{"id":75,"date":"2023-05-27T08:13:00","date_gmt":"2023-05-27T11:13:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2008\/09\/18\/fruto-de-ouro-brega-de-ouro\/"},"modified":"2023-05-26T12:13:03","modified_gmt":"2023-05-26T15:13:03","slug":"fruto-de-ouro-brega-de-ouro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2023\/05\/27\/fruto-de-ouro-brega-de-ouro\/","title":{"rendered":"O dia em que as hist\u00f3rias de Ol\u00edvia e de Sonia viraram uma s\u00f3 hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/_BSCeP9r5uD8\/SNPGMogKslI\/AAAAAAAAAGY\/aOt6-AGu0p4\/s1600-h\/cacau2.jpg\"><img id=\"BLOGGER_PHOTO_ID_5247755911149826642\" style=\"display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: hand;\" src=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/_BSCeP9r5uD8\/SNPGMogKslI\/AAAAAAAAAGY\/aOt6-AGu0p4\/s320\/cacau2.jpg\" alt=\"\" border=\"0\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Daniel Thame<\/strong><\/p>\n<p><em>Se acaso me quiseres\/sou dessas mulheres que s\u00f3 dizem sim&#8230;<br \/>\nE se tiveres renda\/aceito uma prenda\/qualquer coisa assim\/<br \/>\nComo uma pedra falsa\/um sonho de valsa\/ou um corte de cetim&#8230; (1)<\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-full wp-image-150699\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Daniel-Thame.jpg\" alt=\"\" width=\"237\" height=\"300\" \/>A hist\u00f3ria de Ol\u00edvia \u00e9 cl\u00e1ssica. Filha de trabalhadores rurais, morando numa rua de casas paup\u00e9rrimas em Itap\u00e9, engravidou do namorado, que n\u00e3o quis saber de assumir a crian\u00e7a.<br \/>\nO pai, depois de uma surra hom\u00e9rica na \u201cfilha vagabunda\u201d, colocou-a para fora de casa.Ol\u00edvia foi parar na casa da av\u00f3 em Ibicara\u00ed, teve o filho que tamb\u00e9m n\u00e3o queria e, seguindo o curso natural da hist\u00f3ria, virou empregada dom\u00e9stica, ou \u201csecret\u00e1ria\u201d, esse eufemismo para um trabalho que resistiu ao fim da escravid\u00e3o.<br \/>\nGanhava mal, era humilhada pela patroa e ainda tinha que ceder aos desejos sexuais do dono da casa.<br \/>\n\u00c9 nesse ponto que a hist\u00f3ria de Ol\u00edvia vai se cruzar com uma hist\u00f3ria glamourosa, recheada de lendas e fatos que, embora hoje pare\u00e7am fruto de uma alucina\u00e7\u00e3o coletiva, foram absoluta e absurdamente verdadeiros.<\/p>\n<p><em>E eu te farei vaidoso supor\/que \u00e9 o maior\/e que me possuis\/<br \/>\nMas na manh\u00e3 seguinte\/n\u00e3o conte at\u00e9 vinte\/te afasta de mim\/<br \/>\nPois j\u00e1 n\u00e3o vales nada\/\u00e9s p\u00e1gina virada no meu folhetim.(1)<\/em><\/p>\n<p>Quando Ol\u00edvia se cansou da dobradinha \u00b4fodida e mal paga\u00b4, uma amiga lhe falou da casa de Sonia.Pronto.Ol\u00edvia e Sonia agora fazem parte da mesma hist\u00f3ria, embora a hist\u00f3ria de Sonia tenha, al\u00e9m de Ol\u00edvia, patr\u00edcias, meires, solanges, th\u00e1batas, elianas e tantos outros nomes verdadeiros ou de guerra.