{"id":67070,"date":"2017-09-11T16:56:24","date_gmt":"2017-09-11T19:56:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=67070"},"modified":"2017-09-11T16:56:24","modified_gmt":"2017-09-11T19:56:24","slug":"quilombolas-agricultores-e-assentados-lancam-manifesto-contra-violencia-no-campo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2017\/09\/11\/quilombolas-agricultores-e-assentados-lancam-manifesto-contra-violencia-no-campo\/","title":{"rendered":"Quilombolas, agricultores e assentados lan\u00e7am manifesto contra viol\u00eancia no campo"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft  wp-image-67071\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/terra-300x199.jpg\" alt=\"terra\" width=\"286\" height=\"190\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/terra-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/terra.jpg 834w\" sizes=\"(max-width: 286px) 100vw, 286px\" \/>Um manifesto de rep\u00fadio \u00e0 viol\u00eancia agr\u00e1ria na Bahia foi lan\u00e7ado, nesta segunda feira (11), durante audi\u00eancia p\u00fablica que debateu o tema na Comiss\u00e3o de Direitos Humanos e Seguran\u00e7a P\u00fablica da Assembleia Legislativa. O encontro, coordenado pelo deputado estadual Marcelino Galo (PT), contou com a participa\u00e7\u00e3o do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), da Teia dos Povos, do Movimento de Luta pela Terra, do Movimento de Trabalhadores Assentados, Acampados e Quilombolas (CETA), do Movimento de Fundo e Fecho de Pasto, do Geografar, da Universidade Federal da Bahia, dos Quilombos do Quingoma, de Lauro de Freitas, Engenho da Ponte do Iguape, de Cachoeira, e Tapera, de Mata de S\u00e3o Jo\u00e3o.<\/p>\n<p>Dados do Centro de Documenta\u00e7\u00e3o \u201cDom Tom\u00e1s Balduino\u201d da Comiss\u00e3o Pastoral da Terra (CPT) apontam a Bahia como terceiro estado no Brasil no n\u00famero de conflitos no campo brasileiro, com 11% do total registrado no pa\u00eds. No relat\u00f3rio sobre a viol\u00eancia agr\u00e1ria em 2016, divulgado este ano pela CPT, foram identificados 19 territ\u00f3rios quilombolas no estado em disputa de terras com terceiros.\u00a0Para o deputado Marcelino Galo, os conflitos agr\u00e1rios se acirraram depois do impeachment da presidente Dilma Rousseff em 2016. Ele acrescenta que a viol\u00eancia e exclus\u00e3o no campo devem aumentar depois que o Governo Michel Temer (PMDB) cortou quase 69% do or\u00e7amento destinado as pol\u00edticas de Reforma Agr\u00e1ria e Desenvolvimento Rural para o ano de 2018.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>\u201c\u00c9 necess\u00e1rio que o Estado brasileiro se antecipe aos conflitos agr\u00e1rios para evitar mortes de lideran\u00e7as de movimentos sociais. N\u00e3o podemos aceitar que a escalada da viol\u00eancia, agravada pelo desmonte promovido pelo governo golpista, continue a ceifar vidas impunimente\u201d, afirmou Galo.<\/p>\n<p>Rejane Rodrigues, do Quilombo de Quingoma, em Lauro de Freitas, tamb\u00e9m criticou o ajuste fiscal promovido pelo governo federal e o fim de pol\u00edticas p\u00fablicas para as comunidades tradicionais. \u201cO desmonte de pol\u00edticas p\u00fablicas fundamentais contribui para alastrar a viol\u00eancia, agravando nossa situa\u00e7\u00e3o e contribuindo para ceifar muitas vidas de nossos irm\u00e3os quilombolas\u201d, refletiu. \u201cEsse manifesto surge no sentido de repudiarmos a escalada da viol\u00eancia no campo, visto que vivemos hoje uma situa\u00e7\u00e3o complicada, de persegui\u00e7\u00e3o \u00e0s lideran\u00e7as e a popula\u00e7\u00e3o das comunidades tradicionais\u201d, enfatizou Edvagno Rios, do Movimento dos Pequenos Agricultores, ao avaliar que no Brasil j\u00e1 houve 60 assassinatos relacionados \u00e0 disputa por terra.<\/p>\n<p>A associa\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00f5es de quilombolas ao tr\u00e1fico de drogas no Brasil tamb\u00e9m foi criticada na audi\u00eancia p\u00fablica. \u201cToda vez que temos qualquer viola\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito das comunidades tradicionais, o Estado e a pr\u00f3pria sociedade acaba imputando o que ocorreu ali ao tr\u00e1fico de drogas. Isso acontece no Brasil inteiro. A maioria dos fatos que acontece nas comunidades tradicionais n\u00e3o \u00e9 decorrente do tr\u00e1fico de drogas. Tem rela\u00e7\u00e3o com a demarca\u00e7\u00e3o e luta pela terra\u201d, opinou o defensor p\u00fablico federal, Atila Dias.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m participaram das discuss\u00f5es a promotora de Justi\u00e7a, Dra. Luciana Khoury, a defensora p\u00fablica Eva Rodrigues, o representante da Ordem dos Advogados do Brasil, Clovis Santana, da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores na Agricultura, Poliana Carmo, e o ex-deputado Yulo Oititica, representando a Secretaria de Justi\u00e7a, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social do Estado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um manifesto de rep\u00fadio \u00e0 viol\u00eancia agr\u00e1ria na Bahia foi lan\u00e7ado, nesta segunda feira (11), durante audi\u00eancia p\u00fablica que debateu o tema na Comiss\u00e3o de Direitos Humanos e Seguran\u00e7a P\u00fablica da Assembleia Legislativa. 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