{"id":66607,"date":"2018-05-12T11:10:32","date_gmt":"2018-05-12T14:10:32","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=66607"},"modified":"2018-05-11T16:17:12","modified_gmt":"2018-05-11T19:17:12","slug":"a-historia-do-cristo-de-ilheus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2018\/05\/12\/a-historia-do-cristo-de-ilheus\/","title":{"rendered":"A Hist\u00f3ria do Cristo de Ilh\u00e9us"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">\u00a0<strong>Gerson Marques<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignright  wp-image-66608\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/gerson-marques1-225x300.jpg\" alt=\"gerson marques\" width=\"159\" height=\"212\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/gerson-marques1-225x300.jpg 225w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/gerson-marques1.jpg 694w\" sizes=\"(max-width: 159px) 100vw, 159px\" \/>Aos primeiros raios do dia a not\u00edcia varreu a cidade como um terremoto, em sua casa o prefeito foi acordado aos gritos, havia uma frenesi generalizada e uma histeria coletiva por todos os cantos, o Bispo, muito nervoso correu para igreja acompanhado por um grupo de padres e devotos, todos se perguntavam como isso tinha acontecido, por que? seria coisa de Deus? Ou daquele?<\/p>\n<p>Para o prefeito, n\u00e3o havia d\u00favidas, era coisa da oposi\u00e7\u00e3o, aqueles comunistas ateus, materialistas dos diabos interessados em combater seu governo, com golpes baixos e sabotagem.<\/p>\n<p>Em pouco tempo uma multid\u00e3o j\u00e1 se formava no local, as pessoas vinham de todos os lugares e se dirigiam em hordas para a ponta do Unh\u00e3o (conhecida hoje como praia do Cristo), as ruas e a praia estavam apinhadas de gente assombradas com a not\u00edcia e completamente incr\u00e9dulas com o que viam, assim come\u00e7ou o dia vinte e sete de junho de mil novecentos e quarenta e dois, em Ilh\u00e9us, v\u00e9spera do anivers\u00e1rio da cidade.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-66610\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/cristo-2-225x300.jpg\" alt=\"cristo 2\" width=\"225\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/cristo-2-225x300.jpg 225w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/cristo-2-768x1024.jpg 768w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/cristo-2.jpg 900w\" sizes=\"(max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/>Nas proximidades do local, um conhecido estivador \u00a0morador do Outeiro, dos primeiros a ver o ocorrido, comentava em voz alta que nos \u00faltimos dias coisas estranhas estavam acontecendo em Ilh\u00e9us, para ele, tudo era sinal do fim dos tempos, disse lembrando o caso do fantasma alado que fora visto por muitos no povoado do Banco da Vit\u00f3ria, voando a noite entre o cemit\u00e9rio e a fazenda dos su\u00ed\u00e7os, fazia um barulho tenebroso, disse o estivador, \u00a0soltando um grunhido macabro que assustou os presentes, lembrou tamb\u00e9m do padre holand\u00eas, que morreu afogado no Rio do Bra\u00e7o e dias depois foi visto por muitos rezando uma missa na capela da fazenda dos Catal\u00e3o, e agora isso aqui uma coisa inexplic\u00e1vel e assustadora, era sem d\u00favida um sinal do fim dos tempos, insistiu o estivador.<\/p>\n<p>Perto dali, em uma roda de fazendeiros de cacau e comerciantes o l\u00edder oposicionista Nelson Adami de Carvalho, apresentava sua tese para o acontecimento, baseado em uma teoria conspirat\u00f3ria, dizendo que o ocorrido fora sem d\u00favida uma inven\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio prefeito, s\u00f3 para caluniar a oposi\u00e7\u00e3o, no que era apoiado por uns e refutado por outros.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>O fato por\u00e9m come\u00e7a um ano antes no ver\u00e3o de 1941, segundo not\u00edcias vinculadas no vespertino Di\u00e1rio da Tarde, ao chegar de uma viagem a capital da Rep\u00fablica, o prefeito Alfredo Pessoa, alegou que durante sua estadia no Rio de Janeiro, teve um sonho em que Deus \u201cteria aparecido em pessoa\u201d como disse o prefeito, a sua frente pedindo que ele constru\u00edsse uma est\u00e1tua do Cristo Redentor em Ilh\u00e9us, que deveria ficar localizada no cume do Morro de Pernambuco, de bra\u00e7os abertos, saudando navios, veleiros, lanchas, brigueis e todo tipo de embarca\u00e7\u00f5es com seus marinheiros e passageiros que chegavam a cidade pelo mar.