<\/p>\n<p>KASAR\u00c3O RELAX DRINK\u00b4S<\/p>\n<p>Kasar\u00e3o o que? Ah, o Brega de Sonia. Quem nunca, ao menos uma vez, n\u00e3o ouviu falar de Sonia? A casa espa\u00e7osa em estilo colonial no bairro de F\u00e1tima, na periferia de Itabuna, \u00e9 quase um referencial na cidade.Povoa a imagina\u00e7\u00e3o das pessoas.<br \/>\nSonia teve seus 15 minutos de fama ao ser inclu\u00edda num Globo Rep\u00f3rter sobre a crise na lavoura cacaueira.Na \u00e9poca, a novela Renascer, ambientada no Sul da Bahia, fazia estrondoso sucesso e a rep\u00f3rter Ilze Scamparini produziu um programa onde a crise, uma coisa s\u00e9ria, que afeta milhares de pessoas, mais parecia um romance de Jorge Amado.<br \/>\nEm vez de lideran\u00e7as da lavoura, sindicalistas e trabalhadores rurais, Ilze mostrou coron\u00e9is de mentirinha como S\u00e1 Barreto e uma personagem real mas que poderia perfeitamente fazer parte de um script de novela, Sonia, autora de uma frase antol\u00f3gica que reverberou nos lares de milh\u00f5es de brasileiros: \u201ca crise do cacau est\u00e1 tirando o tes\u00e3o dos homens\u201d.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><em>Mergulhado na solid\u00e3o\/um vazio no cora\u00e7\u00e3o\/e o meu corpo pedindo um pouco de carinho\/de repente ent\u00e3o me lembrei\/<br \/>\nDe um anuncio e telefonei\/Marquei um encontro amoroso\/pra n\u00e3o ficar sozinho\/Eu agora estou apaixonado por essa garota de programa (2)<\/em><\/p>\n<p>Esque\u00e7amos por um instante a crise, a falta de tes\u00e3o dos homens grapiunas e Sonia. Voltemos a Ol\u00edvia.<br \/>\n18 anos, o corpinho bem feito, seios durinhos, bundinha bem torneada. Chegou a caiu nas gra\u00e7as da clientela. No in\u00edcio, vergonha. Depois&#8230;Bem, depois veio o dinheiro farto, os clientes generosos. \u201cNum m\u00eas bom cheguei a tirar o que hoje seriam tr\u00eas mil reais. Era muito dinheiro\u201d.<br \/>\nEra muito dinheiro mas n\u00e3o era tudo.Dois anos depois, Ol\u00edvia resolveu tentar a vida em S\u00e3o Paulo. Bem que tentou. Abandonou a prostitui\u00e7\u00e3o e foi trabalhar como dom\u00e9stica em S\u00e3o Miguel Paulista, um bairro miser\u00e1vel e violento no cintur\u00e3o de pobreza da periferia da maior cidade do pa\u00eds.<br \/>\nOutra vez o dinheiro curto, a explora\u00e7\u00e3o. Os namorados que s\u00f3 queriam saber de trepar com aquela baianinha fogosa. E j\u00e1 que era para trepar, o caminho foi \u00f3bvio: a Boca do Lixo, zona de prostitui\u00e7\u00e3o de baix\u00edssima categoria do centro velho de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p><em>Eu agora estou apaixonado\/por essa garota de programa\/e n\u00e3o interessa o que ela fez no seu passado\/o meu cora\u00e7\u00e3o me pede, eu digo\/tire essa saudade do meu peito\/traga seu amor e vem ficar aqui comigo (2)<\/em><\/p>\n<p>Deixemos Ol\u00edvia transando com os pobres coitados de S\u00e3o Paulo e voltemos ao Kasar\u00e3o Relax Drink\u00b4s. Ou melhor, voltemos ao Brega de Sonia.