{"id":619,"date":"2010-03-13T08:50:00","date_gmt":"2010-03-13T11:50:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2010\/03\/13\/foi-bom-mas-foi-ruim\/"},"modified":"2010-03-13T08:50:00","modified_gmt":"2010-03-13T11:50:00","slug":"foi-bom-mas-foi-ruim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2010\/03\/13\/foi-bom-mas-foi-ruim\/","title":{"rendered":"Foi bom, mas foi ruim"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/_BSCeP9r5uD8\/S5t8NoRu5iI\/AAAAAAAABCs\/-1HdWqdyLjo\/s1600-h\/bananas.jpg\"><img style=\"display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;\" src=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/_BSCeP9r5uD8\/S5t8NoRu5iI\/AAAAAAAABCs\/-1HdWqdyLjo\/s320\/bananas.jpg\" border=\"0\" alt=\"\"id=\"BLOGGER_PHOTO_ID_5448084747826685474\" \/><\/a><\/p>\n<p>         Quem assistiu ao Jornal Nacional da \u00faltima quinta-feira deve ter ficado sem entender o contorcionismo para tentar transformar uma not\u00edcia evidentemente boa, a retra\u00e7\u00e3o do PIB brasileiro em apenas 0,21% em 2009, ocorrido em meio a maior crise do capitalismo em quase um s\u00e9culo, em algo n\u00e3o t\u00e3o bom assim.<\/p>\n<p>   Em meio a n\u00fameros expressivos no \u00faltimo trimestre de 2009, com a recupera\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria e da agricultura e a expans\u00e3o do com\u00e9rcio, servi\u00e7os e  constru\u00e7\u00e3o civil, foi feita exposi\u00e7\u00e3o de percentuais negativos propositadamente fora de contexto. A um economista respeitado que previu crescimento robusto em 2010, contrap\u00f4s-se o inevit\u00e1vel senador Jos\u00e9 Agripino Maia, do DEM, que obviamente viu o apocalipse na economia brasileira.<\/p>\n<p>            Diante de n\u00fameros que apontam que o Brasil sentiu menos os impactos da crise do que pot\u00eancias econ\u00f4micas como os EUA, Alemanha, It\u00e1lia, Jap\u00e3o e Fran\u00e7a, que tiveram quedas expressivas, o JN for\u00e7ou uma compara\u00e7\u00e3o quase hil\u00e1ria com republiquetas como Panam\u00e1 e Honduras, onde a produ\u00e7\u00e3o de alguns cachos de bananas a mais  j\u00e1 provoca a eleva\u00e7\u00e3o do PIB.<\/p>\n<p>            O malabarismo no principal telejornal da principal emissora de televis\u00e3o do Pa\u00eds, que literalmente brigou com a not\u00edcia, est\u00e1 longe de ser algo isolado, um deslize de um editor desatento.<\/p>\n<p>            Passado o \u201cfoi bom, mas foi ruim\u201d do PIB, o Jornal Nacional daquele dia mostrou primeiro as cr\u00edticas a Lula por conta de sua posi\u00e7\u00e3o passiva diante da exist\u00eancia de presos pol\u00edticos em Cuba e depois, num tom mais acima, o novo esc\u00e2ndalo gerado pela revista Veja e prontamente repercutido pela TV Globo e os jornais O Globo, Folha de S\u00e3o Paulo e o Estado de S\u00e3o Paulo, sobre o suposto desvio de recursos de uma cooperativa de cr\u00e9dito para campanhas eleitorais do PT. <\/p>\n<p>            Em meio \u00e0s denuncias de desvio de recursos, noticiou-se que o presidente Lula comprou um triplex de cobertura \u00e0 beira mar.<\/p>\n<p>            Epa, um ex-metal\u00fargico comprando triplex de cobertura na praia? A\u00ed tem!<\/p>\n<p>            A\u00ed tem e a\u00ed vai ter.<\/p>\n<p>            Os grandes ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o v\u00eam perdendo leitores e  telespectadores, perdendo receita e influ\u00eancia sobre a chamada opini\u00e3o p\u00fablica. <br \/>A distribui\u00e7\u00e3o do bolo publicit\u00e1rio do Governo Federal, antes restrita \u00e0s grandes corpora\u00e7\u00f5es da m\u00eddia, possibilitou a expans\u00e3o dos sites alternativos da internet e o fortalecimento dos jornais e emissoras de r\u00e1dio das capitais fora do eixo Rio-S\u00e3o Paulo e das cidades do interior do pa\u00eds. <\/p>\n<p>A m\u00eddia est\u00e1 menos hegem\u00f4nica, menos concentrada. N\u00e3o se transformam distor\u00e7\u00f5es em fatos consumados como ocorria uma d\u00e9cada atr\u00e1s.<br \/>Isso \u00e9 bom para a democracia, mas p\u00e9ssimo para quem controlava a informa\u00e7\u00f5es como um poder paralelo. <\/p>\n<p>Vai da\u00ed que, diante daquilo que os bar\u00f5es da m\u00eddia passaram se tratar de amea\u00e7a concreta, a manuten\u00e7\u00e3o desse modelo por mais quatro anos, com a vit\u00f3ria de Dilma Roussef na elei\u00e7\u00e3o presidencial, eles resolveram, mandar \u00e0s favas o prurido e ir ao ataque.<\/p>\n<p>Algu\u00e9m acredita que foi s\u00f3 coincid\u00eancia o surgimento nova denuncia envolvendo o PT, num caso que vem sendo apurado h\u00e1 pelo menos dois anos pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico, ocorrer uma semana ap\u00f3s uma pesquisa DataFolha apontar Dilma Roussef em situa\u00e7\u00e3o de empate t\u00e9cnico com o tucano Jos\u00e9 Serra?<\/p>\n<p>O que se tem visto s\u00e3o os primeiros foguetes de uma artilharia pesada, mas cuja capacidade de fazer efeito pode se equiparar a de um traque, a exemplo do que ocorreu na campanha presidencial de 2006, com o super dimensionamento de um dossi\u00ea idiota e fotos de uma montanha de dinheiro montadas para dar a impress\u00e3o de que era uma cordilheira de dinheiro.<\/p>\n<p>O problema de entrar dessa maneira numa ainda pr\u00e9-campanha eleitoral para ajudar na vit\u00f3ria do candidato de sua prefer\u00eancia \u00e9 perder n\u00e3o apenas a elei\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m a credibilidade.<\/p>\n<p>Ou o que ainda resta dela.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem assistiu ao Jornal Nacional da \u00faltima quinta-feira deve ter ficado sem entender o contorcionismo para tentar transformar uma not\u00edcia evidentemente boa, a retra\u00e7\u00e3o do PIB brasileiro em apenas 0,21% em 2009, ocorrido em meio a maior crise do capitalismo em quase um s\u00e9culo, em algo n\u00e3o t\u00e3o bom assim. 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