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca, a oposi\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de editoriais e not\u00edcias no jornal oposicionista A Gazeta de Ilh\u00e9us, acusava o alcaide de estar fazendo proselitismo, transformando Deus em seu cabo eleitoral, com vistas as elei\u00e7\u00f5es vindouras, a obra do Cristo seria nada mais que uma imita\u00e7\u00e3o barata do que ele tinha visto no Rio de Janeiro, o famoso Redentor da capital federal, fazer um desse em Ilh\u00e9us era fara\u00f4nico e dispendioso para uma cidade em que a maioria das ruas eram de terra e muita lama em tempos de chuva.<\/p>\n<p>Ciente das cr\u00edticas o prefeito fez uma alian\u00e7a com o Bispo D. Miguel Proen\u00e7a, que em troca de uma boa ajuda para constru\u00e7\u00e3o da Catedral, apoiou a ideia divina, que, segundo o Bispo \u201cteria o pr\u00f3prio Deus solicitado ao prefeito\u201d, irritando profundamente a oposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em abril daquele ano, uma missa campal no cume do Morro de Pernambuco, marcou o inicio da obra, \u00a0houve a benzedura do local, discursos pol\u00edticos, fogos de artif\u00edcios e pedra fundamental, o prefeito n\u00e3o perdeu a oportunidade de demonstrar sua intimidade com Deus, dizendo a todos que falava com o senhor diariamente e que Deus teria dito a ele de seu apre\u00e7o por Ilh\u00e9us, disse o prefeito que estava ali n\u00e3o para cumprir uma promessa de campanha, mas uma promessa divina feita ao maior de todos os eleitores, o pr\u00f3prio, que havia aparecido a ele \u201cem pessoa\u201d para pedir que ali fosse feita uma est\u00e1tua em homenagem ao seu filho crucificado.<\/p>\n<p>Passado um ano do in\u00edcio da obra, que se mostrou enormemente penosa e cara, dada \u00e0s dificuldades naturais em transpor para o outro lado da baia pedras, areia, cimento, madeira, ferro e em fim todo material necess\u00e1rio a empreitada, \u00a0foi anunciada a data da inaugura\u00e7\u00e3o para vinte e oito de junho de quarenta e dois, o principal acontecimento do anivers\u00e1rio da cidade.<\/p>\n<p>Uma longa lista de convidados foi elaborada com anteced\u00eancia, entre eles o Cardeal D. Murilo Costa, Acerbispo Primaz do Brasil, que confirmou a presen\u00e7a na condi\u00e7\u00e3o de representante do Papa, e o governador do estado, Juracy Peixoto que, \u00a0segundo o prefeito passou um telegrama confirmat\u00f3rio de sua ilustre presen\u00e7a, nos dias que antecederam a inaugura\u00e7\u00e3o o prefeito fez seu governo trabalhar a todo vapor, convidou para abrilhantar o evento filarm\u00f4nicas de doze cidades do estado, o Clube Social frequentado pela elite ilheense divulgou a realiza\u00e7\u00e3o de um grande baile de gala, com trajes a rigor, terno para os homens e vestidos longos para mulheres, diversas fam\u00edlias tradicionais organizaram \u00a0almo\u00e7os e jantares para parentes, amigos e importantes autoridades esperadas para os festejos c\u00edvico religioso, arvores foram podadas e pintadas de cal, ruas varridas e mato arrancado, as tradicionais bandeirolas j\u00e1 enfeitavam as ruas do centro uma semana antes, os comerciantes animados sentiram o aumento s\u00fabito nas vendas de tecidos, sapatos, chap\u00e9us, joias e todos apetrechos de maquiagens, perfumaria e acess\u00f3rios. Para desespero da oposi\u00e7\u00e3o a cidade s\u00f3 falava na inaugura\u00e7\u00e3o da est\u00e1tua do redentor, os mais exagerados e euf\u00f3ricos bairristas afirmavam que ela era ainda mais bonita e maior que a da capital.<\/p>\n<p>No entanto, tudo que foi programado estava em suspenso com a noticia que abalou a cidade naquela manh\u00e3.