{"id":75589,"date":"2018-04-26T17:00:51","date_gmt":"2018-04-26T20:00:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=75589"},"modified":"2018-04-26T14:47:38","modified_gmt":"2018-04-26T17:47:38","slug":"cacauicultura-baiana-conquista-selo-de-origem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2018\/04\/26\/cacauicultura-baiana-conquista-selo-de-origem\/","title":{"rendered":"Cacau do Sul da Bahia conquista Selo de Origem"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-75590\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Cacau.-Foto-CNA-Brasil-300x199.jpg\" alt=\"Cacau. Foto CNA Brasil\" width=\"300\" height=\"199\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Cacau.-Foto-CNA-Brasil-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Cacau.-Foto-CNA-Brasil.jpg 720w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>\u00a0As am\u00eandoas de cacau do Sul da\u00a0 Bahia tiveram sua originalidade reconhecida pelo registro de Indica\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica (IG), na esp\u00e9cie Indica\u00e7\u00e3o de Proced\u00eancia (IP), concedido\u00a0 pelo Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI). O registro foi publicado\u00a0 na Revista de Propriedade Industrial (RPI) n\u00ba 2468.<\/p>\n<p>A busca por esse selo foi iniciada em 2014, mas as discuss\u00f5es sobre assunto come\u00e7aram h\u00e1 mais de 10 anos. O pedido pelo reconhecimento foi feito pela Associa\u00e7\u00e3o dos Produtores de Cacau do Sul da Bahia (APC), que liderou um movimento em prol do cacau, formado por representantes do setor produtivo, governo do Estado e institui\u00e7\u00f5es ligadas \u00e0 cadeia, entre essas a Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria da Bahia (Faeb), o Senar Bahia e os Sindicatos dos Produtores Rurais da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>A conquista da IG oferece a garantia de origem do cacau do sul da Bahia e traz agrega\u00e7\u00e3o de valor, ao posicionar o produto como \u00fanico. De acordo com a INPI, no Brasil, a Identifica\u00e7\u00e3o tem duas modalidades: Denomina\u00e7\u00e3o de Origem (DO) e Indica\u00e7\u00e3o de Proced\u00eancia (IP). A Bahia j\u00e1 possui o reconhecimento para as uvas de mesa e manga do Vale do Subm\u00e9dio S\u00e3o Francisco e para a cacha\u00e7a de Aba\u00edra, que conquistaram o t\u00edtulo em 2009 e 2014, respectivamente.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>A import\u00e2ncia da atividade econ\u00f4mica cacaueira no sul do estado \u00e9 hist\u00f3rica. O cultivo na regi\u00e3o foi iniciado em meados do s\u00e9culo XVIII. Ap\u00f3s passar por profunda crise a partir do final da d\u00e9cada de 80, causada pela vassoura de bruxa, a cadeia produtiva vive atualmente momento de retomada. O presidente da Faeb, Humberto Miranda, afirmou que \u201cessa \u00e9 uma conquista principalmente dos produtores rurais, que v\u00eam se preparando, buscando conhecimento e investindo fortemente em tecnologia. Eles saem da condi\u00e7\u00e3o de produtores de commodities apenas, para atender a essa demanda do mercado, por produtos diferenciados. Eles se reergueram e n\u00e3o permitiram que o cacau da Bahia perdesse sua for\u00e7a, mesmo depois de passar por momentos de extrema dificuldade. A identifica\u00e7\u00e3o ajuda a elevar a autoestima desse produtor\u201d.<\/p>\n<p>Segundo o presidente da APC, Cristiano Santana, o selo oferece agrega\u00e7\u00e3o de valor ao cacau, tanto em termos de qualidade do produto como de valoriza\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o como um todo. \u201cA IG garante uma maior organiza\u00e7\u00e3o \u00e0 cadeia produtiva, porque os produtores passam a trabalhar em coopera\u00e7\u00e3o; valoriza o potencial tur\u00edstico da regi\u00e3o, toda a tradi\u00e7\u00e3o sociocultural e hist\u00f3rica local, que est\u00e1 ligada ao cacau; e traz agrega\u00e7\u00e3o de valor ao produto, quando exige um cultivo sustent\u00e1vel e faz com que os cacauicultores se especializem cada dia mais na produ\u00e7\u00e3o\u201d, explicou Cristiano Santana, ressaltando que \u201co mercado consumidor est\u00e1 cada vez mais exigente e quer um produto diferenciado, que siga as normas ambientais e tenha hist\u00f3ria, qualidade superior e originalidade comprovada, principalmente os compradores do cacau destinado \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de chocolate, o chamado \u2018cacau fino\u2019. Tem empresas pagando 70% mais caro que o normal, para adquirir produto com esses requisitos\u201d.<\/p>\n<p>O presidente da C\u00e2mara Setorial Nacional do Cacau e vice-presidente de Desenvolvimento Agropecu\u00e1rio da Faeb, Guilherme Moura, destacou que \u201ca conquista desse selo vem ao encontro de todo o trabalho que tem sido feito na regi\u00e3o, na busca pela qualidade e no reconhecimento dos aspectos hist\u00f3ricos e culturais, que s\u00e3o determinantes na agrega\u00e7\u00e3o de valor. Sem d\u00favida, a IG \u00e9 um passo fundamental neste novo olhar que a regi\u00e3o tem para o cacau\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A \u00e1rea geogr\u00e1fica beneficiada com a IG abrange um cultivo estimado 61.460 km\u00b2, em 83 munic\u00edpios e seis territ\u00f3rios regionais: Baixo Sul, M\u00e9dio Rio de Contas, M\u00e9dio Sudoeste da Bahia, Litoral Sul, Costa do Descobrimento e Extremo Sul.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0As am\u00eandoas de cacau do Sul da\u00a0 Bahia tiveram sua originalidade reconhecida pelo registro de Indica\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica (IG), na esp\u00e9cie Indica\u00e7\u00e3o de Proced\u00eancia (IP), concedido\u00a0 pelo Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI). O registro foi publicado\u00a0 na Revista de Propriedade Industrial (RPI) n\u00ba 2468. 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