{"id":50860,"date":"2018-12-01T08:30:06","date_gmt":"2018-12-01T11:30:06","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/?p=50860"},"modified":"2018-11-30T11:18:22","modified_gmt":"2018-11-30T14:18:22","slug":"displasia-coxofemoral-em-caes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2018\/12\/01\/displasia-coxofemoral-em-caes\/","title":{"rendered":"Displasia Coxofemoral em c\u00e3es"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>\u00a0Hannah Thame<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignright  wp-image-84071\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/ht-300x300.jpg\" alt=\"ht\" width=\"182\" height=\"182\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/ht-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/ht-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/ht.jpg 726w\" sizes=\"(max-width: 182px) 100vw, 182px\" \/>A\u00a0displasia coxofemoral\u00a0\u00e9 uma das\u00a0doen\u00e7as \u00f3sseas\u00a0mais comuns em c\u00e3es, caracterizada pela m\u00e1 forma\u00e7\u00e3o da articula\u00e7\u00e3o coxofemoral, ou seja, a inser\u00e7\u00e3o do membro traseiro na cintura p\u00e9lvica e ocorre, na maioria das vezes, de forma heredit\u00e1ria. Por se tratar de uma altera\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica, pode ocorrer em todos os tipos de ra\u00e7a e porte de c\u00e3es, no entanto, tem sido descrito que ra\u00e7as grandes, como Dogue Alem\u00e3o, Labrador, Rotweiller e Golden s\u00e3o mais propensas a sofrer com esse problema.<\/p>\n<p>Quando ocorre de forma heredit\u00e1ria, os primeiros sintomas aparecem principalmente por volta dos 4 aos 7 meses de vida, quando o animal afetado come\u00e7a a mancar e sentir dor quando anda, principalmente nos pisos mais escorregadios. Devido \u00e0 dificuldade para andar, o c\u00e3o pode n\u00e3o mexer o membro e o m\u00fasculo pode acabar atrofiando.\u00a0 Conforme a doen\u00e7a progride, as articula\u00e7\u00f5es do quadril do cachorro come\u00e7am a<strong>\u00a0<\/strong>degenerar, causando aumento da\u00a0dor\u00a0e\u00a0problemas de mobilidade, que podem ser evitados se a doen\u00e7a for diagnosticada e tratada precocemente.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-50862\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/colina-HT-2-300x200.jpg\" alt=\"colina HT 2\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/colina-HT-2-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/colina-HT-2.jpg 900w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Al\u00e9m da quest\u00e3o gen\u00e9tica, fatores externos, como nutri\u00e7\u00e3o, ambiente e determinadas posi\u00e7\u00f5es em que o animal permanece por muito tempo tamb\u00e9m podem acelerar o desencadeamento da displasia coxofemoral. Como por exemplo, os pisos escorregadios podem provocar queda dos animais, levando a um trauma, luxa\u00e7\u00f5es e les\u00f5es, portanto, devem ser evitados. Al\u00e9m disso, o sobrepeso tamb\u00e9m pode influenciar no desenvolvimento da doen\u00e7a, por isso, deve-se procurar oferecer sempre uma dieta balanceada ao seu pet.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o aos sintomas que podem ser observados, incluem: dificuldade do c\u00e3o em caminhar, estalos aud\u00edveis na articula\u00e7\u00e3o, andar visivelmente manco nas patas traseiras e sinais de dor ao realizar movimentos comuns. Com o passar do tempo, os sintomas apresentam cada vez mais frequ\u00eancia e intensidade, e o c\u00e3o passa a evitar diversas atividades rotineiras como subir em escadas, levantar-se, correr e pular, podendo come\u00e7ar a se mover sem mexer as patas traseiras (arrastando-se) e desenvolver desproporcionalmente a musculatura de sua parte dianteira em fun\u00e7\u00e3o disso. Em casos mais graves, o animal pode desenvolver at\u00e9 mesmo paralisia.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-medium wp-image-50863\" src=\"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/colinna-HT-1-300x200.jpg\" alt=\"colinna HT 1\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/colinna-HT-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/colinna-HT-1.jpg 900w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>\u00a0 As op\u00e7\u00f5es de tratamento para c\u00e3es displ\u00e1sicos dependem da idade do c\u00e3o, tamanho, progress\u00e3o e do tipo de displasia (se \u00e9 cong\u00eanita ou adquirida). A depender da gravidade da doen\u00e7a, pode-se optar por tratamento cir\u00fargico ou medicamentoso. Al\u00e9m disso, terapias alternativas para minimizar os sintomas e controlar a evolu\u00e7\u00e3o da displasia, como acupuntura e fisioterapia, t\u00eam demonstrado surtir efeitos ben\u00e9ficos, podendo muitas vezes evitar que o animal seja submetido ao procedimento cir\u00fargico e garantindo uma melhora na qualidade de vida do mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">\u00a0(*) A Dra. Hannah Thame \u00e9 M\u00e9dica Veterin\u00e1ria e Mestre em Ci\u00eancia Animal com \u00eanfase em Sanidade Animal pela Universidade Estadual de Santa Cruz<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0Hannah Thame A\u00a0displasia coxofemoral\u00a0\u00e9 uma das\u00a0doen\u00e7as \u00f3sseas\u00a0mais comuns em c\u00e3es, caracterizada pela m\u00e1 forma\u00e7\u00e3o da articula\u00e7\u00e3o coxofemoral, ou seja, a inser\u00e7\u00e3o do membro traseiro na cintura p\u00e9lvica e ocorre, na maioria das vezes, de forma heredit\u00e1ria. Por se tratar de uma altera\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica, pode ocorrer em todos os tipos de ra\u00e7a e porte de c\u00e3es, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[15485,15486,750],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50860"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50860"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50860\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":84072,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50860\/revisions\/84072"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50860"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50860"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50860"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}