{"id":55070,"date":"2016-10-14T23:30:56","date_gmt":"2016-10-15T02:30:56","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=55070"},"modified":"2016-10-15T10:31:55","modified_gmt":"2016-10-15T13:31:55","slug":"escritor-grapiuna-lanca-romance-policial-que-discute-violencia-machismo-e-racismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2016\/10\/14\/escritor-grapiuna-lanca-romance-policial-que-discute-violencia-machismo-e-racismo\/","title":{"rendered":"Escritor grapi\u00fana lan\u00e7a romance policial que discute viol\u00eancia, machismo e racismo"},"content":{"rendered":"<p style=\"margin-bottom: 18.0pt; background: white;\"><span style=\"font-size: 10.0pt; color: #404040;\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-medium wp-image-55071\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/gabriel-nascimento-300x199.jpg\" alt=\"gabriel-nascimento\" width=\"300\" height=\"199\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/gabriel-nascimento-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/gabriel-nascimento.jpg 960w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>(do site Boas Not\u00edcias)- Gabriel Nascimento nasceu em Itabuna e foi criado em Ilh\u00e9us. \u00c9 formado em Letras pela Universidade Estadual de Santa Cruz \u2013 UESC, mestre em Lingu\u00edstica Aplicada pela Universidade de Bras\u00edlia \u2013 UNB e doutorando em Letras pela Universidade de S\u00e3o Paulo \u2013 USP. Gabriel escreve desde os 12 anos. Seu primeiro texto foi l\u00edrico, mas j\u00e1 escreveu tamb\u00e9m pe\u00e7as teatrais como \u201cQuem matou Gabriela\u201d e \u201cO mist\u00e9rio da \u00f3pera perdida\u201d. Na segunda semana de novembro o escritor lan\u00e7a, em Itabuna, pela Editora Multifoco, \u201cO man\u00edaco das onze e meia\u201d. Um romance policial que discute viol\u00eancia, machismo e racismo na regi\u00e3o Sul da Bahia, em uma trama que, segundo ele, al\u00e9m de policial se tornou pol\u00edtico-policialesca.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 18.0pt; background: white; box-sizing: inherit; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; orphans: 2; text-align: start; widows: 2; -webkit-text-stroke-width: 0px; word-spacing: 0px;\"><span style=\"font-size: 10.0pt; color: #404040;\">Conforme explica Gabriel, o cotidiano itabunense est\u00e1 imerso na trama. A pol\u00edtica local, as ruas, os espa\u00e7os, os bairros, tudo \u00e9 citado no livro e ele destaca que na pr\u00e1tica Itabuna nunca foi cena de um grande romance. Nem mesmo os de Jorge Amado, filho de Ferradas. \u201cEu resolvi colocar Itabuna porque \u00e9 nessa cidade que a ex-elite cacaueira conseguiu, como est\u00e1 no pr\u00f3prio romance, se transformar a partir da crise do cacau; da\u00ed resultam as narrativas\u201d, justificou.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 18.0pt; background: white; box-sizing: inherit; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; orphans: 2; text-align: start; widows: 2; -webkit-text-stroke-width: 0px; word-spacing: 0px;\"><!--more--><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 18.0pt; background: white; box-sizing: inherit; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; orphans: 2; text-align: start; widows: 2; -webkit-text-stroke-width: 0px; word-spacing: 0px;\"><span style=\"font-size: 10.0pt; color: #404040;\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-55072\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/gabriel-livro.jpg\" alt=\"gabriel-livro\" width=\"272\" height=\"276\" \/>Gabriel evidencia que o livro fala muito de viol\u00eancia, mas n\u00e3o s\u00f3 da viol\u00eancia de um \u201cman\u00edaco das onze e meia\u201d. \u201cEle \u00e9 pretexto. Fala da viol\u00eancia policial contra Fabr\u00edcio, um menino negro do S\u00e3o Pedro que \u00e9 traficante, fala de uma mulher pobre que casa com um vereador e passa a ser explorada pela sociedade patriarcal e a ter que aguentar suas trai\u00e7\u00f5es e fala tamb\u00e9m da rela\u00e7\u00e3o homossexual reprimida naquela sociedade. Tudo isso \u00e9 viol\u00eancia. Muita gente n\u00e3o vai entender que o man\u00edaco \u00e9 s\u00f3 um pretexto pra trazer \u00e0 tona muita viol\u00eancia que tanto est\u00e1 no interior quanto na universalidade\u201d, adiantou o escritor acrescentando que gosta de estudar a viol\u00eancia como pesquisador, mas como n\u00e3o tem especialidade nessa \u00e1rea se aproximou por meio da literatura.