{"id":661,"date":"2010-05-04T17:58:00","date_gmt":"2010-05-04T20:58:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2010\/05\/04\/a-patria-sem-chuteiras\/"},"modified":"2010-05-04T17:58:00","modified_gmt":"2010-05-04T20:58:00","slug":"a-patria-sem-chuteiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2010\/05\/04\/a-patria-sem-chuteiras\/","title":{"rendered":"A p\u00e1tria sem chuteiras"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/_BSCeP9r5uD8\/S-CLHbGpuCI\/AAAAAAAABIs\/e267X5px-dU\/s1600\/patriadechuteiras.jpg\"><img style=\"float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 296px; height: 320px;\" src=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/_BSCeP9r5uD8\/S-CLHbGpuCI\/AAAAAAAABIs\/e267X5px-dU\/s320\/patriadechuteiras.jpg\" border=\"0\" alt=\"\"id=\"BLOGGER_PHOTO_ID_5467522907278784546\" \/><\/a><br \/>Em outros tempos, ano de Copa do Mundo era s\u00f3 futebol e mais nada. A Sele\u00e7\u00e3o Brasileira catalisava as aten\u00e7\u00f5es e o pa\u00eds parecia se unir e se vestir de verde amarelo.<\/p>\n<p>Era como se a p\u00e1tria calcasse chuteiras e entrasse em campo para jogar com os craques, em busca de mais uma ta\u00e7a.<\/p>\n<p> A sele\u00e7\u00e3o dominava as conversas e num pa\u00eds onde quase todo mundo se julga t\u00e9cnico de futebol (e de sele\u00e7\u00e3o ainda por cima!) cada um tinha o time de sua prefer\u00eancia.<\/p>\n<p> Que por sinal, quase nunca era o do t\u00e9cnico que, de fato, comandava o time canarinho.<\/p>\n<p> Canarinho? Est\u00e1 a\u00ed um termo em desuso, daqueles tempos de \u201ca ta\u00e7a do mundo \u00e9 nossa, com o brasileiro n\u00e3o h\u00e1 quem possa\u201d ou do \u201ctodos juntos vamos, pra frente Brasil, salve a sele\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p> Hoje, de t\u00e3o banalizada e comercializada como se fosse um reles produto, a sele\u00e7\u00e3o brasileira perdeu parte de seu carisma.<\/p>\n<p> Como virou neg\u00f3cio, jogadores de talento duvidoso -ou, fora de d\u00favidas, sem talento algum- passaram a vestir o manto outrora sagrado (outro termo fora de moda), apenas para serem negociados a peso de ouro.<\/p>\n<p> E a  Copa do Mundo, embora continue sendo o maior evento esportivo do planeta, j\u00e1 n\u00e3o desperta tanta aten\u00e7\u00e3o. Ou, pelo menos, n\u00e3o provoca a mesma mobiliza\u00e7\u00e3o de antes.<\/p>\n<p> Exemplo disso \u00e9 que, faltando pouco mais de um m\u00eas para o in\u00edcio do Mundial na \u00c1frica do Sul, se existe o tal \u201cclima de Copa\u201d ele se limita \u00e0 propaganda, em que as empresas se engalfinham para associar suas marcas \u00e0 Sele\u00e7\u00e3o Brasileira, pagando caro por isso, obviamente.<\/p>\n<p> Nas ruas, ainda n\u00e3o se v\u00ea aquela profus\u00e3o de verde-amarelo, nem o torcedor discutindo se o time de Dunga tem chances ou n\u00e3o de conquistar o hexacampeonato.<\/p>\n<p> At\u00e9 a recente discuss\u00e3o sobre a convoca\u00e7\u00e3o de Neymar e Paulo Henrique Ganso, jovens promessas do Santos, soa artificial, alimentada que \u00e9 por setores de m\u00eddia. <\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 motivo de acaloradas discuss\u00f5es, como em 1978 foi a n\u00e3o convoca\u00e7\u00e3o de Falc\u00e3o, e num passado mais recente, em 1998 no clamor por Rom\u00e1rio, que tamb\u00e9m n\u00e3o foi ao Mundial.<\/p>\n<p>Ganso, mais do que Neymar, merece uma vaga na Sele\u00e7\u00e3o, mas se n\u00e3o for convocado, no m\u00e1ximo Dunga ser\u00e1 taxado de \u201cburro\u201d se n\u00e3o ganhar a Copa. Do mesmo modo que ser\u00e1 taxado de \u201cburro\u201d ser perder com Ganso no time.<\/p>\n<p>O que n\u00e3o muda \u00e9 que, perdendo o t\u00edtulo, o treinador \u00e9 que paga o pato.<br \/>Imagina-se com a aproxima\u00e7\u00e3o da Copa, o Brasil entre no clima e volte seus olhos para a Sele\u00e7\u00e3o, porque o futebol \u00e9 uma paix\u00e3o entranhada na alma do brasileiro.<\/p>\n<p>De qualquer forma, \u00e9 bom que o futebol, mesmo apaixonante, seja apenas um jogo. <\/p>\n<p>Onde se ganha, se empata ou se perde.<\/p>\n<p>E o mundo n\u00e3o acaba por isso&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em outros tempos, ano de Copa do Mundo era s\u00f3 futebol e mais nada. A Sele\u00e7\u00e3o Brasileira catalisava as aten\u00e7\u00f5es e o pa\u00eds parecia se unir e se vestir de verde amarelo. Era como se a p\u00e1tria calcasse chuteiras e entrasse em campo para jogar com os craques, em busca de mais uma ta\u00e7a. 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