{"id":87424,"date":"2019-03-02T07:05:33","date_gmt":"2019-03-02T10:05:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=87424"},"modified":"2019-03-01T11:55:32","modified_gmt":"2019-03-01T14:55:32","slug":"o-desafio-de-estar-presente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2019\/03\/02\/o-desafio-de-estar-presente\/","title":{"rendered":"O desafio de estar presente"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Eulina Lavigne<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignright  wp-image-73321\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/eulina-lavigne1-230x300.jpg\" alt=\"eulina lavigne\" width=\"191\" height=\"249\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/eulina-lavigne1-230x300.jpg 230w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/eulina-lavigne1.jpg 616w\" sizes=\"(max-width: 191px) 100vw, 191px\" \/>O maior presente que recebemos dos nossos pais \u00e9 a VIDA. E a vida \u00e9 uma grande jornada. Antes mesmo de chegarmos ao mundo, o nosso corpo registra tantas emo\u00e7\u00f5es vivenciadas pelos pais que, se Roberto Carlos soubesse, faria uma can\u00e7\u00e3o sobre isso.<br \/>\nRecentemente, pesquisas realizadas pela universidade de Emory University School of Medicine nos EUA, constataram a possibilidade de existir uma heran\u00e7a epigen\u00e9tica transgeracional, que revela que o ambiente pode afetar os gens de um indiv\u00edduo e pode ser trasmitido aos seus herdeiros antes mesmo de chegarem ao mundo.<\/p>\n<p>Nos assustamos com tanta luz, com uma m\u00e3o estranha que nos puxa para o mundo e, por vezes, com um tapa no bumbum. Apesar do desejo de ficar naquele espa\u00e7o quentinho e aconchegante, quem sabe com medo dos desafios que nos aguarda, precisamos ser resgatados. E a vida nos convida para estarmos presentes.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-87425\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/desafio-300x225.jpg\" alt=\"desafio\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/desafio-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/desafio.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Presentes? Como assim? Nem pensar! Esse mundo me assusta! Me retirando de um conforto, me batendo, me puxando. Muita gente me olhando, me pegando, comentando sobre mim. Nossa! Quero tomar o trem de volta.<\/p>\n<p>Fico a imaginar se esse seria ou ser\u00e1 o di\u00e1logo das nossas c\u00e9lulas antes mesmo de nascermos, ao vivenciarem tantos eventos que estimulam a sair de cena ao inv\u00e9s de estarmos presentes. Al\u00e9m disso, podem existir eventos de ambientes conflituosos, brigas, discuss\u00f5es, drogas, que envolvem o nosso sistema familiar e d\u00e3o continuidade a esse desejo interno do \u201cvamos fugir por a\u00ed, baby\u201d.<\/p>\n<p>Tudo isso nos faz acreditar que a presen\u00e7a \u00e9 algo que incomoda muito ao inv\u00e9s de perceber que estar presente \u00e9 um GRANDE PRESENTE!<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>E dessa forma nos autoexclu\u00edmos da vida usando alguma estrat\u00e9gia: ou sendo agressivos, passivos ou opositores em demasia. Por que ser\u00e1? Ou melhor, para que ser\u00e1? Como diz Vivina Machado, minha querida comadre e criadora do M\u00e9todo Di\u00e1logo e Gest\u00e3o Criativa de Conflitos, em seu livro de mesmo nome, estas estrat\u00e9gias s\u00e3o a forma que aprendemos a jogar o jogo da vida. Para manipular, testar o outro. Para ver como o outro reage. S\u00e3o os jogos de poder, utilizados para justificar a necessidade de \u201csaber o terreno onde estamos pisando.\u201d<\/p>\n<p>Sinto lhe dizer que todas essas estrat\u00e9gias s\u00e3o utilizadas principalmente para evitarmos o DI\u00c1LOGO! \u201cComo assim?\u201d Voc\u00ea deve estar a se perguntando. A resposta \u00e9 simples e complexa. Porque o di\u00e1logo nos convida a sairmos do conforto da aus\u00eancia, nos direciona para um estado de presen\u00e7a aut\u00eantica. Pede presen\u00e7a, paci\u00eancia e escuta. Escuta, inclusive, de verdades que muitas vezes n\u00e3o queremos ouvir.<\/p>\n<p>E, novamente citando Vivina, que nos diz que a presen\u00e7a do outro \u00e9 uma porta fundamental para constatarmos nossas coer\u00eancias e incoer\u00eancias, j\u00e1 que a coexist\u00eancia amplia as possibilidades de acesso a diferentes n\u00edveis de realidades, a emerg\u00eancia de conflitos, sobretudo, ao confrontarmos no outro e com o outro essas incoer\u00eancias e inconsist\u00eancias (Machado, Vivina. Di\u00e1logos e Gest\u00e3o Criativa de Conflitos \u2013 M\u00e9todo centrado na complexidade do pensamento e simplicidade da a\u00e7\u00e3o, 2016).<\/p>\n<p>De um certo ponto, o di\u00e1logo ativa o nosso medo, o medo do confronto, da presen\u00e7a, e por outro lado, nos convida a exercitar a interdepend\u00eancia. \u00c9 como um jogo de frescobol, onde um joga a bola e outro segura para evitar que a bola caia e o outro se mantenha no jogo do di\u00e1logo.<\/p>\n<p>No pr\u00f3ximo artigo falaremos do presente de ser interdependente!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eulina Lavigne O maior presente que recebemos dos nossos pais \u00e9 a VIDA. E a vida \u00e9 uma grande jornada. Antes mesmo de chegarmos ao mundo, o nosso corpo registra tantas emo\u00e7\u00f5es vivenciadas pelos pais que, se Roberto Carlos soubesse, faria uma can\u00e7\u00e3o sobre isso. 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