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 18.0pt; background: white; box-sizing: inherit; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; orphans: 2; text-align: start; widows: 2; -webkit-text-stroke-width: 0px; word-spacing: 0px;\"><span style=\"font-size: 10.0pt; color: #404040;\">O livro retrata tamb\u00e9m o machismo. Para o escritor, o machismo est\u00e1 totalmente naturalizado em nossa vida cotidiana. A rela\u00e7\u00e3o de pai e m\u00e3e, o privil\u00e9gio dos filhos homens e no romance ele aparece em quase todo o texto. \u201cManoela, que \u00e9 loira e mulher de um empres\u00e1rio dono de postos de gasolina, ex-deputado estadual e branco, \u00e9 sempre \u201ccoisa\u201d no livro. Gea \u00e9 uma mulher altamente conservadora e fiel ao marido at\u00e9 a hora da morte, inclusive reproduzindo que o homem pode tudo mesmo\u201d, apontou.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 18.0pt; background: white; box-sizing: inherit; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; orphans: 2; text-align: start; widows: 2; -webkit-text-stroke-width: 0px; word-spacing: 0px;\"><span style=\"font-size: 10.0pt; color: #404040;\">Ao contr\u00e1rio do man\u00edaco, que \u00e9 pretexto pra falar da viol\u00eancia, essas mulheres s\u00e3o vistas na trama como \u201cprato principal\u201d, um severo destino comumente dado \u00e0s mulheres pelos machistas da vida real e denunciado tamb\u00e9m na trama por meio da empregada da casa de Gea, dona Ana, uma velha negra que \u00e9 vista como prato principal, m\u00e3e e m\u00e3e-preta, pobre e escravizada na casa dos patr\u00f5es. Uma personagem que sabe do peso da chibata e do racismo. Gabriel narra que o racismo \u00e9 algo que sentiu na pele a vida inteira. Ele lembra que s\u00e3o 400 anos nas costas diariamente. \u201cRacismo \u00e9 viol\u00eancia, \u00e9 processo. N\u00e3o \u00e9 subproduto, discrimina\u00e7\u00e3o, \u00e9 processo\u201d, refor\u00e7ou ele.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 18.0pt; background: white; box-sizing: inherit; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; orphans: 2; text-align: start; widows: 2; -webkit-text-stroke-width: 0px; word-spacing: 0px;\"><span style=\"font-size: 10.0pt; color: #404040;\">O escritor pontua ainda a discuss\u00e3o sobre direitos humanos ao lembrar que muitos que defendem desde a pena de morte at\u00e9 a tipifica\u00e7\u00e3o mais dura do aborto s\u00e3o os mesmos que condenam movimentos sociais, que perseguem o corpo da mulher e que s\u00e3o contra a criminaliza\u00e7\u00e3o da homofobia porque acham que homofobia \u00e9 direito de express\u00e3o. \u201cA defesa dos direitos humanos, desde os primeiros acordos internacionais, \u00e9 sempre maior, inclusive pelos pa\u00edses, do que foi de fato uma pr\u00e1tica. Ou seja, sempre se defendeu direitos humanos e pouco se praticou\u201d, disse.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 18.0pt; background: white; box-sizing: inherit; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; orphans: 2; text-align: start; widows: 2; -webkit-text-stroke-width: 0px; word-spacing: 0px;\"><span style=\"font-size: 10.0pt; color: #404040;\">O livro \u201cO man\u00edaco das onze e meia\u201d, que toca nessas quest\u00f5es delicadas e importantes da nossa sociedade, existe h\u00e1 pelo menos dois anos, mas segundo o autor mudou v\u00e1rias vezes. Agora ele pode ser adquirido, antes mesmo do lan\u00e7amento em novembro, na<a style=\"box-sizing: inherit; transition: all 100ms ease-in;\" href=\"http:\/\/editoramultifoco.com.br\/loja\/product\/o-maniaco-das-onze-e-meia\/\"><span style=\"color: #117bb8;\">loja online<\/span><\/a>. Ainda esse ano Gabriel Nascimento planeja lan\u00e7ar mais um livro: \u201cEste fingimento e outros poemas\u201d, pela Editora Garc\u00eda. Em 2017 ele vai lan\u00e7ar uma colet\u00e2nea de contos sobre a guerrilha do Araguaia, projeto vencedor de um edital da Funda\u00e7\u00e3o de Cultura do Estado da Bahia (FUNCEB).<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 18.0pt; background: white; box-sizing: inherit; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; orphans: 2; text-align: start; widows: 2; -webkit-text-stroke-width: 0px; word-spacing: 0px;\"><span style=\"font-size: 10.0pt; color: #404040;\">Confira a sinopse de \u201cO man\u00edaco das onze e meia\u201d e detalhes sobre o autor em<span class=\"apple-converted-space\">\u00a0<\/span><a style=\"box-sizing: inherit; transition: all 100ms ease-in;\" href=\"http:\/\/www.estegabriel.com\/\" target=\"_blank\"><span style=\"color: #117bb8;\">http:\/\/www.estegabriel.com\/<\/span><\/a>.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(do site Boas Not\u00edcias)- Gabriel Nascimento nasceu em Itabuna e foi criado em Ilh\u00e9us. \u00c9 formado em Letras pela Universidade Estadual de Santa Cruz \u2013 UESC, mestre em Lingu\u00edstica Aplicada pela Universidade de Bras\u00edlia \u2013 UNB e doutorando em Letras pela Universidade de S\u00e3o Paulo \u2013 USP. 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