<br \/>\nH\u00e1 pouco mais de vinte anos, quando Sonia decidiu se dedicar a essa modalidade nada ortodoxa de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, a Regi\u00e3o Cacaueira vivia o extertor de um ciclo de ouro onde todas as loucuras poss\u00edveis e imagin\u00e1veis, em todos os sentidos, foram cometidas.<br \/>\nSonia pegou a \u00faltima alta do cacau, aquele aviso do anjo, como se Deus dissesse \u201cvoc\u00eas n\u00e3o souberam aplicar bem o dinheiro que o cacau produziu, mas EU estou dando mais uma chance.N\u00e3o a desperdicem\u201d.<br \/>\nMas, c\u00e1 entre n\u00f3s, quem \u00e9 que vai estar preocupado com essas coisas de anjos e mensagens divinas com o cacau batendo nos tr\u00eas mil d\u00f3lares a tonelada?<\/p>\n<p><em>Olha, a primeira vez que eu estive aqui\/foi s\u00f3 pra me distrair, eu vim em busca de amor\/Olha, foi ent\u00e3o que eu te conheci, naquela noite fria, em seus bra\u00e7os meus problemas esqueci&#8230; (3)<\/em><\/p>\n<p>Fala S\u00f4nia:<br \/>\n-Era farra em cima de farra.Os fazendeiros chegavam aqui e exigiam as melhores meninas, o melhor u\u00edsque&#8230;<br \/>\nOs melhores, as melhores. A casa chegou a abrigar 30 garotas. Trinta misses, trinta top models. Meninas na casa dos 18, 20 anos. Vindas do Rio de Janeiro, de S\u00e3o Paulo, do Paran\u00e1, de Salvador. \u201cAt\u00e9 do Exterior\u201d, diz Sonia, n\u00e3o sem uma ponta de melancolia.<br \/>\nEra festa dia e noite, porque quando se tem dinheiro esse neg\u00f3cio de tempo perde o sentido.<br \/>\nMeninas lindas que se entregavam por dinheiro aos fazendeiros e empres\u00e1rios (chamados \u2013 Deus, como isso hoje soa rid\u00edculo!- de coron\u00e9is e bar\u00f5es) e tamb\u00e9m se entregavam por paix\u00e3o ao primeiro que lhes oferecesse um m\u00ednimo de afeto. Afinal vivemos num pa\u00eds onde traficante cheira, puta de apaixona e soci\u00f3logos tidos como respeit\u00e1veis esquecem tudo o que disseram\/escreveram depois que chegam ao poder.<\/p>\n<p><em>Olha, a segunda vez que eu estive aqui\/j\u00e1 n\u00e3o foi pra me distrair\/eu senti saudade de voc\u00ea\/olha eu precisava de carinho\/eu j\u00e1 me sentia t\u00e3o sozinho\/e j\u00e1 n\u00e3o podia mais te esquecer&#8230; (3)<\/em><\/p>\n<p>Justi\u00e7a seja feita. Sonia pode n\u00e3o ser o modelo pronto e acabado de beata e muito provavelmente ter\u00e1 uma certa dificuldade em conseguir uma vaga no reino dos c\u00e9us, mas entendeu perfeitamente a mensagem do anjo.<br \/>\nEmpres\u00e1rios e fazendeiros, como qualquer cego pode ver, n\u00e3o entenderam.<br \/>\nSonia construiu um patrim\u00f4nio s\u00f3lido, que hoje inclui duas pousadas no litoral sul-baiano e algumas casas de aluguel. \u201cGra\u00e7as a Deus soube aplicar bem o dinheiro, n\u00e3o fiz bobagens\u201d, diz. E completa: \u201cfiz quest\u00e3o de orientar bem minhas meninas, mostrando que tudo aqui era passageiro, que n\u00e3o esbanjassem. Muitas delas est\u00e3o casadas, bem de vida\u201d. Cite uma. \u201cImagina, isso a gente n\u00e3o fala\u201d.<br \/>\n\u201cMinhas meninas\u201d poderiam ser substitu\u00eddas por \u201cminhas filhas\u201d, porque Sonia se sente um pouco m\u00e3e de todas elas. \u201c\u00c9 uma vida dura, ningu\u00e9m se prostitui porque quer, mas fa\u00e7o que elas encarem isso como uma profiss\u00e3o, n\u00e3o se envergonhem disso\u201d.