma melhora substancial em rela\u00e7\u00e3o a 2018, como consequ\u00eancia do crescimento d\u00e9bil ou negativo nas tr\u00eas maiores economias da regi\u00e3o \u2013 Brasil, M\u00e9xico e Argentina \u2013 e do colapso total na Venezuela&#8221;, afirma o relat\u00f3rio. Se exclu\u00eddos os n\u00fameros venezuelanos, o PIB da Am\u00e9rica do Sul teria alta de 1,8% em 2019.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio afirma que os programas sociais podem ser os mais eficazes amortecedores dos choques econ\u00f4micos. Segundo o economista-chefe do Banco Mundial para a Am\u00e9rica Latina e Caribe, Carlos V\u00e9gh, essas iniciativas s\u00e3o comuns em pa\u00edses desenvolvidos, mas n\u00e3o nessa regi\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;A regi\u00e3o deve desenvolver, al\u00e9m dos programas estruturais existentes, ferramentas de rede de seguran\u00e7a social que possam apoiar os pobres e os mais vulner\u00e1veis durante o ciclo de baixa nos neg\u00f3cios&#8221;, afirma o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>O Banco Mundial afirma que a Am\u00e9rica latina e Caribe \u00e9 a regi\u00e3o com os indicadores mais vol\u00e1teis em todo o mundo por ser exposta a fatores externos (como pre\u00e7os das commodities e liquidez internacional) e instabilidades institucionais e pol\u00edticas.<\/p>\n<p>O Banco Mundial analisou tr\u00eas indicadores: taxa de desemprego, pobreza e necessidades b\u00e1sicas insatisfeitas (habita\u00e7\u00e3o, educa\u00e7\u00e3o e saneamento).<\/p>\n<p>*Com informa\u00e7\u00f5es da Deutsche Welle<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Agencia Brasil)-Relat\u00f3rio do Banco Mundial divulgado nesta quinta-feira (04) afirma que a pobreza aumentou no Brasil entre 2014 e 2017, atingindo 21% da popula\u00e7\u00e3o (43,5 milh\u00f5es de pessoas). 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