{"id":835,"date":"2010-08-23T15:03:00","date_gmt":"2010-08-23T18:03:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2010\/08\/23\/voce-conhece-o-ze\/"},"modified":"2010-08-23T15:03:00","modified_gmt":"2010-08-23T18:03:00","slug":"voce-conhece-o-ze","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2010\/08\/23\/voce-conhece-o-ze\/","title":{"rendered":"Voc\u00ea conhece o Z\u00e9?"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/_BSCeP9r5uD8\/THK4a7DtjMI\/AAAAAAAABhY\/Zywq4Hy5TbQ\/s1600\/z%C3%A9.jpg\"><img style=\"float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 180px; height: 306px;\" src=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/_BSCeP9r5uD8\/THK4a7DtjMI\/AAAAAAAABhY\/Zywq4Hy5TbQ\/s400\/z%C3%A9.jpg\" border=\"0\" alt=\"\"id=\"BLOGGER_PHOTO_ID_5508668066896907458\" \/><\/a><br \/>L\u00e1 pelos idos de mil novecentos e oitenta e alguma coisa, nos confins do interior do Mato Grosso, que naquela \u00e9poca era a coisa mais pr\u00f3xima do fim do mundo, mochila nas costas, sou abordado por um garoto, que pergunta:<\/p>\n<p>-Mo\u00e7o, voc\u00ea \u00e9 de onde?<\/p>\n<p> Respondo:<\/p>\n<p> -Sou de S\u00e3o Paulo&#8230;<\/p>\n<p> E o menino:<\/p>\n<p> -Ah, ent\u00e3o voc\u00ea conhece o Z\u00e9, que mora l\u00e1&#8230;<\/p>\n<p> Nem me dei ao trabalho de explicar ao menino que na imensid\u00e3o que era (e hoje \u00e9 mais ainda) S\u00e3o Paulo, deveriam existir algumas centenas de milhares de \u201cz\u00e9s\u201d. Passei recibo:<\/p>\n<p> -Claro que conhe\u00e7o. \u00c9 meu vizinho. Quando voltar pra l\u00e1, vou dizer que encontrei um amigo dele aqui.<\/p>\n<p> E segui meu  caminho, naqueles anos sem destino, onde era poss\u00edvel rodar o Brasil e a Am\u00e9rica com o romantismo e o esp\u00edrito aventureiro dos rebeldes sem causa.<\/p>\n<p> A historieta salta dos desv\u00e3os da mem\u00f3ria quando o Brasil, que j\u00e1 rompe a primeira d\u00e9cada do s\u00e9culo 21, se descobre diante de um \u201cnovo Z\u00e9\u201d, que ningu\u00e9m conhece.<\/p>\n<p>Esse Z\u00e9 \u00e9 o que aparece hor\u00e1rio eleitoral gratuito no r\u00e1dio e na televis\u00e3o, como se fosse um personagem e n\u00e3o o pol\u00edtico que ocupou cargos importantes como deputado, ministro, prefeito e governador de S\u00e3o Paulo e que est\u00e1 a\u00ed, na sua segunda tentativa para se eleger presidente do Brasil.<\/p>\n<p>Esse Z\u00e9  vem a ser Jos\u00e9 Serra, o candidato demo-tucano, que entre alguns de seus ineg\u00e1veis atributos n\u00e3o inclui necessariamente a simpatia. <\/p>\n<p>Pelas artes do marketing, esconde-se o Serra experiente e competente (n\u00e3o h\u00e1 como negar isso) e revela-se o Z\u00e9 superficial e que soa t\u00e3o verdadeiro como uma nota de tr\u00eas reais.<\/p>\n<p>Um Z\u00e9 que (ora vejam!) aparenta uma proximidade com o Lula at\u00e9 ent\u00e3o desconhecida, posto que o Serra sempre foi oposi\u00e7\u00e3o ao Luis In\u00e1cio e, ao menos era isso que se imaginava, disputa a elei\u00e7\u00e3o como um contraponto ao atual governo. Porque, se \u00e9 para votar em algu\u00e9m que se identifica com Lula, \u00e9 melhor apostar no original (no caso Dilma Roussef) do que no gen\u00e9rico.<\/p>\n<p>O fato \u00e9 que nesse samba do crioulo, do moreno, do branco e do amarelo doidos, a campanha tucana entrou em parafuso e se n\u00e3o houver um  fato de propor\u00e7\u00f5es apocal\u00edpticas, Dilma Roussef leva a elei\u00e7\u00e3o no primeiro turno.<\/p>\n<p>Pelo menos n\u00e3o faltar\u00e3o \u201cz\u00e9s\u201d para os demo-tucanos jogarem a culpa por um eventual fracasso da candidatura do Serra, perd\u00e3o do Z\u00e9, que nessa toada acabar\u00e1 mesmo como um \u201cZ\u00e9 Man\u00e9\u201d&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>L\u00e1 pelos idos de mil novecentos e oitenta e alguma coisa, nos confins do interior do Mato Grosso, que naquela \u00e9poca era a coisa mais pr\u00f3xima do fim do mundo, mochila nas costas, sou abordado por um garoto, que pergunta: -Mo\u00e7o, voc\u00ea \u00e9 de onde? 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