<br \/>\nQue mantenham a dignidade. Que n\u00e3o percam a sensibilidade. Que n\u00e3o matem a capacidade de sonhar.<\/p>\n<p><em>Eu vou tirar voc\u00ea desse lugar\/ eu vou levar voc\u00ea pra ficar comigo\/e n\u00e3o me importa o que os outros v\u00e3o pensar&#8230; (3)<\/em><\/p>\n<p>Depois da ultima alta do cacau.Ou do aviso do anjo enviado por Deus. Pecadores continuaram em pecado. E o Senhor resolveu que depois de tanto dinheiro f\u00e1cil, o castigo teria que vir n\u00e3o \u00e0 cavalo, mas numa vassoura. E em forma de bruxa.<br \/>\nA vassoura-de-bruxa, e de novo at\u00e9 os cegos podem ver, surgiu e se alastrou como uma praga devastadora.Em menos de uma d\u00e9cada transformou o Eldorado Grapiuna em terra arrasada.<br \/>\nFez valer a verdade da geografia e colocou o Sul da Bahia (t\u00e3o Sul do Pa\u00eds nos modismos e no padr\u00e3o de vida de suas classes m\u00e9dia e alta) no Nordeste.<br \/>\nEstamos reaproximando Ol\u00edvia de Sonia.Recolocando-as na mesma hist\u00f3ria. A crise levou embora as meninas de S\u00e3o Paulo, Rio e Curitiba. E, se \u00e9 que um dia existiram (as vezes os nem os pr\u00f3prios protagonistas dessa Hist\u00f3ria sabem o que \u00e9 hist\u00f3ria e o que \u00e9 est\u00f3ria), as meninas do Exterior tomaram um avi\u00e3o, um navio ou partiram em cavalos alados.<\/p>\n<p><em>Eu sei que voc\u00ea tem medo de n\u00e3o dar certo\/pensa que o passado vai estar sempre perto\/e que um dia eu possa me arrepender\/eu quero que voc\u00ea n\u00e3o pense em nada triste\/pois quando o amor existe\/n\u00e3o existe tempo pra sofrer. (3)<\/em><\/p>\n<p>Hoje, o Kasar\u00e3o Relax Drink\u00b4s (em tempos de decad\u00eancia expl\u00edcita faremos concess\u00e3o ao nome pomposo) abriga cinco, seis meninas.De Conquista, de Jequi\u00e9, de Itajuipe. Da periferia de Itabuna.<br \/>\nCoron\u00e9is, fazendeiros? Estudantes em busca de farra, empregados do com\u00e9rcio, de vez em quando um garoto disposto a pagar 20 reais pelo quarto e 50 pela transa. 50? Tudo depende da pechincha, coisa impens\u00e1vel nos anos dourados.<br \/>\n\u201cA maioria das pessoas vem aqui s\u00f3 pra ficar alisando a gente.Pedem uma cerveja e ficam enrolando. Chego a ficar dois, tr\u00eas dias sem um \u00fanico cliente\u201d, confidencia uma das meninas. \u201cAcabou, acabou. Nem o cacau volta a ser o que era nem a gente vai ter o movimento que tinha\u201d, sentencia Sonia. \u201cCom essas menininhas a\u00ed trepando a torto e direito, quem \u00e9 que vai pagar pra trepar?\u201d, pergunta, a l\u00edngua ferina de sempre.<br \/>\nOl\u00edvia sorri, uma esp\u00e9cie de l\u00edder, fazendo as vezes de recepcionista.<br \/>\nMas, Ol\u00edvia n\u00e3o deveria estar em S\u00e3o Paulo?<br \/>\n\u201cUma vida dura, violenta. D\u00e1 at\u00e9 pra ganhar um dinheirinho, mas n\u00e3o vale a pena\u201d.<br \/>\nFilha pr\u00f3diga, assim que decidiu fazer o caminho de volta, Ol\u00edvia n\u00e3o pensou na casa dos pais em Itap\u00e9. Nem na casa da av\u00f3 em Ibicara\u00ed.