{"id":506,"date":"2009-11-19T10:26:00","date_gmt":"2009-11-19T13:26:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2009\/11\/19\/no-meio-do-caminho-tinha-uma-pedra-tinha-uma-pedra-no-meio-do-caminho\/"},"modified":"2009-11-19T10:26:00","modified_gmt":"2009-11-19T13:26:00","slug":"no-meio-do-caminho-tinha-uma-pedra-tinha-uma-pedra-no-meio-do-caminho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdothame.blog.br\/v1\/2009\/11\/19\/no-meio-do-caminho-tinha-uma-pedra-tinha-uma-pedra-no-meio-do-caminho\/","title":{"rendered":"No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/_BSCeP9r5uD8\/SwVIAvGfJHI\/AAAAAAAAAzI\/4bJpVcSex8A\/s1600\/menin+se+drogando++2.jpg\"><img style=\"display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 262px;\" src=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/_BSCeP9r5uD8\/SwVIAvGfJHI\/AAAAAAAAAzI\/4bJpVcSex8A\/s320\/menin+se+drogando++2.jpg\" border=\"0\" alt=\"\"id=\"BLOGGER_PHOTO_ID_5405806105209021554\" \/><\/a><\/p>\n<p>A foto que abre esse texto mostra um menino usando crack, enquanto outro rapaz aguarda sua vez de se drogar.<\/p>\n<p> Foi tirada no antigo e abandonado porto de Ilh\u00e9us, mas poderia ter sido tirada em outros pontos de Ilh\u00e9us, de Itabuna ou em qualquer parte desse pa\u00eds.<\/p>\n<p>        O consumo de crack espalhou-se como uma praga e atingiu n\u00edveis alarmantes. <\/p>\n<p>        \u00c9 o motor que move a escalada de viol\u00eancia, motiva furtos, assaltos e arrombamentos e que transformou o telefone celular em moeda de troca com os traficantes, objeto de desejo dos viciados, que depois de iniciado o consumo de crack, raramente conseguem parar, ao contr\u00e1rio, querem sempre mais, mais e mais&#8230;<\/p>\n<p>       O crack, dadas as dimens\u00f5es de atingiu, deixou de ser um problema de pol\u00edcia. \u00c9, sim, um problema de sa\u00fade p\u00fablica e em fun\u00e7\u00e3o disso exige muito mais do que repress\u00e3o e deten\u00e7\u00e3o dos traficantes.<\/p>\n<p>       Passa pela implanta\u00e7\u00e3o de centros de recupera\u00e7\u00e3o, com equipes multidisciplinares que efetivamente contribuam para que as v\u00edtimas possam deixar o v\u00edcio.<\/p>\n<p>        Essas cl\u00ednicas praticamente inexistem e as poucas dispon\u00edveis s\u00e3o caras e inacess\u00edveis para a esmagadora maioria dos familiares que convivem com esse drama. <\/p>\n<p>      O investimento em centros de recupera\u00e7\u00e3o \u00e9 mais do que necess\u00e1rio, porque se tornou  imposs\u00edvel ignorar a calamidade p\u00fablica que se tornou o consumo de crack e seus \u00b4subprodutos\u00b4, como o aumento da criminalidade.<\/p>\n<p>       A outra quest\u00e3o \u00e9 ainda mais complexa: milhares de crian\u00e7as e adolescentes s\u00e3o atiradas para o mundo das drogas e  num segundo e quase inevit\u00e1vel passo, do crime, por absoluta falta de perspectiva de vida.<\/p>\n<p>      Ser\u00e1 a partir de projetos de inclus\u00e3o social, como educa\u00e7\u00e3o, esporte, emprego, que eles ter\u00e3o o est\u00edmulo e a oportunidade para buscar outra estrada, que os conduza a essa palavra t\u00e3o bela quando subjetiva,  chamada cidadania.<\/p>\n<p>      Enquanto isso n\u00e3o ocorrer, s\u00f3 restar\u00e3o as pedras no meio do caminho, que podem ser po\u00e9ticas na literatura de Carlos Drummond de Andrade, mas tornam-se letais na vida real.<\/p>\n<p>      Uma pedra, outra pedra e mais uma pedra e \u00e9 o fim do caminho.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A foto que abre esse texto mostra um menino usando crack, enquanto outro rapaz aguarda sua vez de se drogar. Foi tirada no antigo e abandonado porto de Ilh\u00e9us, mas poderia ter sido tirada em outros pontos de Ilh\u00e9us, de Itabuna ou em qualquer parte desse pa\u00eds. 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