{"id":8529,"date":"2012-04-11T14:54:19","date_gmt":"2012-04-11T17:54:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=8529"},"modified":"2012-04-11T15:00:33","modified_gmt":"2012-04-11T18:00:33","slug":"desenvolvimento-e-sustentabilidade-na-bahia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2012\/04\/11\/desenvolvimento-e-sustentabilidade-na-bahia\/","title":{"rendered":"DESENVOLVIMENTO E SUSTENTABILIDADE NA BAHIA"},"content":{"rendered":"<p><strong>Rui Costa<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/porto-sul1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-medium wp-image-8530\" title=\"porto sul\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/porto-sul1-300x168.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"168\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/porto-sul1-300x168.jpg 300w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/porto-sul1.jpg 320w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Uma das necessidades mais significativas do Brasil hoje \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o de modernos vetores log\u00edsticos para o escoamento da produ\u00e7\u00e3o &#8211; seja de commodities, seja de produtos com valor adicionado pelo processo de industrializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A log\u00edstica \u00e9 uma pe\u00e7a-chave para o desenvolvimento regional e para a integra\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios, principalmente em Estados como a Bahia, cuja atividade econ\u00f4mica se concentra em poucos setores, em especial a ind\u00fastria da transforma\u00e7\u00e3o, que responde por cerca de 28% do PIB.<\/p>\n<p>Em artigo publicado nesta Folha no \u00faltimo dia 28 (&#8220;Amea\u00e7a sobre o legado de Jorge Amado&#8221;), o ex-deputado federal F\u00e1bio Feldmann, hoje consultor, questiona os projetos da Ferrovia de Integra\u00e7\u00e3o Oeste-Leste (Fiol) e do Porto Sul.<\/p>\n<p>Feldmann parte de uma premissa falsa: \u00e9 imposs\u00edvel conciliar o &#8220;hub&#8221; log\u00edstico resultante da constru\u00e7\u00e3o da ferrovia e do porto com o turismo sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>Na vis\u00e3o do governo da Bahia, os investimentos em infraestrutura do Estado geram oportunidades de emprego e renda, melhorando os indicadores sociais e ambientais.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao Porto Sul, alvo central do questionamento, Feldmann ignora o rigoroso detalhamento do diagn\u00f3stico ambiental, que resultou na constru\u00e7\u00e3o de um modelo que mitiga os impactos da obra e estabelece uma s\u00e9rie de compensa\u00e7\u00f5es que tornar\u00e3o o projeto uma refer\u00eancia para o pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong><!--more--><\/strong><\/p>\n<p>Tais estudos levaram inclusive o governo do Estado a alterar o s\u00edtio original do empreendimento, que o pr\u00f3prio Feldmann reconhece como &#8220;ineg\u00e1vel avan\u00e7o&#8221;.<\/p>\n<p>Uma das prioridades do projeto \u00e9 a preserva\u00e7\u00e3o do bioma da Mata Atl\u00e2ntica, raz\u00e3o pela qual j\u00e1 compramos uma \u00e1rea de 1.700 hectares que formar\u00e1 uma esp\u00e9cie de cintur\u00e3o &#8220;verde&#8221; em torno do porto.<\/p>\n<p>Criaremos um mosaico de ativos ambientais, compreendendo unidades de conserva\u00e7\u00e3o nas localidades da Lagoa Encantada e na nascente do rio Almada, formando um corredor ecol\u00f3gico e preservando o turismo e a biodiversidade.<\/p>\n<p>A relev\u00e2ncia estrat\u00e9gica do empreendimento \u00e9 ainda maior quando pensamos no impacto que ele ter\u00e1 sobre os indicadores sociais e econ\u00f4micos locais.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o do litoral sul da Bahia ainda sente os efeitos negativos do decl\u00ednio da lavoura cacaueira. A participa\u00e7\u00e3o de Ilh\u00e9us e Itabuna na economia baiana caiu de 5,3%, em 1999, para 3,1%.<\/p>\n<p>Como em toda crise econ\u00f4mica, o maior \u00f4nus recai sobre os mais pobres, o que provocou um grande \u00eaxodo rural, que se assentou em um cintur\u00e3o de ocupa\u00e7\u00e3o irregular nos arredores das duas cidades.<\/p>\n<p>O risco e o dano ambiental s\u00e3o quest\u00f5es inerentes a esses assentamentos, principalmente em Ilh\u00e9us, onde 34,5% dos domic\u00edlios n\u00e3o t\u00eam acesso \u00e0 rede de esgoto.<\/p>\n<p>Estamos diante de uma situa\u00e7\u00e3o em que instalar novos empreendimentos geradores de emprego e renda, com impactos ambientais calculados e controlados, \u00e9 a melhor forma de cuidar do meio ambiente local. O mesmo vale para o turismo, pois n\u00e3o h\u00e1 como se pensar em turismo sustent\u00e1vel em uma paisagem em que grande parcela da popula\u00e7\u00e3o vive em condi\u00e7\u00f5es de pobreza.<\/p>\n<p>Como o Brasil deve defender em junho na Rio+20, a vis\u00e3o de desenvolvimento nas na\u00e7\u00f5es emergentes precisa colocar lado a lado a preserva\u00e7\u00e3o dos recursos naturais e o combate \u00e0 mis\u00e9ria, de modo que a popula\u00e7\u00e3o tenha alternativas de trabalho e moradia em condi\u00e7\u00f5es dignas e sustent\u00e1veis.<\/p>\n<p><strong>RUI COSTA, <\/strong>49, \u00e9 economista, deputado federal licenciado (PT-BA) e secret\u00e1rio chefe da Casa Civil da Bahia.<\/p>\n<p>ARTIGO PUBLICADO NA FOLHA DE S\u00c3O PAULO<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rui Costa Uma das necessidades mais significativas do Brasil hoje \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o de modernos vetores log\u00edsticos para o escoamento da produ\u00e7\u00e3o &#8211; seja de commodities, seja de produtos com valor adicionado pelo processo de industrializa\u00e7\u00e3o. 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