<br \/>\nPensou na casa de Sonia, onde est\u00e1 h\u00e1 um ano. Os tempos s\u00e3o outros, os clientes est\u00e3o cada vez mais escassos.\u201dMas d\u00e1 pra tirar uns 500 reais livres por m\u00eas\u201d. Ol\u00edvia \u00e9 \u00f3tima de conta. Abate a refei\u00e7\u00e3o, abate a moradia, abate a roupa lavada.<br \/>\n500 reais livres por m\u00eas. O dobro de uma professora prim\u00e1ria, pouco menos que um professor universit\u00e1rio, sal\u00e1rio m\u00e9dio de um jornalista. Quatro vezes mais do que uma dom\u00e9stica.<br \/>\n\u201cClaro que eu sonho em sair daqui, encontrar um cara legal, casar. Mas n\u00e3o fico pensando nisso. Se acontecer, aconteceu\u201d.<\/p>\n<p><em>Eu vou tirar voc\u00ea desse lugar\/eu vou levar voc\u00ea pra ficar comigo\/e n\u00e3o interessa o que os outros v\u00e3o pensar&#8230; (3)<\/em><\/p>\n<p>Ol\u00edvia tem um sorriso franco, cativante. N\u00e3o fosse o namorado canalha.N\u00e3o fosse o pai insens\u00edvel. N\u00e3o fosse a patroa exploradora. N\u00e3o fosse o cacau que em tempos \u00e1ureos ou na decad\u00eancia sempre excluiu a maioria das pessoas.<br \/>\nTalvez fosse esposa de um trabalhador rural, de um comerci\u00e1rio batalhador. Com um pouco de sorte, do dono de uma rocinha com centenas de arrobas de cacau.<br \/>\nN\u00e3o h\u00e1 tempo para divaga\u00e7\u00f5es.Chegam tr\u00eas rapazes e Ol\u00edvia pede licen\u00e7a para atende-los, n\u00e3o sem antes comentar baixinho \u201cesses a\u00ed tem cara de que s\u00f3 vem aqui enrolar\u201d. Ossos do of\u00edcio, Ol\u00edvia escolhe seu melhor sorriso e se esmera-se em mesuras aos rapazes.<br \/>\nNo quarto, Sonia, essa respeit\u00e1vel senhora, m\u00e3e de cinco filhos, empres\u00e1ria hoteleira, esparrama-se pela cama e assiste a um filme na Globo.<br \/>\nL\u00e1 fora, a vida passa como um filme onde Ol\u00edvia, Sonia e cada<br \/>\num segue o curso natural da hist\u00f3ria.<br \/>\nEntrela\u00e7ando hist\u00f3rias, vidas, sonhos. Desejos.<br \/>\nUm poeta vagabundo, parafraseando Fernando Pessoa, diria que \u201ca vida vale a pena quando se vive intensamente cada minuto\u201d.<br \/>\nOu, simplesmente, \u201cquando se vive\u201d. Vive, vive, vive e vive&#8230;<\/p>\n<p>___________________________________<br \/>\n(1)\u2013 Chico Buarque, Folhetim<br \/>\n(2)\u2013 Odair Jos\u00e9, Garota de Programa<br \/>\n(3)\u2013 Odair Jos\u00e9, Eu Vou Tirar Voc\u00ea Desse Lugar<\/p>\n<p>____________<\/p>\n<p>TEXTO PUBLICADO NO JORNAL A REGI\u00c3O (ITABUNA) JUNHO\/2001<\/p>\n<p>HOJE O OUTRORA GLORIOSO BREGA DE SONIA \u00c9 APENAS UMA LENDA&#8230;O CACAU, QUASE ISSO.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Daniel Thame Se acaso me quiseres\/sou dessas mulheres que s\u00f3 dizem sim&#8230; E se tiveres renda\/aceito uma prenda\/qualquer coisa assim\/ Como uma pedra falsa\/um sonho de valsa\/ou um corte de cetim&#8230; (1) A hist\u00f3ria de Ol\u00edvia \u00e9 cl\u00e1ssica. 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