{"id":735,"date":"2010-06-23T12:06:00","date_gmt":"2010-06-23T15:06:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2010\/06\/23\/vender-a-mae-e-nao-entregar\/"},"modified":"2010-06-23T12:06:00","modified_gmt":"2010-06-23T15:06:00","slug":"vender-a-mae-e-nao-entregar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2010\/06\/23\/vender-a-mae-e-nao-entregar\/","title":{"rendered":"Vender a m\u00e3e e n\u00e3o entregar"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/_BSCeP9r5uD8\/TCIjUw4PwNI\/AAAAAAAABUY\/xe9tuBgVaMI\/s1600\/vender+a+m%C3%A3e.jpg\"><img style=\"display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 218px;\" src=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/_BSCeP9r5uD8\/TCIjUw4PwNI\/AAAAAAAABUY\/xe9tuBgVaMI\/s320\/vender+a+m%C3%A3e.jpg\" border=\"0\" alt=\"\"id=\"BLOGGER_PHOTO_ID_5485986135715856594\" \/><\/a><br \/>Na Copa do Mundo de 1974, a ent\u00e3o Alemanha Ocidental entregou o jogo para a sua irm\u00e3 Alemanha Oriental, que a Guerra Fria separou por um muro. Perdeu de 1&#215;0, numa marmelada monumental.<\/p>\n<p> O objetivo era fugir do confronto com o Brasil e a Holanda na fase seguinte, e encarar advers\u00e1rios mais f\u00e1ceis para chegar a final.<\/p>\n<p> Chegou e no embalo acabou derrotando a pr\u00f3pria Holanda por 2&#215;1, conquistando o bicampeonato.<\/p>\n<p> Na Copa de 1990, a mesma Alemanha fez um jogo de compadres contra a \u00c1ustria, a partida terminou empatada, os alem\u00e3es \u201cfugiram\u201d da dona da casa, a It\u00e1lia, e de novo chegaram a final, desta vez contra uma remendada Argentina. <\/p>\n<p> Alemanha tricampe\u00e3 do mundo.<\/p>\n<p> Entregar uma partida ou fazer jogo de compadres para escolher advers\u00e1rios teoricamente mais f\u00e1ceis na fase seguinte n\u00e3o \u00e9 bem o esp\u00edrito do futebol e d\u00e1 botinadas no fair-play, mas n\u00e3o condena ningu\u00e9m ao desterro ou ao fogo do inferno, quando a meta \u00e9 achar um caminho mais f\u00e1cil para chegar ao maior dos objetivos, a conquista do t\u00edtulo.<\/p>\n<p> A estrat\u00e9gia alem\u00e3 vem a prop\u00f3sito diante da situa\u00e7\u00e3o do Brasil na Copa.<\/p>\n<p> Prevalecesse a l\u00f3gica e o Brasil, primeiro do grupo G, enfrentaria o Chile ou a Su\u00ed\u00e7a, que brigariam pela segunda vaga do grupo H, que tinha a Espanha como favorita.<\/p>\n<p> No grupo G, a l\u00f3gica prevaleceu e o Brasil, mesmo sem jogar um grande futebol, passou pela Cor\u00e9ia do Norte e pela Costa do Marfim.<\/p>\n<p> Ocorre que a Espanha n\u00e3o seguiu a l\u00f3gica, perdeu da Su\u00ed\u00e7a, ganhou na bacia das almas de Honduras e vai lutar pelo segundo lugar do grupo H, neste caso, para enfrentar o Brasil.<\/p>\n<p> \u00d3bvio que, mesmo com a Espanha cambaleando, em tese \u00e9 muito melhor pegar o Chile, nosso velho fregu\u00eas,  e avan\u00e7ar para as quartas de final.<\/p>\n<p> O problema \u00e9 que n\u00e3o temos o pragmatismo alem\u00e3o, j\u00e1 que para o brasileiro o futebol \u00e9 essencialmente paix\u00e3o (embora o time atual seja racional at\u00e9 demais) e fica dif\u00edcil imaginar Dunga pedindo para os jogadores entregarem a partida para os portugueses.<\/p>\n<p>N\u00e3o faz parte da nossa cultura esse tipo de atitude. Ou de falta de atitude.<\/p>\n<p>Resumo da \u00f3pera: o Brasil joga para vencer os portugueses e confirmar o primeiro lugar do grupo. Depois, que venha Chile, Su\u00ed\u00e7a ou Espanha.<\/p>\n<p>Porque esse Brasil pragm\u00e1tico, sem gra\u00e7a e com um t\u00e9cnico que \u00e9 o supra-sumo do mau humor e da grosseria, est\u00e1 com uma cara de hexacampe\u00e3o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na Copa do Mundo de 1974, a ent\u00e3o Alemanha Ocidental entregou o jogo para a sua irm\u00e3 Alemanha Oriental, que a Guerra Fria separou por um muro. Perdeu de 1&#215;0, numa marmelada monumental. 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