<\/p>\n<p>Era madrugada quando o pescador Oleg\u00e1rio Da\u2019Silva, \u00a0zarpou da Ponta da Pedra com seu pequeno veleiro de pesca na dire\u00e7\u00e3o da barra, rumo a alto mar, fazia isso todos os dias, nos \u00faltimos meses se acostumou a ver a obra do Cristo, em todas suas etapas, o in\u00edcio quando foi feito o gigantesco pedestal de pedras, e a cada dia a est\u00e1tua de cimento e ferro sendo erguida lentamente e ganhando forma, podia ver as linhas retas das vestes sagradas, a corda atada a cintura do salvador denotando a simplicidade de suas vestimentas, o t\u00f3rax robusto, e tempos depois os bra\u00e7os longos e generosos abertos para o mar, nos \u00faltimos meses, viu os oper\u00e1rios moldando a cabe\u00e7a com longa cabeleira, a barba e o rosto sereno de olhar iluminado e radiante do filho de Deus, Oleg\u00e1rio gostava da vis\u00e3o quando passava na boca da barra, fazia v\u00e1rias vezes o sinal da cruz, tanto na sa\u00edda para o mar, quanto na volta da pescaria agradecendo ao Cristo, agora finalizado, a \u00a0fartura em suas redes no generoso mar dos Ilh\u00e9us, naquela manh\u00e3 tendo navegado a longa curva da baia empurrado pelas \u00faltimas baforadas do terral, j\u00e1 podia ver a barra com suas ondas douradas refletindo a luz do sol que come\u00e7ava a nascer, pouco depois, como fazia todos dias aproximou a m\u00e3o do rosto para se benzer, olhou para o cume do Morro de Pernambuco onde na v\u00e9spera viu a estatua sendo pintada de branco em retoques finais, e para sua surpresa n\u00e3o \u00e0 viu onde esperava, pensou que o barco estava no lugar errado, talvez mais pra dentro da baia, logo, constatou que n\u00e3o, ele conhecia aquelas \u00e1guas como suas pr\u00f3prias m\u00e3os, voltou a olhar para o cume do morro agora a estibordo, onde com certeza estaria gloriosamente o redentor de bra\u00e7os abertos, e nada! passou as m\u00e3os molhadas no rosto, sentiu o sal da \u00e1gua nos l\u00e1bios, firmou mais uma vez o olhar em busca da imagem e constatou que realmente n\u00e3o a enxergava, pensou tratar-se de uma nuvem cobrindo o Morro, mas notou um c\u00e9u azulado \u00a0escuro quase sem nuvens, n\u00e3o podia ser, onde foi parar o Cristo enorme que ainda ontem quando voltou do mar estava ali? Muitas coisas passaram pela cabe\u00e7a de Oleg\u00e1rio naquele momento, talvez estivesse endoidecendo, meio amalucado, seria aquelas cacha\u00e7as no bar de Zef\u00e1 todas as noites, ou cansa\u00e7o de anos da labuta intermin\u00e1vel, lembrou da m\u00e3e dizendo que muito sol na cabe\u00e7a deixava o ju\u00edzo mole, e seguiu variando o pensamento sem nada entender, quem sabe seria um capricho do pr\u00f3prio Cristo, um senhor t\u00e3o poderoso, resolveu sair por a\u00ed, cansou da posi\u00e7\u00e3o de bra\u00e7os abertos, estaria provavelmente \u00a0deitado ali na grama rec\u00e9m aparada junto aos coqueiros do Morro&#8230; de repente voltou a si de olhos muito arregalados com o barco j\u00e1 a deriva, olhando em volta, encontrou por fim a magn\u00edfica est\u00e1tua, n\u00e3o para seu al\u00edvio, mas sim para piorar sua confus\u00e3o mental, o Cristo tinha mudado de lado, desceu do Morro, atravessou o canal da baia e se postou na ponta do Unh\u00e3o, do mesmo jeito que fora erguida, em suas vestes longas, a corda na cintura, os bra\u00e7os generosos abertos ao mar e aqueles cabelos longos e a barba no rosto sereno e iluminado, tudo ali s\u00f3 que em outro lugar. \u00a0Oleg\u00e1rio sentiu o ch\u00e3o sumir a seus p\u00e9s, o mar se abriu e o dia escureceu, imaginou-se morto, louco, vision\u00e1rio, cego, pecador tudo ao mesmo tempo e nem assim conseguia entender. Como o Cristo Redentor de cimento e ferro havia mudado de lugar de um dia para outro, ficou ainda mais perplexo quando notou que at\u00e9 o enorme pedestal de pedras tamb\u00e9m se mudou com o Cristo, assim, o pescador Oleg\u00e1rio foi o primeiro a constatar o ocorrido, mas n\u00e3o o \u00fanico, \u00a0Manoel Firmino, estivador e morador do Outeiro tamb\u00e9m se assombrou com o que viu logo cedo l\u00e1 de cima da janela de sua casa, debru\u00e7ada do alto da colina sobre a entrada da barra, dali mesmo assistiu dia ap\u00f3s dia a constru\u00e7\u00e3o da est\u00e1tua, assim como Oleg\u00e1rio, viu a constru\u00e7\u00e3o do pedestal e de cada etapa daquela enorme imagem que se imp\u00f4s na paisagem, mas que agora simplesmente n\u00e3o estava l\u00e1, estava c\u00e1, ao p\u00e9 de seu Outeiro na ponta do Unh\u00e3o, foi ele que p\u00f4s a boca no trombone e soltou a not\u00edcia bomba acordando toda cidade.