{"id":598,"date":"2010-02-23T16:31:00","date_gmt":"2010-02-23T19:31:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2010\/02\/23\/guerreiros-e-guerras\/"},"modified":"2010-02-23T16:31:00","modified_gmt":"2010-02-23T19:31:00","slug":"guerreiros-e-guerras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2010\/02\/23\/guerreiros-e-guerras\/","title":{"rendered":"Guerreiros e guerras"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/_BSCeP9r5uD8\/S4QtjEL-H4I\/AAAAAAAAA_c\/PXDdsOL4isA\/s1600-h\/campo+de+batalha1.jpg\"><img style=\"display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 197px;\" src=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/_BSCeP9r5uD8\/S4QtjEL-H4I\/AAAAAAAAA_c\/PXDdsOL4isA\/s320\/campo+de+batalha1.jpg\" border=\"0\" alt=\"\"id=\"BLOGGER_PHOTO_ID_5441524330213023618\" \/><\/a><br \/>Houve um tempo em que nos est\u00e1dios de futebol as torcidas vestiam a camisa do time do cora\u00e7\u00e3o e faziam tremular as bandeiras, entoando hinos de apoio ao clube e a seus \u00eddolos. Um tempo em que ir ao est\u00e1dio era um programa tipicamente familiar.<\/p>\n<p>Era um tempo, tamb\u00e9m, em que se praticava o futebol-arte, de toques, dribles, lan\u00e7amentos precisos e gols que, de t\u00e3o bonitos, mereciam placas.<\/p>\n<p> V\u00e3o longe esses tempos quase po\u00e9ticos, em que Pel\u00e9, Garrincha, Didi, Rivelino, Falc\u00e3o e Zico, s\u00f3 para citar os craques nacionais, desfilavam talento pelos gramados.<\/p>\n<p> Da arte, sobraram lampejos perpetrados vez ou outra por um jogador extraclasse, cada vez mais raro, que insiste em romper as amarras de esquemas t\u00e1ticos que priorizam a for\u00e7a bruta.<\/p>\n<p>E, por for\u00e7a de um esp\u00edrito competitivo em que se joga para vencer ou vencer, a arte deu lugar \u00e0 correria, \u00e0 prepara\u00e7\u00e3o f\u00edsica que transforma meninos talentosos em atletas-rob\u00f4s.<\/p>\n<p>Saiu a inspira\u00e7\u00e3o, entrou a transpira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Sa\u00edram os craques, entraram os guerreiros.<\/p>\n<p>Sim, os guerreiros, que motivam at\u00e9 propaganda de cerveja e que transmutam, sem a menor sutileza, campos de futebol em campos de batalha.<\/p>\n<p>Se o que temos \u00e9 batalha campal, guerra pelo resultado positivo, nada mais natural que esse esp\u00edrito guerreiro se espalhasse para as arquibancadas.<\/p>\n<p>E se espalhou mesmo.<\/p>\n<p>O torcedor espont\u00e2neo, apaixonado pelo time, deu lugar \u00e0s chamadas torcidas organizadas, verdadeiras fac\u00e7\u00f5es que se dirigem aos est\u00e1dios como quem se dirige a uma guerra, onde \u00e9 preciso abater o inimigo a qualquer pre\u00e7o.<\/p>\n<p>Nada de apitos, buzinas, fogos de artif\u00edcio.<\/p>\n<p>Peda\u00e7os de pau, barras de ferro, bombas de fabrica\u00e7\u00e3o caseira e rev\u00f3lveres comp\u00f5em o kit-guerreiro. Um verdadeiro arsenal, para ferir e se for o caso matar o inimigo.<\/p>\n<p>No futebol guerreiro, a guerra se d\u00e1 em todas as frentes.<\/p>\n<p>Alex Furlan de Santana, 26 anos, \u00e9 a mais recente v\u00edtima dessa guerra. Ele foi baleado na cabe\u00e7a durante um confronto entre torcedores do S\u00e3o Paulo e do Palmeiras. Outras 12 pessoas sa\u00edram feridas.<\/p>\n<p>Em tempo: em campo, os guerreiros do Palmeiras venceram os guerreiros do S\u00e3o Paulo por 2&#215;0.<\/p>\n<p>Mas, quem se importa com isso?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Houve um tempo em que nos est\u00e1dios de futebol as torcidas vestiam a camisa do time do cora\u00e7\u00e3o e faziam tremular as bandeiras, entoando hinos de apoio ao clube e a seus \u00eddolos. Um tempo em que ir ao est\u00e1dio era um programa tipicamente familiar. 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