{"id":629,"date":"2010-03-25T07:10:00","date_gmt":"2010-03-25T10:10:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2010\/03\/25\/cronica-de-um-rio-que-pede-socorro\/"},"modified":"2010-03-25T07:10:00","modified_gmt":"2010-03-25T10:10:00","slug":"cronica-de-um-rio-que-pede-socorro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2010\/03\/25\/cronica-de-um-rio-que-pede-socorro\/","title":{"rendered":"Cr\u00f4nica de um rio que pede socorro"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/_BSCeP9r5uD8\/S6s3eh8mfRI\/AAAAAAAABD8\/WQ8E7zoTtxo\/s1600\/rio+morto.jpg\"><img style=\"display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 314px; height: 235px;\" src=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/_BSCeP9r5uD8\/S6s3eh8mfRI\/AAAAAAAABD8\/WQ8E7zoTtxo\/s320\/rio+morto.jpg\" border=\"0\" alt=\"\"id=\"BLOGGER_PHOTO_ID_5452512771510271250\" \/><\/a><br \/>Jos\u00e9 Bastos n\u00e3o foi apenas um dos principais personagens da hist\u00f3ria centen\u00e1ria de Itabuna e nem \u00e9  somente o nome de uma pra\u00e7a no centro da cidade.<\/p>\n<p>Foi, tamb\u00e9m, um poeta talentoso, que ao lado de Telmo Padilha e Valdelice Pinheiro, rendeu em prosa e verso uma homenagem a um rio:<\/p>\n<p><em>\u201cDo Cachoeira escutando os bravios rumores\/Como a Iara gentil destas \u00e1guas profundas!\/Oh! Como sou feliz e me sinto orgulhoso\/ De um dia ter nascido em seu seio faustoso\/Sob o esplendor de um c\u00e9u de beleza t\u00e3o rara\u201d.<\/em><br \/> De Jos\u00e9 Bastos e, um pouco mais recentemente, de Telmo e Valdelice pode se dizer que, al\u00e9m da paix\u00e3o desmesurada por Itabuna, viveram num tempo de bravios rumores, iaras gentis e \u00e1guas profundas de um rio que transbordava vida, inspirava poetas, alimentava as pessoas com seus peixes fartos e garantia o sustento de lavadeiras e areeiros.<\/p>\n<p> Um rio que, l\u00e1 se vai um vai um s\u00e9culo, testemunhou caudaloso e silente (aqui, justas refer\u00eancias a Telmo Padilha e Valdelice Pinheiro) o nascimento de uma cidade, Itabuna, como d\u00e9cadas antes testemunhara o surgimento de uma vida, Tabocas, brotada \u00e0s suas margens generosas.<\/p>\n<p> N\u00e3o \u00e9 de todo exagerado dizer que a Itabuna metr\u00f3pole, cidade de bra\u00e7os abertos, esp\u00edrito empreendedor pairando sobre ela e que a despeito de eventuais crises c\u00edclicas n\u00e3o para de se desenvolver, \u00e9 filha desse rio, que serpenteia entre matas, divide\/une as duas partes da cidade e segue seu caminho ao encontro da imensid\u00e3o do mar.<\/p>\n<p> Filha ingrata, diga se de passagem!<\/p>\n<p> Ao longo das \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas, com o acentuado e desordenado crescimento de Itabuna, o Rio Cachoeira vem passando por um processo de deteriora\u00e7\u00e3o que praticamente o transformou num imenso e f\u00e9tido canal de esgotos. No trecho urbano de Itabuna, as matas deram lugar ao lixo. <\/p>\n<p> Esse misto da falta de responsabilidade dos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos e da falta de consci\u00eancia da popula\u00e7\u00e3o transformou o antigo rio vivo, num rio quase morto, a implorar por um socorro que n\u00e3o vem.<\/p>\n<p> Se nos tempos centen\u00e1rios a cidade precisou do rio para nascer, agora \u00e9 o rio quem precisa da cidade para n\u00e3o morrer. <\/p>\n<p> Enquanto ainda h\u00e1 tempo de evitar que ele morra&#8230;<\/p>\n<p> Na semana em que se comemora o Dia Mundial da \u00c1gua, esse bem precioso para a vida, \u00e9 preciso que se olhe para o Rio Cachoeira,  patrim\u00f4nio que a centen\u00e1ria Itabuna insiste em maltratar.<\/p>\n<p> N\u00e3o com o olhar de piedade ou de indiferen\u00e7a, mas com o olhar, e principalmente com o compromisso, de quem sabe que \u00e9 preciso agir agora para salvar o Rio Cachoeira.<\/p>\n<p> O nosso rio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jos\u00e9 Bastos n\u00e3o foi apenas um dos principais personagens da hist\u00f3ria centen\u00e1ria de Itabuna e nem \u00e9 somente o nome de uma pra\u00e7a no centro da cidade. 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