{"id":76256,"date":"2018-05-12T05:06:15","date_gmt":"2018-05-12T08:06:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=76256"},"modified":"2018-05-11T17:12:32","modified_gmt":"2018-05-11T20:12:32","slug":"o-medo-que-amedronta-e-o-coracao-que-acolhe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2018\/05\/12\/o-medo-que-amedronta-e-o-coracao-que-acolhe\/","title":{"rendered":"O medo que amedronta e o cora\u00e7\u00e3o que acolhe!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-76257\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/medo-300x200.jpg\" alt=\"medo\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/medo-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/medo.jpg 780w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Eulina Lavigne<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignright  wp-image-73321\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/eulina-lavigne1-230x300.jpg\" alt=\"eulina lavigne\" width=\"150\" height=\"196\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/eulina-lavigne1-230x300.jpg 230w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/eulina-lavigne1.jpg 616w\" sizes=\"(max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/>Brian Swimme, em seu livro \u201cO Universo \u00e9 um Drag\u00e3o Verde\u201d, conta-nos que o nosso corpo traz a mem\u00f3ria do Universo. E que o nosso medo vem da experi\u00eancia e mist\u00e9rios da grande floresta. Para mim, esta \u00e9 uma boa possibilidade.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m penso que o medo deve ser uma cria\u00e7\u00e3o nossa para autoprote\u00e7\u00e3o, para permanecermos em um estado de conforto. Para, muitas ou algumas vezes, nos servir de justificativa e at\u00e9 nos paralisar.<\/p>\n<p>Acabei de me mudar para a zona rural e, no processo de mudan\u00e7a, num certo dia, o medo quis tomar conta de mim. Tanto que quase que n\u00e3o dormi, para ficar com ele. Rindo aqui enquanto escrevo, acho que me percebeu carente e disse: \u201cfique aqui comigo que vou lhe proteger e n\u00e3o vai a lugar nenhum\u201d.<\/p>\n<p>Confesso que quase acreditei nele e me chamei de louca ao fazer tamanha investida. Como voc\u00ea vai? E se n\u00e3o der certo? E se n\u00e3o se adaptar? Onde vai morar? E se voc\u00ea perder tudo? Como vai ficar? Vai deixar os filhos?<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>E foi nesse momento em que o medo me desafiou que pensei na morte. N\u00e3o por vontade de morrer, pois a vida ser\u00e1 sempre a minha melhor incentivadora para seguir, mas como a \u00fanica certeza que temos. Em algum momento, que n\u00e3o sabemos onde e nem quando, ela nos pega de surpresa e n\u00e3o teremos nem tempo de arrumar as malas e levarmos tudo o que conquistamos de material. Vamos em nossa companhia e com as experi\u00eancias e aprendizados vividos.<\/p>\n<p>Talvez, essa conversa que o medo tentou estabelecer comigo, tenha ativado o meu medo de morrer. E eu que quero viver 100 anos, se nada desse certo, perderia a chance de viver por mais 43 anos.<\/p>\n<p>E foi nesse momento que chamei as minhas mais de cinquenta trilh\u00f5es de c\u00e9lulas, inteligentes e pensantes para uma conversa s\u00e9ria. E convidei cada uma delas a acolher o medo e toda a conversa que ele teve conosco. Disse a elas que precis\u00e1vamos evitar brigar com o medo e respirar. Contei-lhe que t\u00ednhamos um prop\u00f3sito, um movimento a ser feito e que a nossa coragem estava ali para nos levar e conquistarmos tudo o que precis\u00e1vamos.<\/p>\n<p>Essa pode lhe parecer uma conversa de doido, fique a vontade para achar, mas o fato \u00e9 que quando deixamos que a nossa mente seja preenchida por fatos que n\u00e3o s\u00e3o concretos e verdadeiros, nos perdemos de n\u00f3s e criamos problemas que n\u00e3o existem e que passam a existir por acreditarmos serem reais.<\/p>\n<p>Compliquei?<\/p>\n<p>Ent\u00e3o resumindo: quando o medo bater em sua porta, beba \u00e1gua, acolha, respire e diga a ele que quando for atravessar a rua, ou estiver em uma janela no 24\u00ba andar de um pr\u00e9dio, por exemplo, a\u00ed voc\u00ea convida ele para se apresentar. Em todas as outras situa\u00e7\u00f5es, olhe para sua coragem, siga e cumpra a miss\u00e3o a que foi destinado a cumprir.<\/p>\n<p>Depois cante com o Jota Quest: \u2018ei medo, eu n\u00e3o te escuto mais. Voc\u00ea n\u00e3o me leva a nada. E se quiser saber pra onde eu vou, pra onde tenha Sol, \u00e9 pra l\u00e1 que eu vou\u2026\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eulina Lavigne Brian Swimme, em seu livro \u201cO Universo \u00e9 um Drag\u00e3o Verde\u201d, conta-nos que o nosso corpo traz a mem\u00f3ria do Universo. E que o nosso medo vem da experi\u00eancia e mist\u00e9rios da grande floresta. Para mim, esta \u00e9 uma boa possibilidade. 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