{"id":79876,"date":"2018-08-11T08:04:56","date_gmt":"2018-08-11T11:04:56","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=79876"},"modified":"2018-08-11T10:33:19","modified_gmt":"2018-08-11T13:33:19","slug":"sobre-o-poder-da-terra-a-nossa-grande-mae","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2018\/08\/11\/sobre-o-poder-da-terra-a-nossa-grande-mae\/","title":{"rendered":"Sobre o poder da Terra, a nossa Grande M\u00e3e"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-79877\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/m\u00e3e-terra.jpg\" alt=\"m\u00e3e terra\" width=\"381\" height=\"286\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/m\u00e3e-terra.jpg 453w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/m\u00e3e-terra-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 381px) 100vw, 381px\" \/>Eulina Lavigne<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignright  wp-image-73856\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/eulina-lavigne-230x300.jpg\" alt=\"eulina lavigne\" width=\"187\" height=\"244\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/eulina-lavigne-230x300.jpg 230w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/eulina-lavigne.jpg 616w\" sizes=\"(max-width: 187px) 100vw, 187px\" \/>Fui apresentada a argila em 1994 pelas m\u00e3os do nosso querido m\u00e9dico naturalista Aureo Augusto. Desde ent\u00e3o ela \u00e9 a minha Grande M\u00e3e curadora de todos os males que o meu corpo expressa. Desde fratura, tor\u00e7\u00e3o no p\u00e9, a conjuntivite, tendinite, alergias, picadas de aranhas e tudo o que possa aprender com os meus sintomas.<\/p>\n<p>Ou\u00e7o e leio que a argila n\u00e3o cura todos os males e a minha experi\u00eancia com a argila, ao longo desses 24 anos, \u00e9 que ela nunca deixou de corresponder aos meus desejos com rela\u00e7\u00e3o a cura do meu corpo.<\/p>\n<p>Com ela eu aprendi a cuidar de mim, a escutar os seus ensinamentos e desenvolver a confian\u00e7a.\u00a0 E essa rela\u00e7\u00e3o me convida a resgatar a f\u00e1bula-mito do cuidado que reproduzo em sua vers\u00e3o brasileira, apresentada por Leonardo Boff em seu livro Saber Cuidar \u2013 \u00c9tica do humano \u2013 compaix\u00e3o pela terra.<\/p>\n<p>\u201cCerto dia, ao atravessar um rio, Cuidado viu um peda\u00e7\u00e3o de barro. Logo teve uma ideia inspirada. Tomou um pouco do barro e come\u00e7ou a dar-lhe forma. Enquanto contemplava o que havia feito apareceu J\u00fapiter\u201d.<\/p>\n<p>Cuidado pediu-lhe que soprasse esp\u00edrito nele. O que J\u00fapiter fez de bom grado.<\/p>\n<p>Quando, por\u00e9m, Cuidado quis dar um nome \u00e0 criatura que havia moldado, J\u00fapiter o proibiu. Exigiu que fosse imposto o seu nome.<\/p>\n<p>Enquanto J\u00fapiter e o Cuidado discutiam, surgiu, de repente, a Terra. Quis tamb\u00e9m ela conferir o seu nome \u00e0 criatura, pois fora feito de barro, material do corpo da Terra. Originou-se ent\u00e3o uma discuss\u00e3o generalizada.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>De comum acordo pediram a Saturno que funcionasse como \u00e1rbitro. Este tomou a seguinte decis\u00e3o que pareceu justa:<\/p>\n<p>Voc\u00ea, J\u00fapiter, deu-lhe o esp\u00edrito, receber\u00e1, pois, de volta este esp\u00edrito por ocasi\u00e3o da morte dessa criatura.\u201d<\/p>\n<p>\u201cVoc\u00ea Terra, deu-lhe corpo; receber\u00e1, portanto, tamb\u00e9m de volta o seu corpo quando essa criatura morrer.\u201d<\/p>\n<p>\u201cMas, voc\u00ea Cuidado, foi quem, por primeiro, moldou a criatura, ficar\u00e1 sob seus cuidados enquanto ela viver\u201d.<\/p>\n<p>\u201cE uma vez que entre voc\u00eas h\u00e1 acalorada discuss\u00e3o acerca do nome, decido eu:<\/p>\n<p>esta criatura ser\u00e1 chamada Homem, isto \u00e9, feita de h\u00famus, que significa terra f\u00e9rtil\u201d.<\/p>\n<p>Leonardo Boff nos relembra que ser Terra significa que temos elementos Terra no corpo, no sangue, no cora\u00e7\u00e3o, na mente e no esp\u00edrito. E o fato \u00e9 que nos desconectamos dela e, somos UM com ela e filhos desta M\u00e3e generosa, amorosa, acolhedora que ampara e cura.<\/p>\n<p>Na minha experi\u00eancia de cura com a argila, penso que \u00e9 preciso trabalharmos tr\u00eas aspectos: o primeiro \u00e9 o RESPEITO. Precisamos honrar a terra, pois dela viemos e para ela voltaremos. Honrar a Grande M\u00e3e \u00e9 reconhecer tudo o que ela nos oferece. A sua for\u00e7a, a sua vibra\u00e7\u00e3o e sustenta\u00e7\u00e3o. Ela nos ampara. Por isto toda vez que mexe com a terra eu fa\u00e7o uma ora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O segundo aspecto \u00e9 a CONFIAN\u00c7A. Confian\u00e7a diz respeito a entrega. Aprender a se entregar aos cuidados da terra, pois saber\u00e1 o que fazer com as nossas feridas.<\/p>\n<p>O terceiro aspecto \u00e9 a PACI\u00caNCIA. Saber esperar o tempo dela. Ela vai escutar a sua dor, compreender a frequ\u00eancia da sua doen\u00e7a e trabalhar para dissolve-la.<\/p>\n<p>O tempo da cura \u00e9 o tempo necess\u00e1rio para aprendermos com o significado da dor que estamos passando naquele momento e desejamos sanar. Olhar para a dor \u00e9 muito diferente de tomar um simples rem\u00e9dio para que ela passe. Assim nos perdemos de n\u00f3s.<\/p>\n<p>E a nossa Grande M\u00e3e nos convida, amorosamente a olhar e nos relembra que com ela somos todos curadores das nossas dores. Apenas nos esquecemos disso.<\/p>\n<p>A terra me ensinou algo que j\u00e1 sabia e h\u00e1 muito havia esquecido. Me ensinou que quem sabe de mim, sou eu. Quem conhece a mim, mais do que o outro, sou eu. E sou eu que preciso lembrar quem sou para com tranquilidade voltar aos bra\u00e7os da M\u00e3e e dormir um sono tranquilo e com paz.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eulina Lavigne &nbsp; Fui apresentada a argila em 1994 pelas m\u00e3os do nosso querido m\u00e9dico naturalista Aureo Augusto. Desde ent\u00e3o ela \u00e9 a minha Grande M\u00e3e curadora de todos os males que o meu corpo expressa. 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