{"id":685,"date":"2010-06-02T14:23:00","date_gmt":"2010-06-02T17:23:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2010\/06\/02\/viajando-com-o-perigo\/"},"modified":"2010-06-02T14:23:00","modified_gmt":"2010-06-02T17:23:00","slug":"viajando-com-o-perigo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2010\/06\/02\/viajando-com-o-perigo\/","title":{"rendered":"Viajando com o perigo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/_BSCeP9r5uD8\/TAaT4EeIrnI\/AAAAAAAABN4\/jTNx83B9K6E\/s1600\/jovens+no+volante.jpg\"><img style=\"float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 299px; height: 320px;\" src=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/_BSCeP9r5uD8\/TAaT4EeIrnI\/AAAAAAAABN4\/jTNx83B9K6E\/s400\/jovens+no+volante.jpg\" border=\"0\" alt=\"\"id=\"BLOGGER_PHOTO_ID_5478228588224884338\" \/><\/a><br \/>No imagin\u00e1rio da juventude, o autom\u00f3vel sempre esteve associado \u00e0 liberdade e tamb\u00e9m a uma    certa dose de rebeldia.<\/p>\n<p>Ao completar 18 anos, quase todo jovem sonha em tirar a carteira de habilita\u00e7\u00e3o e passar a dirigir. O carro \u00e9 quase como um rito de passagem da adolesc\u00eancia para uma nova etapa de vida.<\/p>\n<p> Pena que, al\u00e9m da pretensa liberdade, o carro acabe associado a uma trag\u00e9dia que n\u00e3o \u00e9 exclusiva do Brasil, mas que aqui ganha propor\u00e7\u00f5es assustadoras: os acidentes de tr\u00e2nsito, com uma legi\u00e3o de mortos e feridos. <br \/> O Brasil tem cerca de 400 mil v\u00edtimas de acidentes de tr\u00e2nsito por ano, com quase 40 mil mortes. Nem pa\u00edses em permanente estado de guerra, como o Iraque e o Afeganist\u00e3o, produzem n\u00fameros semelhantes.<\/p>\n<p> Na Bahia, foram cerca de cinco mil acidentes nos \u00faltimos doze meses  com um mais de 400 mortos. Esses n\u00fameros referem-se apenas \u00e0s rodovias federais, n\u00e3o inclui as estradas estaduais e as vias urbanas, onde a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 diferente.<\/p>\n<p> Onde \u00e9 que o jovem entra nessa hist\u00f3ria de terror?<\/p>\n<p> Entra como protagonista, ator principal.<\/p>\n<p> Na Bahia, jovens entre 18 e 29 anos representam 25% do total das carteiras de habilita\u00e7\u00e3o, mas respondem 45% dos mortos e feridos em acidentes. \u00c9 o maior percentual entre todas as faixas et\u00e1rias.<\/p>\n<p> O motorista brasileiro \u00e9 um imprudente por excel\u00eancia. N\u00e3o respeita as leis de tr\u00e2nsito, abusa da velocidade e ainda n\u00e3o percebeu que bebida e dire\u00e7\u00e3o, definitivamente, n\u00e3o combinam. Esses fatores s\u00e3o respons\u00e1veis por 95% dos acidentes nas estradas brasileiras. O p\u00e9ssimo estado de conserva\u00e7\u00e3o das rodovias, apontado como vil\u00e3o, responde por meros 5% das ocorr\u00eancias.<\/p>\n<p> A esses defeitos, o jovem acrescenta mais um: o excesso de confian\u00e7a, t\u00edpico da idade, em que o vigor f\u00edsico atinge o auge e transgredir faz parte do estilo de vida. Uma regra que, na virada dos anos 60\/70 do s\u00e9culo passado, Caetano Veloso sintetizou no \u201c\u00c9 Proibido Proibir\u201d. Como se tudo fosse poss\u00edvel e permitido. <\/p>\n<p> \u00c9 o excesso de confian\u00e7a que leva \u00e0s ultrapassagens que beiram a insanidade, ao \u201cp\u00e9 embaixo\u201d no acelerador. O carro, que deveria ser um acess\u00f3rio importante de locomo\u00e7\u00e3o e, at\u00e9 mesmo, um s\u00edmbolo de liberdade, acaba se transformando numa arma muitas vezes letal.<\/p>\n<p> Todos os anos, milhares de jovens tem suas vidas ceifadas ou irremediavelmente comprometidas pelos acidentes. Pais, familiares e amigos choram a dor de perdas prematuras e inesperadas.<\/p>\n<p> Apesar de n\u00fameros t\u00e3o assustadores, o festival de imprud\u00eancia continua e o n\u00famero de mortos e feridos n\u00e3o para de aumentar, numa estat\u00edstica macabra que desafia o bom senso.<\/p>\n<p> A vida \u00e9 bela demais para, em nome de uma rebeldia tola e inconseq\u00fcente, terminar na pr\u00f3xima curva, no pr\u00f3ximo sem\u00e1foro vermelho, na pr\u00f3xima ultrapassagem arriscada, no pr\u00f3ximo \u201cpega\u201d&#8230;<\/p>\n<p> Quem arrisca a vida dessa maneira s\u00f3 n\u00e3o \u00e9 um completo ot\u00e1rio porque \u00e9 mais do que isso: um irrespons\u00e1vel completo que ainda exp\u00f5e a vida de pessoas inocentes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No imagin\u00e1rio da juventude, o autom\u00f3vel sempre esteve associado \u00e0 liberdade e tamb\u00e9m a uma certa dose de rebeldia. 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