<\/p>\n<p>A multid\u00e3o que agora j\u00e1 reunia quase todos os moradores da pacata Ilh\u00e9us da d\u00e9cada de quarenta, chegava ao Unh\u00e3o pela rua Dois de Julho ou pela avenida Copacabana (antigo nome da Soares Lopes), testemunhavam assombrados o ocorrido, no meio do povo n\u00e3o tardou um conhecido carola, coroinha, sacrist\u00e3o e quase padre, Juca Galdino gritar em plenos pulm\u00f5es. \u2013 \u00c9 um Milagre! no que foi acompanhado pelos milhares de devotos e tamb\u00e9m pelos infi\u00e9is na mesma cantilena, Milagre! Milagre! Milagre! um milagre acabava de acontecer ali, de imediato um fervor religioso tomou conta de todos que come\u00e7aram a rezar, muitos prostrados de joelhos ao ch\u00e3o e em l\u00e1grimas.<\/p>\n<p>Na prefeitura, o alcaide \u00a0Alfredo Pessoa bradava aos montes os improp\u00e9rios acusat\u00f3rios aos opositores, segundo ele, acomunados com o diabo, para desmoraliza-lo perante os eleitores e a Deus, inconformado, mandou cancelar a inaugura\u00e7\u00e3o e ordenou que a est\u00e1tua teria que voltar ao alto do Morro de Pernambuco, custasse o que custasse. O Bispo por\u00e9m desta vez n\u00e3o apoiou o prefeito, disse que a est\u00e1tua tinha que ficar onde agora estava, foi realmente um milagre, o pr\u00f3prio Cristo escolher\u00e1 o local, o prefeito possesso de raiva n\u00e3o aceitou a tese do Bispo, e de imediato o acusou de se vender a oposi\u00e7\u00e3o, j\u00e1 estes por sua vez, sentindo os novos ares aderiu subitamente a opini\u00e3o popular e adotou o discurso do milagre, acusando o prefeito de querer desrespeitar a vontade de Deus. O caos pol\u00edtico se instalou na cidade, as v\u00e9speras do anivers\u00e1rio e da pomposa inaugura\u00e7\u00e3o, o prefeito n\u00e3o abria m\u00e3o de mandar desmanchar a est\u00e1tua e reergue-la no alto do Morro de Pernambuco, onde Deus em pessoa teria pedido a ele, repetiu pela mil\u00e9sima vez a hist\u00f3ria do sonho.<\/p>\n<p>Inconformados com a decis\u00e3o de destruir a est\u00e1tua, os fervorosos devotos se revoltaram e resolveram proteger a est\u00e1tua da sanha demolidora do prefeito, a oposi\u00e7\u00e3o em comitiva foi ao Bispo fazer um apelo por sua interven\u00e7\u00e3o, que, evocando a condi\u00e7\u00e3o de autoridade maior nos assuntos do cristianismo e \u00a0agora apoiado pela oposi\u00e7\u00e3o, manteve a inaugura\u00e7\u00e3o para o dia seguinte com todas as pompas da programa\u00e7\u00e3o j\u00e1 preparada, para alegria geral da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Assim, no dia vinte e oito de julho de 1942 com grande festa, pompas e circunst\u00e2ncias toda popula\u00e7\u00e3o de Ilh\u00e9us e regi\u00e3o, na presen\u00e7a de \u00a0autoridades convidadas, do \u00a0Bispo D. Miguel Proen\u00e7a, acompanhado do Governador e do Cardeal Primaz, e na presen\u00e7a dos pol\u00edticos da oposi\u00e7\u00e3o inaugurou a est\u00e1tua do Cristo Redentor de Ilh\u00e9us \u00a0na Ponta do Unh\u00e3o, hoje conhecida como Praia do Cristo, onde ainda est\u00e1.<\/p>\n<p>O prefeito Alfredo Pessoa, tomado de raiva e profunda crise de dor de cotovelo, \u00a0\u00a0n\u00e3o compareceu ao evento, conta-se que dias depois foi amarrado em camisa de for\u00e7a quando sozinho tentava em posse de uma marreta destruir a est\u00e1tua, \u00a0levado ao internato no manic\u00f4mio Juliano Moreira em Salvador nunca mais voltou a cidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Gerson Marques \u00e9 presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Produtores de Chocolate do Sul da Bahia<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0Gerson Marques Aos primeiros raios do dia a not\u00edcia varreu a cidade como um terremoto, em sua casa o prefeito foi acordado aos gritos, havia uma frenesi generalizada e uma histeria coletiva por todos os cantos, o Bispo, muito nervoso correu para igreja acompanhado por um grupo de padres e devotos, todos se perguntavam como [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[19493,14589,218],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66607"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=66607"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66607\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":66611,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66607\/revisions\/66611"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=66607"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=66607"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=66607"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}