{"id":81106,"date":"2018-09-11T15:45:54","date_gmt":"2018-09-11T18:45:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=81106"},"modified":"2018-09-11T15:32:03","modified_gmt":"2018-09-11T18:32:03","slug":"governo-cria-forca-tarefa-para-reaquecer-industria-naval","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2018\/09\/11\/governo-cria-forca-tarefa-para-reaquecer-industria-naval\/","title":{"rendered":"Governo cria for\u00e7a tarefa para reaquecer ind\u00fastria naval"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-medium wp-image-81107\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/navios-300x200.jpg\" alt=\"navios\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/navios-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/navios.jpg 900w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>O governo do Estado criou uma for\u00e7a tarefa, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econ\u00f4mico (SDE), para viabilizar o reaquecimento do setor da Ind\u00fastria Naval na Bahia. O foco \u00e9 a retomada de opera\u00e7\u00e3o do estaleiro Enseada, instalado e licenciado em Maragojipe, no Rec\u00f4ncavo baiano. \u00danico de 5\u00aa gera\u00e7\u00e3o no Brasil, com tecnologia de ponta e qualidade na produtividade, o Enseada j\u00e1 foi um celeiro de oportunidades e chegou a empregar mais de 7,4 mil pessoas, em sua maioria do Rec\u00f4ncavo. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 atrair investidores e parcerias, al\u00e9m do apoio institucional, para que o empreendimento volte a gerar emprego e renda na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>O maior estaleiro do pa\u00eds, com \u00e1rea de 1,6 milh\u00e3o de metros quadrados, capacidade de processar 100 mil toneladas de a\u00e7o por turno\/ano e com potencial de gerar 4 mil empregos, promoveu o desenvolvimento territorial do Rec\u00f4ncavo, no auge de sua opera\u00e7\u00e3o, iniciada em 2012. Para se ter um recorte deste passado, o produto Interno Bruto (PIB) de Maragojipe, em tr\u00eas anos, saltou de R$ 194 milh\u00f5es para R$ 753 milh\u00f5es, crescendo 272%. Al\u00e9m disso, no per\u00edodo de 2012 a 2015, mais de 7 mil empresas foram abertas na regi\u00e3o, segundo dados da Junta Comercial da Bahia (JUCEB). Os acionistas que deram origem \u00e0 Enseada, \u00e0 \u00e9poca, investiram R$ 3 bilh\u00f5es no empreendimento. Hoje, os 35 funcion\u00e1rios lotados no estaleiro cuidam da manuten\u00e7\u00e3o dos equipamentos na planta industrial, situada \u00e0s margens do Rio Paragua\u00e7u.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>&#8220;Precisamos fazer este importante ativo operar. N\u00e3o tem ningu\u00e9m que n\u00e3o se sensibilize com este panorama. Trata-se de um empreendimento com investimento alt\u00edssimo, que fomentou a economia do estado, mas que sofreu um rev\u00e9s devido \u00e0 crise nacional do petr\u00f3leo e da ind\u00fastria naval. Nosso primeiro passo, enquanto governo, \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o deste f\u00f3rum de debate, para reestrutura\u00e7\u00e3o deste setor da nossa economia. H\u00e1 condi\u00e7\u00f5es para um clima de esperan\u00e7a e viabilidade, pois a tecnologia e o potencial produtivo do Estaleiro s\u00e3o fatos concretos&#8221;, afirma Luiza Maia, secret\u00e1ria estadual de Desenvolvimento Econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>O compromisso de se constituir a for\u00e7a tarefa, ou grupo de trabalho, que dever\u00e1 integrar outras secretarias, ocorreu durante visita de uma comitiva da SDE \u00e0s instala\u00e7\u00f5es da Enseada Ind\u00fastria Naval. Na ocasi\u00e3o, o presidente do empreendimento, Maur\u00edcio de Almeida, destacou que o estaleiro foi preparado para construir navios de alta complexidade e mudou o cen\u00e1rio do Rec\u00f4ncavo baiano com a qualifica\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra local.<\/p>\n<p>\u201cDurantes quatro meses, mais de 100 integrantes do estaleiro e residentes naquela localidade,\u00a0foram enviados ao Jap\u00e3o para serem capacitados. Alguns deles viviam da pesca e tornaram-se especialistas na constru\u00e7\u00e3o naval. Hoje, muitos est\u00e3o trabalhando em estaleiros do Rio de Janeiro, outros no Rio Grande do Sul, ou seja, exportamos para outros estados parte da m\u00e3o de obra qualificada\u201d, afirma o presidente. Por conta da crise que assola o pa\u00eds, profissionais que participaram da transfer\u00eancia de tecnologia durante estada no Jap\u00e3o ainda n\u00e3o conseguiram recoloca\u00e7\u00e3o profissional e, por esse motivo, voltaram para a atividade de pesca artesanal.<\/p>\n<p>Almeida defende ainda a pol\u00edtica de conte\u00fado local e a mudan\u00e7a de postura comercial por parte do governo brasileiro, na esfera nacional: \u201cAs empresas querem comprar navios produzidos no Brasil a pre\u00e7o dos navios da China, s\u00f3 que l\u00e1 o governo subsidia a ind\u00fastria. Como um pa\u00eds vai conseguir soberania se n\u00e3o tem sua ind\u00fastria forte? Acreditamos no Enseada, na ind\u00fastria naval e queremos construir na Bahia os navios que o Brasil precisa&#8221;.<\/p>\n<p>\u201cMais do que um estaleiro, a Enseada tornou-se\u00a0um complexo industrial de grande porte e representa para a Bahia a oportunidade de investimentos, sejam eles terminais log\u00edsticos ou unidades fabris com vantagens competitivas, alta tecnologia e automa\u00e7\u00e3o industrial. Tudo isto, em face da sobrecarga da estrutura portu\u00e1ria na Ba\u00eda de Todos os Santos, por ter como diferencial sua localiza\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica e privilegiada, em \u00e1guas abrigadas, viabilizando o escoamento de cargas pelos modais mar\u00edtimo e rodovi\u00e1rio\u201d, diferencia Paulo Guimar\u00e3es, superintendente de Atra\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento de Neg\u00f3cios da SDE.<\/p>\n<p>Aos poucos, a Enseada vai retomando a esperan\u00e7a de voltar \u00e0 atividade. O estaleiro conquistou contrato de manuten\u00e7\u00e3o da sonda de perfura\u00e7\u00e3o Norbe VI e aguarda o resultado de licita\u00e7\u00e3o, na qual concorre, para constru\u00e7\u00e3o de quatro navios de guerra da Marinha Brasileira. \u201cMas isso ainda \u00e9 muito pouco. Precisamos convencer o pa\u00eds a fabricar seus navios aqui. N\u00e3o tem como o Enseada funcionar sem encomendas\u201d, informa Almeida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O governo do Estado criou uma for\u00e7a tarefa, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econ\u00f4mico (SDE), para viabilizar o reaquecimento do setor da Ind\u00fastria Naval na Bahia. 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