{"id":87575,"date":"2019-03-09T07:22:53","date_gmt":"2019-03-09T10:22:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=87575"},"modified":"2019-03-11T08:16:40","modified_gmt":"2019-03-11T11:16:40","slug":"o-sagrado-feminino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2019\/03\/09\/o-sagrado-feminino\/","title":{"rendered":"O sagrado feminino"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-87588\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/sagrado2-300x300.jpg\" alt=\"sagrado\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/sagrado2-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/sagrado2-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/sagrado2.jpg 636w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Eulina Lavigne<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignright  wp-image-73856\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/eulina-lavigne-230x300.jpg\" alt=\"eulina lavigne\" width=\"156\" height=\"203\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/eulina-lavigne-230x300.jpg 230w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/eulina-lavigne.jpg 616w\" sizes=\"(max-width: 156px) 100vw, 156px\" \/>Hoje poderia estar aqui escrevendo sobre a onda de viol\u00eancia que estamos presenciando contra a mulher. E por acreditar que j\u00e1 est\u00e1 sendo demasiadamente divulgada e focada convido voc\u00ea a lembrar do que h\u00e1 de mais sagrado em n\u00f3s mulheres. Quem sabe assim, com esta reconex\u00e3o, possamos tomar de volta a nossa for\u00e7a e o nosso poder de transformar tudo isto.<\/p>\n<p>Em 1997 participei de uma viv\u00eancia chamada A reconsagra\u00e7\u00e3o do ventre, uma experi\u00eancia s\u00f3 para mulheres onde fomos convidadas a resgatar e a nos reconectar com o que h\u00e1 de mais sagrado em n\u00f3s mulheres: o nosso ventre.<\/p>\n<p>Antes da \u00e9poca da inquisi\u00e7\u00e3o, a nossa conex\u00e3o com o nosso ventre por meio de rituais era uma realidade. O sangue gerado por meio da menstrua\u00e7\u00e3o era devolvido \u00e0 terra como uma forma de reintegr\u00e1-lo e fertilizar a Grande M\u00e3e e era considerado um sacramento.<\/p>\n<p>Os \u00edndios do Arizona se untavam de sangue menstrual que dava poder de invisibilidade perante os inimigos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Antes da inquisi\u00e7\u00e3o as mulheres s\u00e1bias, vistas como bruxas, aproveitavam o per\u00edodo menstrual para se reconectar com o seu poder. O poder da serpente, quando desprende o revestimento do seu \u00fatero como uma serpente que desprende a pele. Neste per\u00edodo se renovavam fisiologicamente, liberando as toxinas f\u00edsicas e res\u00edduos emocionais e a cada m\u00eas refinavam a sua capacidade de ser mulher.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>A menstrua\u00e7\u00e3o era considerada um momento de poder para a mulher e essa energia era utilizada para buscar o seu prop\u00f3sito de vida. E isto era feito pelas mulheres, chamadas de bruxas, da seguinte forma:<\/p>\n<p>O primeiro dia da menstrua\u00e7\u00e3o era o momento de se experienciar o instinto feminino. Momento de se nomear uma quest\u00e3o para se trabalhar no per\u00edodo da menstrua\u00e7\u00e3o. Este movimento estava ligado ao corpo.<\/p>\n<p>No segundo dia era o momento de se trabalhar o intelecto. Quando o fluxo menstrual aumentava. Olhando para os impedimentos da quest\u00e3o que se desejava trabalhar. Deixando fluir junto com o sangue. Na medida em que o corpo ia liberando as toxinas a quest\u00e3o enfocada ia sendo purificada. Era o tempo de reconstru\u00e7\u00e3o interna para renova\u00e7\u00e3o. Trabalhava-se a mente.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos dias da menstrua\u00e7\u00e3o era o momento de abertura para a quest\u00e3o a ser trabalhada na pr\u00f3xima menstrua\u00e7\u00e3o. Quando ficavam atentas aos sonhos que representavam os anseios da alma. Ap\u00f3s este per\u00edodo a mulher estava pronta para distribuir os frutos do seu aprendizado.<\/p>\n<p>O per\u00edodo menstrual \u00e9 um momento de recolhimento em que a mulher deveria ficar mais em repouso. O Jap\u00e3o foi o primeiro pa\u00eds a criar uma legisla\u00e7\u00e3o em que concedeu o per\u00edodo de recesso de 3 dias para as mulheres, e n\u00e3o \u00e9 usufru\u00eddo por temerem preconceito do mercado de trabalho. Outros pa\u00edses como a China, Coreia do Sul, Indon\u00e9sia. Existe um projeto no Brasil que est\u00e1 em an\u00e1lise.<\/p>\n<p>Toda esta sabedoria foi apagada do processo do feminino com o aumento do poder das regras patriarcais e com a inquisi\u00e7\u00e3o, que destruiu a ess\u00eancia do feminino com a morte de 85% das mulheres que tinham esta sabedoria.<\/p>\n<p>Neste momento a humanidade foi separada da ess\u00eancia do feminino e esta separa\u00e7\u00e3o foi refor\u00e7ada com o evento da Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, quando valores relativos \u00e0 produtividade e competitividade come\u00e7aram a superar a autenticidade.<\/p>\n<p>A menstrua\u00e7\u00e3o passou a ser um inc\u00f4modo, pois reduzia o ciclo produtivo das mulheres. Surgiu ent\u00e3o o arqu\u00e9tipo da mulher fr\u00e1gil e por assim serem vistas passaram a ser desrespeitadas em seus direitos.<\/p>\n<p>A partir de ent\u00e3o, come\u00e7aram a surgir os primeiros movimentos feministas no mundo e em 1977 a ONU reconheceu o dia 8 de mar\u00e7o como o dia Internacional da Mulher.<\/p>\n<p>Todas estas tentativas de apagar da nossa mem\u00f3ria o Sagrado Feminino e de suprimir o direito de estar presente no mundo de forma digna e honrada provocou essa desconex\u00e3o do nosso corpo, com a nossa mente e a nossa alma.<\/p>\n<p>Est\u00e1 na hora de olharmos para isto e resgatar o nosso Sagrado Feminino. E n\u00f3s mulheres precisamos retomar a ess\u00eancia deste ventre que nos nutre e gera vidas e, com todo respeito \u00e0 ele, observar com quem desejamos compartilhar o que h\u00e1 de mais sagrado em n\u00f3s.<\/p>\n<p>Viva o nosso dia! Viva o sagrado feminino que gera os frutos no nosso ventre. Am\u00e9m!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eulina Lavigne &nbsp; Hoje poderia estar aqui escrevendo sobre a onda de viol\u00eancia que estamos presenciando contra a mulher. E por acreditar que j\u00e1 est\u00e1 sendo demasiadamente divulgada e focada convido voc\u00ea a lembrar do que h\u00e1 de mais sagrado em n\u00f3s mulheres. 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